terça-feira, 30 de junho de 2015

Turistas de Junho


O mês de junho sempre foi reconhecido como o mês dos santos festeiros, seja por Santo Antônio, São João Batista, São Pedro e outros saudosos santos. Tendo como padroeiro estes anfitriões, muitas cidadezinhas e paróquias se enchem de cor, som e sabor neste mês.
Algumas destas comemorações são bem arraigadas aos traços culturais, já outras se perdem no meio de tantas barracas, shows e turistas. Um exemplo claro destas comemorações é a Festa do Aniversário de Joanópolis, que mesmo não levando o nome, tem sua origem na Festa em Louvor a São João Batista.
A festa já é considerada a maior festa da região, movimenta milhares de turistas e munícipes todos os anos, que são contemplados com inúmeras apresentações musicais, danças, teatros, encenações e outras manifestações.
Contudo, sem entrar no mérito dos traços culturais, nesta época é expressiva a movimentação de turistas e excursionistas na cidade. A pacata cidadezinha de pouco mais de 12 mil habitantes, transforma-se em uma cidade de porte médio com cerca de 30 mil visitantes.
E é claro que toda infraestrutura urbana, que comporta os 12 mil habitantes, fica sobrecarregada, desde o aumento de consumo de agua e energia à produção de resíduos sólidos. Então essa dinâmica de inchaço da cidade é realmente interessante, que por mais que faça girar a economia municipal, também sobrecarrega as estruturas urbanísticas.

Coluna Publicada Em:


Jornal O Registro, Edição de Junho, 322.

domingo, 28 de junho de 2015

2 Anos- A Arte do Turismo e da Hotelaria

O Blog A Arte do Turismo e da Hotelaria comemora hoje (28/06) os seus dois (2) aninhos de vida. Ao longo destes anos muita coisa foi abordada por aqui, muitas entrevistas, visitas, informações, relatos, discussões e outros.
O que começou inicialmente como uma ideia de diário de curso de Hospedagem, hoje vem se tornando um referencial para estudantes, simpatizantes e formados em turismo do Brasil e espalhados pelo mundo.
Atualmente o blog já migrou para as redes sociais, bem como o Facebook e, recentemente inauguramos nosso canal no YouTube. Além disso, o blog já ganhou espaço em outros meios de divulgação, como por exemplo, uma coluna na Revista Bragantina On Line, Jornal O Registro e recentemente na Tv Joanópolis e Rádio Serrana.
Quando comparamos os resultados de um ano atrás vemos que o nome A Arte do Turismo e da Hotelaria cresceu muito. Em 2014 tínhamos 66 postagens e mais de 4.000 visualizações no Blog, já a página do facebook possuía cerca de 200 curtir e por semana a suas publicações eram visualizadas por cerca de 1100 pessoas.
Contudo, atualmente a realidade é completamente diferente, temos cerca de 118 publicações e mais de 23.500 visualizações no Blog, já a página do facebook possui pouco mais de 6.000 curtir e as publicações alcançam em média cerca de 30 mil pessoas semanalmente. Além disso, o nosso Canal do YouTube já possui mais de 130 inscritos e mais de 4.000 visualizações.
Desta forma, gostaríamos de agradecer a todos que estão acompanhando a página diariamente, seja curtindo, compartilhando, comentando e lendo nossos posts. Gostaríamos que vocês soubessem que tudo o que fazemos é por vocês e o nosso maior orgulho é ver vocês abraçando nossas ideias.

E que venha muitos outros anos!!!!!

Acompanhe a história do Blog: http://aartedoturismo.blogspot.com.br/2015/04/o-primeiro-ano-na-faculdade-de-turismo.html

terça-feira, 23 de junho de 2015

Minha Primeira Apresentação de Trabalho- Fórum Internacional de Turismo do Iguassu

