terça-feira, 25 de agosto de 2015

Confissões: Turismólogo Homossexual?

O fato de alguns dos estudantes de turismo do sexo masculino serem homossexuais não é novidade para muita gente. Mas, pouco tenho lido sobre o que realmente se passa na cabeça desses estudantes, bem como suas ambições, frustrações e confissões.
Como nunca li nada deles, decidi aqui, explanar um pouco mais sobre a minha realidade, em especial sobre o campo de atuação.
Ser turismólogo no Brasil não é uma tarefa fácil, pois temos que travar uma luta todos os dias para conquistar nossos espaços nos mercados consolidados e que mal pagam e desprezam a maioria dos profissionais, quem dirá um profissional não regulamentado. Mas, ser turismólogo e gay, será que é uma jornada árdua?
Sempre me questiono isso, pois sempre escuto profissionais formados questionando dos seus cargos, salários e condições, contudo, em contraponto, vejo inúmeros profissionais homossexuais que também reclamam da aceitação do mercado.
Ora, o que ocorreria então se juntássemos dois nichos sociais em um só individuo? Um turismólogo gay?
Bom, de certa forma acredito que na conjuntura atual isso não seria um problema, dado a evolução e a desmitificação do “ser homossexual” em relação a sua função na sociedade, dado que em muitos cargos os homossexuais possuem preferencia, pois sabem lidar com o público e possuem uma maior desenvoltura.
Talvez, se estivéssemos em outros tempos as dificuldades fossem mais expressivas e conflitantes ao individuo e ao grupo no qual ele se insere.
Portanto, as centenas de turismólogos e futuros turismólogos digo uma única coisa: Ser gay não é fácil, ser turismólogo não é fácil, mas acho que essa combinação pode dar certo, afinal já nascemos com o gene da determinação e, matar um leão por dia se torna fácil quando se pisa em ovos.
Acredito, também, que não devemos mostrar nossa força nas paradas gays (isso porque muitas vezes o tiro sai pela culatra), mas que devemos mostrar nossa força como sendo os melhores profissionais de cada profissão, pois só assim seremos reconhecidos como seres capazes, não inferiores ou superiores a ninguém, mas sim capazes.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Diário de Viagem - Encantamentos das Cataratas do Iguaçu


 Há alguns meses atrás fui apresentar um trabalho em Foz do Iguaçu e tive o privilégio de conhecer alguns atrativos da cidade, bem como o maior e o mais visado de todos, as Cataratas do Iguaçu.
Antes de conhecer o lugar sempre ficava me perguntando como seria e se é tudo aquilo que as propagandas e os turistas dizem. Bem, ela é tudo o que eu ouvia e muito mais.
Quando fui, foi em um sábado de manha, chegamos antes das bilheterias abrirem, que abrem às 9h. Mas, logo de manha já estava uma fila considerável e tivemos que esperar um pouco.
Assim como o ingresso (mesmo pagando meia entrada), tudo no Parque Nacional do Iguaçu é muito caro, mas claro que pra mim tudo fica caro, sendo que sou estudante. Mas, desde o café ao souvenir tudo tem um preço pra turista.
Contudo, logo de inicio eu, e meus amigos, nos encantamos com a infraestrutura do parque e a prestação de serviço dos colaboradores, que sanavam todas as duvidas e conduziam os turistas aos ônibus que levavam ao roteiro turístico.
O Roteiro Turístico é aquele que leva ate as cataratas e vai passando por algumas trilhas (que são a parte, ou seja, devem ser contratadas em uma empresa), passa também pelo Hotel Recanto das Cataratas e chega as quedas d’agua, tudo isso feito nos deslumbrantes ônibus panorâmicos.
Nós optamos por ir direto às cataratas, dado que nosso tempo era reduzido. Assim, descemos do ônibus um pouco antes do fim do roteiro e caminhamos por uma trilha (gratuita) que nos levava a ver varias quedas d’agua e por fim o ápice do passeio, a maior de todas as quedas.
Quando visualizei la de cima as quedas da garganta do diabo fiquei encantado, pois era muita beleza expressa na natureza. Meus olhos não eram capazes de assimilar tanta diversidade de cores em uma paisagem de cinema.
Fiquei uns bons minutos desfrutando da paisagem que congregava o canto dos pássaros, respingos de agua e uma leve brisa batendo em nosso rosto.
O interessante desta primeira parada é que tinha uma estrangeira no momento e ela nos pediu para tirar uma foto dela e, logo após, ela tirou uma foto nossa. Foi interessante, pois pude perceber a interação que um monumento natural proporcionou aos visitantes.
Depois deste ponto seguimos a trilha e chegamos à passarela que atravessa as cataratas. Bom, foi à hora que mais me molhei, mas, também, foi a hora que mais me senti parte daquele meio.
Após o banho na passarela, subimos para a praça de alimentação e ao elevador panorâmico, que foi construído bem ao lado de uma das quedas e permite ao visitante tirar lindas fotos e usufruir do ambiente.
Posteriormente, fomos à praça de alimentação escolher nosso almoço. Sentamos em alguns bancos que são de frente ao rio e, parecia que estávamos no meio da mata, pois o barulho da agua, o clima úmido e os inúmeros quatis nos remetiam tal devaneio.
O almoço simbolizava nossa despedida do Parque Nacional do Iguaçu, pois logo após pegamos o ônibus panorâmico e nos dirigimos a portaria.
Apesar da grande beleza cênica das Cataratas do Iguaçu, se faz necessário uma reflexão, dado que o ambiente é um parque ecológico e é notado a grande comercialização que se tem e, sobretudo, a grandiosa estrutura edificada nesta área.
Claro que o parque atrai milhares de turistas por dia, mas no ponto de vista mercadológico enquanto usufruto brasileiro é possível visualizar preços que exploram a maioria das condições salariais deste país.





segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Amigos Viajantes

Na correria do dia a dia estamos nos locomovendo de um lado para o outro e quase sempre não paramos para reparar na paisagem e, muito menos, nas pessoas que nos rodeiam.
Quando viajamos sozinhos ou acompanhados sempre vivenciamos algumas experiências que não possuem uma explicação ou uma razão lógica para que o fato ocorra.
Um destes fatos é o relacionamento com estranhos. Sempre encontramos desconhecidos no trem, no avião, no ônibus ou em qualquer lugar que vamos visitar e, o contato com eles pode nos trazer bons amigos de curto período, que também podem evoluir para amizade de anos.
De certa forma, temos receio, ou talvez, medo de nos comunicarmos com quem não conhecemos. Mas, como experiência, quando falamos com um desconhecido estamos abrindo um canal muito interessante de troca de culturas, informações e curiosidades.
Com certeza alguém já viajou de ônibus e um estranho sentou ao seu lado e, ao longo do percurso vocês conversaram de certa forma que parecia que se conheciam há anos. Isso realmente é corriqueiro para quem pega viaja todos os dias, principalmente quando as distâncias são longas.
Conversar com estranhos nos faz ver que por mais que nossa jornada é longa, existem outras maiores, mas, além disso, é ter a oportunidade de ouvir e ser ouvido por pessoas que não te conhecem e estão dispostas a fazer daquele momento uma experiência diferenciada, na qual você é parte dela.
Contudo, temos que saber os nossos limites e os limites do outro, pois muitas vezes as pessoas também não querem se relacionar, talvez estejam tímidas, estressadas, cansadas ou simplesmente não possuem o habito de se comunicar com frequência e principalmente com desconhecidos.

Apesar desta situação, fazer amigos enquanto viaja é trazer para casa muito mais do que simples lembranças, fotos ou peças artesanais, é sem sombra de duvidas, vivenciar o seu momento e compartilhar com o outro a experiência mutua.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Entrevista Wilson Vilela -Executivo de Contas da Rede Tulip Inn

O Excecutivo de Contas da Rede Tulip Inn Paulista Convention de Hotéis, Wilson Vilela, participou de uma entrevista do Blog. Acompanhe as suas experiencias e seus pensamentos:

1-      Quando o Sr. Começou a trabalhar na Hotelaria?
Comecei na Hotelaria no dia 08.12.2003
2-      Wilson, atualmente qual é o seu cargo?
Executivo de Contas
3-      Por que razão escolheu a hotelaria?
Não escolhi, apareceu como oportunidade me identifiquei muito com área, fiquei fascinado.
4-      Possui formação na área do turismo ou possui outra formação?
Sou Relações Publicas, ano passado ingressei no curso de Hotelaria na Universidade Anhembi Morumbi.
5-      Durante sua carreira, quais dificuldades foram mais marcantes?
A falta de profissionais aptos para trabalharem neste segmento, não há muito comprometimento e as pessoas ainda não sabem receber, atender com cordialidade, trabalhar com pessoas precisa mesmo gostar.
6-      O que mais lhe encanta no seu ramo?
Os clientes.
7-      Qual a carência do mercado hoteleiro atual?
Profissionais que sejam melhor remunerados e pessoas mais qualificadas e apaixonadas em hospitalidade/servir.
8-      Por fim, se fosse tentar convencer um estudante de turismo ou hotelaria para trabalhar na hotelaria, quais seriam os seus argumentos?

Não entre na Hotelaria achando que seja somente pela estrutura que muitos hotéis oferecem, trabalhe na hotelaria se for um profissional que ame ser hospitaleiro, que respeite e entenda as necessidades, seja visionário, se antecipe nos detalhes para que o cliente sinta-se em “casa”. Seja observador, sem ser inconveniente e muito comprometido com servir 

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Ambições de um estudante de turismo

Collage em CD's
Monaostenta/Leonardo G. M. Gonçalves/ 2014
Enquanto graduação, sempre soube que não posso esperar muito após sair da faculdade. Digo, esperar, no quesito emprego, salário, casa, família e etc.
Estou no segundo ano da faculdade, e de certa forma, acreditando que falo por mim e por uma boa quantidade de pessoas, o quanto se torna frustrante pensar que nossas ambições estão tão distantes de nossos braços.
É certo que ninguém entra na faculdade com o único intuito de obter conhecimento. Acredito que todos querem ganhar dinheiro e ter as condições mínimas de sobrevivência após esta fase. Entretanto, essas ambições esvaziam diante de nossos olhos.
Ao longo do percurso, começamos a ver que o mercado de trabalho está estreito e requer de nós muito mais do que apenas uma graduação. Ser graduado nos dias atuais é algo essencial, mas não que signifique que você vai ser contratado por ser graduado, mas sim que a graduação é algo mínimo para seu ingresso.
É notório que a cada dia o mercado requer de profissionais qualificados e com uma ampla rede de contatos, porém para quem está começando tudo parece tão dificultoso e inacessível.
Em alguns momentos sinto que os passos que damos são curtos de mais para alcançar nossos objetivos e a ideia dos estágios durante a graduação, enfatizam ainda mais, o distanciamento que temos da graduação ao mercado de trabalho.
Sempre tento acreditar que é no momento de crises que as melhores ideias e soluções renascem. Contudo, no mercado engessado do turismo, que depende do nível de renda dos turistas, este meu devaneio parece custar a ocorrer.

Talvez estejamos vivendo tempos de testes, que tem como intuito fortalecer e trazer a luz os melhores profissionais do ramo. Nossas ambições, sonhos e desejos, acredito, que elas não devem ser soterradas pelas condições atuais, mas que devam ser colocadas a provas e que  façam de nós profissionais melhores e capacitados, ou, simplesmente, nos deixe.
Por fim, peço a vós, meu caro leitor, que não se deixe levar pelos fatos do cotidiano, continue sonhando com sua profissão. Contudo, lembre-se, o mercado de trabalho não quer mais um turismólogo, engenheiro, medico e etc, ele quer simplesmente "the best" turismólogo, engenheiro, medico e etc.

sábado, 1 de agosto de 2015

A Bipolaridade dos Professores de Turismo

Ao longo da faculdade nos deparamos com inúmeras situações inusitadas, algumas nos deixam com muita raiva e outras nos fazem rir absurdamente. O fato de existir professores com bipolaridade é algo, que com certeza, nos deixa louco.
A bipolaridade dos professores de turismo se manifesta de diversas formas, em alguns ela é mais acentuada e em outros é uma bipolaridade camuflada, mas que com certeza você irá perceber. Existem alguns tipos mais comuns:
Professor eu não disse: este professor é aquele que entra na sala em um dia, diz tudo o que devemos fazer e, na outra semana chega e diz o contrario de tudo. Estes professores costumam orientar alunos, pois na primeira orientação esta tudo certo e, na outra ele pede ate para mudar o titulo que ele não concorda.
Professor metodologia: este professor é aquele que no inicio do semestre explica como será as avaliações e no decorrer troca todos os métodos e acaba te passando mais atividades que o planejado.
Professor esquecido: este é aquele que explica todo o trabalho e, depois vem falando que não explicou e altera o modo de realização.
Professora incógnita: este é o professor bipolar mais difícil de lidar, pois esse irá corrigir seu trabalho de acordo com seu humor, então nunca saberemos o que ele quer naquele dia.
Esses são só alguns dos perfils de professores que a faculdade de turismo tem, existem vários e com níveis de bipolaridade diferentes. Devemos saber que pela bipolaridade dos professores quem quase sempre sai prejudicado é o discente, pois nunca sabemos o que eles querem e muito menos para que eles querem, mas temos que fazer.
Ressalta-se que a bipolaridade destes profissionais se manifesta com maior intensidade quando o semestre está acabando, pois os discentes estão atribulados de provas, projetos, trabalhos e etc e, este é o melhor horário para eles atacarem...