domingo, 31 de maio de 2015

Fases da Vida- Mundo Universitário (Bacharel em Turismo)

Nossa vida é feita de fases e, cada fase possui as suas singularidades, responsabilidades e preocupações. Muitos dizem que a melhor fase da vida é a Universidade, pois se tem a oportunidade de conhecer coisas novas, viver novas experiências, fazer amigos e etc.
Imagem Retirada da Internet (Modificada)
Talvez seja esta a melhor fase. Mas acredito que só sentimos que é ela, quando não estamos nela. Pois ser universitário é uma coisa extremamente intrigante que possuí altos e baixos, alias mais baixos do que altos.
Claro, que o fato de viver coisas novas e o sentimento de liberdade é algo realmente fascinante, mas junto com essas coisas vem mais um monte de responsabilidades, deveres e obrigações.
Como universitário, e acreditando que a maior parte dos universitários, gostariam de ter um fim de semana ou um feriado sem absolutamente nada, relacionado à faculdade, para fazer. Contudo a nossa vida não é bem assim.
Logo na primeira semana de aula os professores já passam fichamentos, mapas conceituais, trabalhos em campo, trabalhos de pesquisa, relatórios, seminários, grupos de discussão e etc, e ainda já fazem o calendário do semestre, mencionando os dias de provas.
Isso quando você só tem a graduação. Mas, se você participa de projetos de extensão ou de uma Empresa Junior, seus afazeres acadêmicos podem ser ainda piores. E claro você como um bom aluno, e sempre pensando no currículo, sempre tem um projeto de Iniciação Cientifica ou um Artigo Científico para escrever.
Tirando essas coisas (graduação, projeto de extensão, empresa júnior, artigo científico e iniciação científica) que provavelmente ocupam 60% do seu tempo, você ainda tem uma coisa chamada vida social (ou talvez tenha), que provavelmente vai ocupar 10% do seu tempo.
Fora isso, nós ainda temos nossas queridas Repúblicas ou Kit Net’s, que temos que arrumar, lavar, passar, cozinhar, fazer compra e organizar (dado que não temos nossos pais por perto). Então só a vida doméstica deve ocupar mais uns 15% do nosso tempo.
Até ai tudo bem, mas ainda faltam 15%, esses estimados 15% são para as suas necessidades humanas, sendo uma delas prioritariamente “Dormir”. Só que esse tempo é muito pouco para uma boa noite de sono, sendo assim, provavelmente ocorrerá três coisas: 1º O estudante retira a sua “Vida Social”; 2º O estudante diminui seus afazeres domésticos; 3º O estudante diminui seu tempo de estudo e aplica-o na sua vida social e nos 15% (isso é o que mais ocorre).
Claro, que o exemplo de tempo que mencionei faz referencia a uma Universidade Publica, ou talvez a uma faculdade que você não precise trabalhar, pois se precisar... Provavelmente você vive 26h no dia.
Outro fato bem interessante, é que algumas profissões ocupam mais tempo dos seus discentes do que outras. Mas, muitos se enganam em achar que o curso de Turismo não nos sufoca. Sim, por incrível que possa parecer nós estudamos, e muito.

Quando vamos fazer uma visita técnica, mal sabem os estudantes de outros cursos, que temos que fazer mais de 15 relatórios relacionados à apenas 5h de visita. Mal sabem também, que temos que ler textos históricos, antropológicos, sociológicos, geológicos e etc, do século XVIII e, o pior, temos que fazer cálculos...