Quando entrei na faculdade tomei conhecimento da oportunidade de apresentar trabalhos em eventos, sempre fiquei encantado e motivado pela oportunidade. Mas, quando realmente tive a noticia que teria que apresentar, a história foi outra.
Logo de inicio fiquei com medo e ao mesmo tempo ansioso, pois tinha medo de dar errado e estava ansioso para viver este momento.
Assim que soube que meu artigo científico “Rota e Roteiros: Desafios para uma nova conceituação” tinha sido aprovado no IX Festival Internacional de Turismo do Iguassu quase “enfartei”. Fiquei totalmente surpreso, pois era o meu primeiro artigo que redigi e que havia sido aprovado.
A primeira coisa que eu fiz foi contar para meus pais e a segunda foi o correr falar com a minha orientadora. Como não tinha experiência alguma com apresentação ela foi essencial, me deu o que a apresentação deveria conter e etc.
Após isso fiquei treinando incessantes vezes, se foram 20 foi pouco, tentando controlar meu tempo, a velocidade da minha voz e, sobretudo o nervosismo. Treinei tantas vezes que na primeira vez apresentei em 15 min e em outra vez apresentei meu artigo em 8 min, sendo que o máximo era 10 min.
Bom, depois de muito treino e de assistir milhões de apresentações na internet, chegou o dia de ir para Foz do Iguaçu. No caminho tentei espairecer a mente pensar em outras coisas e aproveitar a viagem, uma vez que era a primeira vez que viajava ao destino.
Chegando a Foz do Iguaçu, eu e os outros discentes e docentes da UNESP, fomos retirar a credencial no X Festival de Turismo das Cataratas. Logo na entrada, quando vi o traje das pessoas, assumo que fiquei ainda mais nervoso, pois elas estavam bem vestidas e passavam um ar de seriedade. Após o credenciamento nos dirigimos ao Hostel e eu particularmente tentei mais uma vez relaxar.
A alegria de ver seu nome no banner #sempreço
Por fim o grande dia chegou. Logo pela manha eu seria o 2º a apresentar meu trabalho, a ansiedade tomava conta, a hora era aquela, não dava para esperar.
Eu assisti a primeira apresentação e enquanto isso já estava pensando na minha. Como esperado minha hora chegou, comecei a falar sobre o meu tema, decidi falar bem pausadamente abordando todos os aspectos e olhando para prateia e também para a avaliadora do GD (Grupo de Discussão).
No momento que restava 2 minutos para acabar meu tempo a avaliadora me acenou informando sobre o tempo, mas eu já estava acabando. Acabei por volta dos 9 min e 38 sec., praticamente em cima do tempo.
Quando acebei pude observar que a pior parte estava para começar, as perguntas. Mas para minha surpresa a avaliadora me elogiou, disse que para um estudo conceitual eu apresentei e explanei com clareza o assunto. Quando ela disse isso senti um alivio, um peso saiu das minhas costas.
Eu e a Avaliadora do meu GD
Ela me deu algumas dicas e em menos de 5 minutos toda a minha participação estava encerrada. Fiquei então ate o final do GD, de certo modo adorei os outros trabalhos apresentados.
Após o termino do meu GD peguei meu certificado e fiquei perambulando pelos outros GDs. Era possível ver o nervosismo e a ansiedade das pessoas, claro que eu também fiquei daquela forma, mas aprendi que por mais que a situação nos deixe em estado de observação, nós temos que nos centrar, treinar e nos dias que antecedem o evento, devemos espairecer, pensar em outras coisas, que com certeza na hora da apresentação colheremos bons frutos.

Deixo uma mensagem a todos, procurem sempre desafiar-se, nunca se acomode, sempre busque novos horizontes, novas metas e novos rumos, pois garanto que você vai olhar para trás e ver que tudo foi muito bom e, se foi ruim, pelo menos valeu de aprendizado...

Devaneios no Campo - 2º Caminhada na Natureza em Marialva

Em um belo domingo, dia 14 de junho, eu a minha professora, o filho dela e mais um discente do campus, decidimos realizar uma caminhada na natureza, basicamente queríamos saber como se estruturava essas caminhadas. Assim, o destino escolhido foi à cidade de Marialva/PR.
Saímos bem cedinho do Distrito de Primavera/Rosana-SP, por volta das 5h da manhã. Pegamos a estrada e, ao longo do percurso já podíamos ver que a paisagem ia alterando, se enchendo de cor. Passamos por diversas cidadezinhas do Paraná, cada uma com seu charme e suas particularidades, mas o que embelezou nossa ida foi o nascer do sol na estrada.
Chegando a Marialva, nos dirigimos para o meio rural e já pudemos ter uma amostra do que estava por vir. As estreitas estradas de pedras, contornadas por inúmeras plantações de sorgo, milho e cana-de-açúcar nos conduziam para a nossa primeira parada.
A primeira parada nos guardava o aconchegante café da manhã. Na realidade a primeira parada era o primeiro ponto de apoio, sendo que a caminhada começava e terminava naquele local.
Depois que tomamos nosso café, ficamos admirados com as centenas de pessoas que estava do lado de fora. Claro, esperávamos um bom público, mas não tanto.
Logo, a organização do evento puxou um belo alongamento seguido por um aquecimento por meio de música e, posteriormente foi dada a largada.
Sem correria, sem querer passar na frente de ninguém, o objetivo da 2º Caminhada na Natureza em Marialva tinha como maior objetivo a contemplação da natureza. Ao longo dos poucos mais de 8 km passamos por diversas paisagens, desde a caminhada em asfalto a trilhas, também contemplamos plantações de uvas, canas-de-açúcar, milho e rosas.
Passamos dentro das plantações, a simetria era algo inquietante, nos adentrávamos em matas que nos recebiam com um lindo riacho, tivemos a oportunidade de ver animais do meio rural e, além disso, contemplar a pureza, simplicidade e o bem viver do campo.


