terça-feira, 25 de novembro de 2014

Revolução Constitucionalista 1932- Turismo Rural

Na divisa do Estado de São Paulo com o sul de Minas Gerais se situa a Joia da Mantiqueira, mas conhecida como a Estância Turística de Joanópolis ou Terra do Lobisomem.  Uma cidade com um potencial turístico notável, bem como o turismo cultural, histórico, religioso, ecológico, aventura, rural e muitos outros.
Foto: KK. Alcover
No eixo do turismo histórico/cultural o município já foi palco de grandes acontecimentos históricos, bem como a visita dos bandeirantes na marcha para Minas Gerais, à expansão cafeeira e a revolução constitucionalista de 1932.
Em síntese a Revolução Constitucionalista foi à reação da elite paulistana ao governo de Getúlio Vargas. Após o golpe de estado de 1930 aumenta muito a insatisfação dos paulistas, por Vargas aumentou o poder e elegeu interventores para cada estado. Dessa forma os paulistas esperavam as eleições há dois anos, mas elas não ocorreram e o governo provisório se mantinha.
Vargas não atendia as manifestações da elite paulistana, bem como dos estudantes, comerciantes e profissionais liberais, dando origem a uma serie de manifestações de rua e, em 23 de maio de 1932 em uma manifestação houve uma forte repressão policial, ocasionando a morte de quatro estudantes (Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo), as iniciais deles tornaram o símbolo da revolução MMDC.
Foto: KK. Alcover
Assim em 9 de julho de 32 tem inicio a Revolução Constitucionalista. Os combates ocorreram no Estado de São Paulo, na região do Sul de Minas e no sul do Mato Grosso. As reivindicações dos paulistas eram a elaboração de uma nova Constituição e a convocação de eleições para presidentes. Exigiam também, de imediato, a saída do interventor pernambucano João Alberto e a nomeação de um interventor paulista, além da instauração da democracia.
Os paulistas só possuíam apoio do sul do estado do Mato Grosso e teve que combater as forças federais. A revolução chega ao fim em 28 de setembro de 1932 com a rendição de São Paulo e com mais de três mil brasileiros mortos e cinco mil feridos. (HISTORIA, 2014)
Foto: KK.Alcover
Neste contexto se insere a importância do turismo em resgatar, perpetuar e transmitir essa memória tanto para as futuras gerações, quanto aos turistas que por aqui passam. A partir desse conceito foi realizado o 3º Festival de Gastronomia Rural de Joanópolis com a temática “Joanópolis resgata a Revolução de 32 e a culinária da roça”.
O evento foi organizado pela a 4º Turma do curso de Turismo Rural- SENAR sob coordenação da Prof. Ms. Cândida Baptista, realizado no Espaço CanCan no Bairro do CanCan no dia 14 de novembro de 2014.
Segundo a Professora a ideia da temática do evento surgiu após analisar a árvore genealógica das famílias dos alunos. Ela ainda afirma que os convidados tiveram o privilégio de conhecer o bairro, conhecer um pouco mais sobre a revolução e desfrutar a culinária típica da roça.
O programa além de objetivo capacitar o produtor rural para receber o turista, pautando pelo eixo histórico/cultural, permite o aluno conhecer melhor a historia da sua região e na pratica permite a ele absorver técnicas de transmitir esse conhecimento.
Foto: KK. Alcover
Analisando pelo lado do ouvinte (turista/convidado) as informações que estão sendo expostas são triviais para se entender o histórico da região, o modo de vida e, sobretudo entender como se deu o que conhecemos hoje.
Transmitir valores históricos fomenta o conhecimento do transmissor e do receptador, além disso, contribui para a perpetuação e o resgate das memórias. Visto que ações que estimulam o conhecimento da trajetória dos nossos antepassados se encontram mais escassas no contexto atual.