sábado, 30 de maio de 2015

Viajando no Mundo dos Sonhos

Arte: A Pena e o Elefante- Artista Plastico:
Silvio Alvarez
Todos os dias a hora acordamos já idealizamos tudo o que temos que fazer. Pensamos desde simples detalhes, como ligar o carro, pegar a bicicleta, fechar a porta e desligar a luz, mas também pensamos em coisas mais complexas, como por exemplo, fazer o almoço, trabalhar, participar de uma reunião, arrumar a casa e cuidar dos filhos.
Coisas corriqueiras no nosso dia a dia vão tomando nosso tempo, restando apenas alguns poucos minutos para realmente não fazer nada e ter momentos de lazer. Às vezes nem o tempo de sono conseguimos ter corretamente.
O estilo de vida atual nos impede de viver os simples prazeres da vida, seja comer algum doce diferente, conversar com um velho amigo, ler um bom livro, ver filmes e até mesmo o desejo de viajar. Provavelmente o desejo de sair da rotina e conhecer novos lugares, encanta a todos, pois fugir da realidade e viver novas experiências é realmente algo tentador.
Talvez seja por isso que muitas vezes nos pegamos sonhando com coisas um pouco distantes da nossa realidade. Viajamos nos sonhos e idealizamos tudo aquilo que não é possível fazer em um dia comum de trabalho, ou, até mesmo, coisas que por conta do tempo se tornam meros sonhos que acreditamos que sejam inalcançáveis.
Mas, sonhar é o que nos motiva e, sem sombra de duvidas, é o que nos faz acordar todos os dias e acreditar que estamos cada vez mais perto de realizar o que desejamos. Então, talvez seja por essa razão que vivemos viajando no mundo dos sonhos.


Coluna Publicada no Jornal O Registro:



terça-feira, 26 de maio de 2015

Viajar nas lembranças é mágico- Por Mônica Dias

Viajar nas lembranças é mágico Quando resolvi escrever sobre turismo receptivo me vi diante do computador imaginando usuários acessando aquelas fotos lindíssimas de casas branquinhas e mar azul anil da Grécia, vielas estreitas e charmosas com suas janelas coloridas da Itália, bares e cafés nas calçadas cheias de gente bem vestida da França, ruas de paralelepípedos e bondes subindo e descendo em Portugal... 
(...) no mesmo instante arrumaria as malas e partiria ao encontro dessa atmosfera retrô...PARA TUDO! Junto a essas paisagens encontro uma foto, uma casa de bairro, uma cidade pequena, paro para observar os detalhes e a memória me traz cheiro do bolo quentinho, risadas de crianças brincando na calçada, o sol iluminando a praça, a água jorrando do chafariz, pessoas sentadas nos bancos conversando... lembranças... e viajar nelas é mágico, uma força misteriosa, passado e presente, onde nada se repete da mesma forma! São tantas as cidades que ainda guardam essas características, as pessoas contam histórias de vida, heranças da religiosidade, do artesanato, do cotidiano... expressões de um patrimônio imaterial. Dessa forma o turismo difere em sua prática, as razões porque viajamos são extremamente variadas, e devido ao crescente interesse de se compreender a história de lugares diferentes e de experiências humanas passo a partir de hoje a escrever sobre o que nos rodeia, aguardem!

Sobre a Autora

Mônica Dias sempre de malas prontas 
Trabalho na Etec Prof Camargo Aranha
Turismóloga e agente cultural
Especialista em Planejamento, Implementação e Gestão EAD
Formação Pedagogica EJA
Atualizações:   jogos digitais, gestão de multimídias, museologia, sociologia do turismo e bla bla bla 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Aviashow- Sob análise (Aline Vasconcelos)

O Aviashow é uma feira de aviação desportiva realizada no Aeropak José Martins da Silva situado na cidade de Regente Feijó – SP.
O evento reuniu nos dias 15, 16 e 17 de maio, desde os amantes da aviação a pessoas que buscam se entreter no final de semana, no local os visitantes podem contar com expositores de aeronaves, produtos agrícolas, carros antigos, artesanato, suvenirs. Preocupados com as novas tecnologias e a maneira de comunicação instantânea, os organizadores do evento instalaram pontos de WiFi pelo Aeropark. A infraestrutura no local não é uma das melhores, o estacionamento não é tão organizado, não há lugares para sentar somente a área de alimentação e ainda só para quem irá consumir alguma coisa ou se não se importar pode se sentar no gramado.
A programação dos três dias de evento é bem diversificada, esse ano uma parceria com a Fundação Getúlio Vargas- FGV trouxe palestras sobre Engenharia, Gestão de Pessoas, Empreendedorismo e Marketing, estas podiam ser compradas com antecedência no Site da fundação ou na hora, além das palestras havia show de acrobacias aéreas, paraquedismo, demonstrações do Helicóptero Águia da Policia Militar, sorteios de brindes, pista aberta para pouso e decolagens e a noite jantar de massas e vinhos com musica ao vivo.