Muito bem estruturada a caminhada durou pouco menos de 2h e 45min, com pontos de apoio a cada 2,5 km, mas foi o suficiente para ter uma amostra dos encantamentos do meio rural de Marialva.
Chegando ao ponto inicial, varias barraquinhas dos produtores da cidade nos recepcionavam com diversos produtos, bem como flores, uvas, artesanato, doces, pães, vinhos e outros insumos. Claro, que nós fizemos uma comprinha para ajudar a comunidade local, além da tentativa de levar para casa um pouco do que vimos.
Logo após fomos almoçar, para nossa surpresa a comida fechou com chave de ouro aquele passeio. A peculiar culinária paranaense com seus temperos arraigados aos traços culturais nos deu uma explosão de sabores.

Após o almoço o que nos restava era voltar para nossa terra e levar em nossa mala todas as experiências, sensações e devaneios que tivemos nesta caminhada...


GALERIA











 



segunda-feira, 22 de junho de 2015

O Mês dos Festejos- Junho


No mês de junho, as ruas da pacata Joanópolis (SP) se enchem de cor, cheiros, sabores, diversão e religiosidade. Os moradores desta cidade contam os dias para os tão esperados festejos do mês.
A ansiedade toma conta de crianças, jovens, adultos e idosos dali e de municípios vizinhos, pois é a maior festa junina da região. Centenas de turistas visitam a cidadezinha nesta época em busca de novos sentimentos e experiências, quando se avista do alto o mar de gente, faz acreditar que estamos até numa cidade grande.
Talvez, a vinda desses turistas se dê por conta das ruas temáticas, que oferecem quitutes, bebidas e outros insumos típicos da mesa caipira, ou talvez pelas apresentações musicas, que por sua vez se manifestam em diversos ritmos e símbolos, ou apenas pelo simples fato de conhecer um lugar novo e explorar tudo o que ele tem para oferecer.
Saber exatamente o real motivo que traz tantas pessoas é um pouco difícil, dado que são tantos os motivos que encantam munícipes e turistas nesta época.
O que se sabe é que todos se divertem, comem, bebem, dançam e curtem os mais de quadro dias de festejos. A Festa de São João Batista já virou “figurinha carimbada” de Joanópolis, todos a conhecem e não perdem um ano sequer.
Contudo, assim como o público que visita a cidade, a festa também sofreu modificações. Há 136 anos, provavelmente, ela não era do jeito que é hoje. Atualmente, ela cresceu, possui mais atrações, barracas, palcos, danças e etc.
Tornou-se uma oportunidade de “lucrar” para muitos comerciantes locais e estrangeiros. O que em sua essência possuía um caráter religioso, hoje adotado pelo poder público se tornou mais um atrativo, um mero festejo, no qual não se sabe nem ao certo a sua origem e razão.

Os festejos que em outrora traziam o nome de “Festa de São João Batista”, hoje reflete a sua configuração mercadológica, que lhe dá o nome de “Festa do Aniversário da Cidade”. Afinal, em um contexto social em que não se arraiga traços culturais, a mudança de nome, costumes e hábitos se torna apenas mais um elemento da cultura globalizada.