REFERÊNCIAS

HISTORIA, Café. Revolução Constitucionalista de 1932, Revolução de 32 ou Guerra Paulista. Disponível em < http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/1980410:BlogPost:1046182> Acesso em: 21 de novembro de 2014.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Invasão Cultural

Imagem Retirada da Internet- Global Culture
A sociedade atual é marcada pelo desenvolvimento tecnológico assimétrico, dado pelas inúmeras invenções e os aprimoramentos do âmbito técnico/cientifico, que por sua vez obriga a população a se adequar aos novos padrões de vida e de conhecimento.
Neste percurso de transformações vividas pela população alguns hábitos são obrigados a se transformar ou simplesmente deixar de existir. Um exemplo desses hábitos, ou melhor, desses costumes e valores que são atingidos, são os traços culturais de um determinado grupo de pessoas.
O desenvolvimento oprime os traços culturais tradicionais com o pretexto de levar o desenvolvimento, reinventar e aperfeiçoar os modos de vida. De certa forma é visível que essa opressão e degradação não são diagnosticadas no primeiro instante, mas ela pode ser aferida ao longo de muitos anos.
O fato é que o progresso gera novas formas de emprego, ditando novos produtos, propõem padrões sociais em todos os âmbitos e, em especial, utiliza os meios de comunicação como forma de vender anseios e formar ideias.
Assim, é neste contexto que se insere o assunto principal, a Degradação Cultural. A cultura, em síntese, é parcialmente pertencente a um determinado grupo, seja uma cidade, um estado ou um país, tal grupo possui os mecanismos para disseminar e transmitir os seus traços culturais para as futuras gerações.
Mas tal síntese só poderia funcionar integralmente se não houvesse um processo de evolução chamado “progresso”. Como mencionado anteriormente, um dos mecanismos que o progresso aprimorou foi a comunicação, e assim ela tem como principal intuito de vender anseios e formar ideias.
Os traços culturais que, posteriormente, encontravam-se consolidados, dado pela baixa interação com os outros povos ou também pela não existência de tantos habitantes no mundo, agora se encontram fragilizados e dependentes de algumas pessoas ou organizações que perpetuem, preservem e transmitam os seus traços culturais.
É claro que qualquer coisa pode ser utilizada para o bem, como pode ser utilizado para o mal. No caso da mídia atrelada ao turismo, ela tem como função divulgar novos lugares, novas culturas, hábitos e modos de vida. Não obstante, ela pode vender e conceituar uma ideia nas cabeças menos instruídas, que o produto ou costume mostrado é o certo ou é o melhor caminho.
Imagem retirada da Internet- Livro A Invasão Cultural
Norte-Americana
Um exemplo clássico desse efeito de culturas em detrimento é o caso da invasão da cultura norte americana no Brasil. A invasão cultural é dada pela forte divulgação midiática, bem como a indústria do cinema e pelo fato da maioria dos produtos serem provenientes da grande potência.
Certamente, torna-se importante ressaltar que essas mesmas pessoas não possuem a base cultural que seus pais ou avós tiveram. A nova geração é a principal vitima da influencia de outras culturas na sua vida, visto a não continuidade do processo de transmissão cultural dos avos aos netos ou dos pais aos filhos.
Sem esse embasamento cultural, as novas gerações encontram-se desnorteadas. Assim, visualizando novas culturas elas acabam criando a sua própria. Dessa forma, cria-se uma sociedade fragilizada, sem identidade cultural e que. Possivelmente. o conhecimento sobre as antigas manifestações culturais serão privilégios de alguns poucos curiosos, pesquisadores ou membros de antigas famílias tradicionais.
É nesse contexto que se insere a importância do turismo planejado. Quando realizado de forma pensada no bem estar da população e do visitante, o turismo pode ser uma vertente de comunicação capaz de transmitir, perpetuar e preservar os traços culturais.
Mas para que isso ocorra é necessária a realização de algo que foi mencionado anteriormente: que o grupo receptor e o grupo visitante tenham em mente as suas raízes, ou seja, a sua essência, o seu modo de viver .
Se ambas as partes tiverem em mente que àquele contato com outra cultura tem como intuito o conhecimento, possivelmente os danos com degradação cultural serão inferiores ou quase inexistentes.
Muitos estudiosos do campo do turismo acreditam que a cultura não se faz, ela se resgata e se preserva. Não existe impor uma manifestação cultural a uma cidade, sendo que não é de origem dela, ou seja, é o simples fato de realizar uma festa ou comemoração das inúmeras revoltas do período regencial em um município que não foi palco das mesmas.
Por conta disso é que a própria população aceita tudo o que é proposto, pois ela não possui o conhecimento da sua verdadeira origem ou, caso possua, não existe a sua manifestação no cotidiano.
Basicamente, ela não sabe de onde veio. Assim, chega-se a uma máxima da história “para entender o presente é necessário compreender o passado para seguir ao futuro”.