Apesar da falta de alguns itens básicos como bancos, o lugar é aconchegante e não importa se irá vestido com uma roupa de grife ou chinelos “Havaiana”, você será tratado de mesma maneira com toda atenção e respeito que um ser humano merece. 

Sobre a Autora, Aline Vasconcelos:
Foto: Reprodução Autora
Bacharel em Turismo, tradutora e interprete em LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais), trabalhei como educadora ambiental em uma faculdade no oeste paulista, ministrava palestras sobre a importância da preservação do meio ambiente nas cidades dependentes da bacia hidrográfica do rio Santo Anastácio, apaixonada por Turismo e suas vertentes, atualmente sou autônoma, dou assessoria e consultoria em Turismo, eventualmente escrevo para blogs ligados a área ou não, faço algumas fotos por hobbie e sempre procuro me dedicar ao máximo quando estou envolvida em um projeto. O Turismo é minha vida. 


GALERIA:










segunda-feira, 18 de maio de 2015

A Linguiça Bragantina- Patrimônio Imaterial

 Muitas cidades ganham renome nacional e regional por características gastronômicas, políticas e socioculturais. Como exemplo é possível citar Joanópolis/SP, que é conhecida como a Terra do Lobisomem, ou Botucatu/SP, que é conhecida como a Terra da Aventura.
Arte Silvio Alvarez
Algumas cidades conseguem ter uma marca mais consolidada a partir da sua culinária. Torna-se quase impossível encontrar um cidadão que não faz referência de Minas Gerais ao Pão de Queijo, ou o Pequi de Goiás e, até mesmo, o sanduíche de mortadela do Mercado Municipal de São Paulo.
Essas marcas atribuem identidade ao destino, diferenciando-o de outras localidades e atribuindo certo destaque. Um exemplo bem claro desse diferencial do destino é o município de Bragança Paulista/SP, que é conhecida nacionalmente como a "Terra da Linguiça".
Reza a história que uma italiana chamada Palmira Boldrini, em meados e 1911, iniciou o comercio de uma linguiça caseira feita de pernil de porco, que ficou conhecida como a linguiça da dona Palmira de Bragança (VASCONCELOS, 2014).
Outra história sobre essa iguaria faz menção ao soldado bragantino Octavio Pedrosa Lente, da Força Expedicionária Brasileira (FBO). Segundo a história, o soldado em sua estada na Itália, saboreou uma típica linguiça calabresa e, de volta ao país, Octavio descobriu a receita com um casal de italianos e decidiu produzir a linguiça em um bar que herdou dos pais em meados de 1948, conhecido como Bar do Rosário (ROSÁRIO, 2014).
Mesmo tendo duas versões, o interessante é que a fama da linguiça de Bragança cresceu com os visitantes que passavam pela cidade e não podiam deixar de levar esse insumo para suas cidades. A famosa divulgação “boca a boca” fez a linguiça bragantina ganhar novos olhares e assim novos públicos.
Hoje, com a divulgação midiática e o marketing, a fama cresceu e viajantes do estado inteiro vão a Bragança Paulista para conhecer as suas belezas naturais e artificiais e, como consequência, não podem ir embora sem antes provar da genuína linguiça bragantina.
O que ocorre em Bragança Paulista é um fato que muitos destinos possuem, é como ir a Itália e não comer massa, ou ir ao Sul do Brasil e não comer churrasco, ou até mesmo ir ao Pará e não comer castanha.
E é isso que move o turismo, a curiosidade, o prazer de desfrutar algo autentico daquela cidade ou região, é simplesmente conhecer e poder levar para casa um pedacinho das suas experiências.

Referências:

VASCONCELOS, J.R. (2014)  Bragança Paulista, a terra da linguiça. Linguiçaria Bragança. Disponível em: http://www.linguicadebraganca.com.br/index.htm. Acesso em: 04 Maio 2015.


ROSÁRIO, L. (2014)  História da linguiça de Bragança. Rosário Linguiçaria. Disponível em: http://www.linguicadorosario.com.br/historia.asp. Acesso em: 04 Maio 2015.

MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA BRAGANTINA ONLINE.
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