Reminiscências: As tão sonhadas férias de julho- Por: Monica Dias

O burburinho dentro de casa já acontecia, pais, tios e avós reunidos no almoço discutiam o destino das férias alegremente. E a criançada reunida na vila, conversava sobre o mesmo assunto.
- Júlio, seus pais já resolveram aonde vão te levar?
- Acredito que vamos para praia visitar meus avós... mas eu queria mesmo era ir com você! Suspiro e digo comigo mesma – também queria levar todos vocês!
 - Desta vez papai e mamãe resolveram visitar uns tios em Guaratinguetá, como disse a vocês ontem, a viagem será em família, meus primos irão também.

 Na reunião do almoço me senti constrangida porque não sabia nada do lugar, mas eles disseram que fica no Vale do Paraíba, aqui em São Paulo mesmo, a 176 km da capital, tive vontade de perguntar muita coisa, mas temi o olhar dos adultos, assim corri para o quarto e debaixo da cama, numa caixa muito bem organizada, peguei meu mapa do estado de São Paulo, que ganhei do meu avô, e iniciei uma pesquisa. Quando as primeiras palavras surgiram uau! Um lugar chamado Gomeral, já imaginei a turma toda pulando e nadando por ali. Li que está localizada na beira da estrada do Parque José Jorge Boueri, a 36 km do centro de “Guara” - ouvi meus pais chamarem o lugar assim – marquei no mapa.
A foto ao lado era de um Balneário (nem sabia muito bem o que era) chamado Águas da Mantiqueira, uma fonte hidromineral na Estrada do Taquaral...tchibum - mais uma marquinha no mapa.
 De súbito, peguei no telefone e liguei para o vovô. – Alô vovô? Você pode me contar de quando esteve em “Guara”?
 - Mas...minha neta?! Assim, pelo telefone?! Bem, vou começar(risadas)...Você já ouviu falar do Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro?!
O próprio Papa Bento XVI esteve aqui para a canonização!
 - Canoni...o que significa?
- Minha neta, um ritual solene de entrega de um título, o de “santo” pela igreja católica, você precisa ler mais.
- Antônio Galvão de França já manifestava sua vocação desde pequeno, assim foi enviado para um seminário na Bahia. Mais tarde em São Paulo, se destacou como orador participando da primeira Academia de Letras e como arquiteto na construção do Mosteiro Nossa Senhora da Conceição da Luz em 1774. Ainda em vida muitos milagres são atribuídos a ele, mas chega de falação você precisa visitar o lugar e ouvir das pessoas suas histórias.

- Obrigado vovô, você tem razão, vou arrumar as malas!

Sobre a Autora

Mônica Dias sempre de malas prontas 
Trabalho na Etec Prof Camargo Aranha
Turismóloga e agente cultural
Especialista em Planejamento, Implementação e Gestão EAD
Formação Pedagogica EJA
Atualizações:   jogos digitais, gestão de multimídias, museologia, sociologia do turismo e bla bla bla 

domingo, 21 de junho de 2015

O que aprendi em um hostel...

Primeiramente vale falar que eu nunca havia ido a um hostel, só havia me hospedado em hotéis e resorts. Logo, eu, acreditava que o sistema de um hostel era basicamente o que eu sabia sobre hotéis.
Mas, não é bem assim. O hostel que eu fiquei possui algumas características, que não sei se é igual a todos, basicamente eu fiquei surpreendido em saber que você precisa levar alguns itens básicos, bem como pasta de dente, toalha, shampoo, condicionar, sabonete e outras “cositas mas”...
Outra coisa que fiquei surpreso é que a roupa de cama fica na recepção e cabe a você fazer a sua cama. Uma coisa que achei bastante singular é que a cozinha é conjunta, e detalhe, na dispensa só tem lámen e comidas instantâneas. Rsrs
Como fiquei em um quarto misto, e tinha alguns gringos, cheguei à conclusão que eles não dormem, pois eu vi a porta do quarto abrindo inúmeras vezes durante a madrugada ...
Sem esquecer é claro, da hora do banho, no meu caso foi bem tranquilo, pois não tinha muita gente no quarto, contudo fico imaginando a fila para ir tomar banho.
Mas de certa forma é uma experiência muito boa, conhecer novas pessoas de diversos lugares, mergulhar em novas culturas e, sobretudo, conhecer uma nova estrutura de hospedagem. É algo realmente interessante.
Bom, o hostel que fiquei é excelente, ótima infraestrutura e principalmente boa hospitalidade. Para indicação, fiquei no Hostel Poesia em Foz do Iguaçu/PR e super indico o meio de hospedagem, a detalhe, é super em conta.