GALERIA



MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO DE NOVEMBRO DA REVISTA ELETRONICA BRAGANTINA ON LINE.
 Fonte: http://pt.scribd.com/doc/247147108/Revista-Eletronica-Bragantina-On-Line-Novembro-2014


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

O que fazer depois que acabar a faculdade? Bacharel em Turismo

Imagem Retirada da Internet
Após os três, quatro ou cinco anos de faculdade é natural que muitos ainda se perguntem o que vão fazer depois da faculdade, essa pergunta não é privilégio apenas dos futuros turismólogos, muitos e muitos outros futuros profissionais se fazem o mesmo questionamento.
Mas falando dos futuros turismólogos, ao longo do curso a grade oferece uma serie de conhecimentos multidisciplinares que possuem o intuito de capacitar o profissional para os diversos meios de atuação do turismólogo. Mas a problemática se insere neste contexto.
Algumas profissões como, por exemplo, licenciatura em Matemática, ou você ministra aulas ou vira pesquisador, são apenas duas opções (ou mais), de certa forma fica mais fácil de decidir, assim como biomedicina, ou você trabalha em um laboratório de analises clinicas, ou se torna professor ou se torna pesquisador.
Já no turismo a realidade é inversa, em síntese temos os seguintes campos de atuação, cruzeiros, agencias de viagens, docente, poder publico, eventos, hotelaria, gastronomia, guia de rotas, projetos, pesquisa, preservação, imprensa turística, marketing turístico, recreação e muitos outros campos. Além disso, o turismo possui segmentos, como o turismo de negócios, rural, saber, aventura, natural, ecológico, histórico, pesca, gastronômico, náutico, étnico, religioso e muitos outros mais.
Então se torna um pouco difícil achar a área de atuação, claro que alguns já possuem mais afinidades com algumas áreas e acabam se empenhando nelas. Durante o decorrer do curso é possível diagnosticar as suas afinidades e investir na que mais lhe convém, mas se isso não estiver dando muito certo vamos paras algumas dicas um pouco clichê:
- Faça estágios para aplicar a teoria apendida em sala de aula, assim você poderá contextualizar o aprendizado e verificar se é algo que você goste.
- Participe de feiras e palestras do setor de turismo.
-Converse com profissionais já atuantes na área (pode ser os professores mesmo).
Imagem retirada da Internet
- Se o seu curso tiver, participe da empresa júnior, ela tem o intuito de colocar em prática tudo o que você aprende em aula.
Bom em síntese, prove de tudo um pouco, você só saberá o que vai gostar quando experimentar, não se preocupe em sair da faculdade e já garantir o emprego até o fim da vida, fique despreocupado a vida é feita de tentativas e aprendizado, seja com os erros ou com os acertos.
Portanto, desafia-se procure um emprego no setor e tente absorver tudo o que ele pode te oferecer e, se por acaso esta terminado turismo e ainda acha que não é a sua área, não há problema algum, conhecimento nunca é de mais, faça uma segunda graduação ou prossiga para um mestrado. Como diz uma grande máxima ‘conhecimento é a única coisa que não tiram de você’, então assim que formado você esta um passo a frente de muitas pessoas, e a hora de errar ou acertar é agora.

Boa Sorte!
Assista o Video Blog sobre o tema: