terça-feira, 22 de setembro de 2015

Inovação e Tendências em Hotelaria 2015/2016- Por: Roberta Gomes



Palestra regida por Heber Garrido, diretor Comercial e Marketing da rede Transamérica Hotels. Abordou o tema inovação e tecnologia em hotelaria para o ano de 2016, o debate ocorreu durante a última edição da Equipotel 2015.
Heber destaca que a geração y é o novo público-alvo para os empreendedores, tanto das grandes redes hoteleiras como empresários independentes. Esta geração milênio é o novo hóspede do mercado e merece toda a atenção dos empresários. È um público jovem que busca experiência, tecnologia e quebra de padrões, o que segundo ele é um grande desafio para as redes hoteleiras.
Esta geração busca por tecnologia, principalmente pelas facilidades que estes aplicativos oferecem. Segundo Heber Garrido, aplicativos como Airbnd e o Uber são ferramentas que surgiram para atender as necessidades dessa geração, que não gosta de esperar em grandes filas para fazer o check-in, por exemplo. Em uma pesquisa feita pela rede Transamérica Hotels, os clientes pediram mais tomadas nos quartos, Heber salienta que não é preciso uma tecnologia elaborada, apenas algo eficaz.
Além da tecnologia os investidores devem estar atentos a experiência que estes jovens irão encontrar. Para ele, a experiência é fundamental e a geração y busca encontrar experiências locais, e um dos meios para que isto ocorra, é através da ambientação do espaço. Mas, é preciso ficar atento, pois esta experiência deve fazer sentido para o hóspede.
Outra forma de alcançar esta geração é o uso de materiais sustentáveis com tecnologia e mobilidade. A diferença está nos detalhes, como o fim dos espaços de trabalhos para mesas móveis que podem ser utilizadas enquanto o hóspede está na cama. Ou quem sabe ainda,  o fim dos aparelhos de tv´s nas paredes dos quartos, já que está geração se está conectada através de tabltes,smartphones e computadores.
Wellness e fitness também são características desta nova geração, em que as redes hoteleiras devem estarem atentas. Este cliente busca qualidade de vida, alimentação saudável, exercícios, sem necessariamente ficarem "presos" em uma sala de hotel correndo na esteira.
Para fechar, Heber Garrido menciona que "o grande desafio dos investidores é mudar seus padrões para atender esta nova demanda, é um grande desafio, mas é necessário se as redes hoteleiras quiserem se manter competitivas no mercado, inclusive em épocas de crise. É preciso preparo constante para atender este novo consumidor com serviços de qualidade".

Fonte: Palestra assistida durante Equipotel 2015 no dia 16 de setembro de 2015 ás 14:30 ás 15:15
Empresa: Transamérica Hotels
Palestrante: Heber Garrido - Diretos comercial e marketing
Tema: Inovação e Tendências em Hotelaria


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Resistências: O Passado versus O Presente

 Certo dia de sábado decidi sair logo pela manha, lá pelas 9h, e dar uma andada pelo centro de Joanópolis. Senti-me encantado ao ver os turistas chegando com um olhar de deslumbre, apontado para Igreja Matriz de São João Batista e depois tirando a tão desejada fotografia que provavelmente irá servir de recordação daquela experiência.
Acho interessante a percepção de alguns turistas, pois eles conseguem ver beleza naquilo que consideramos cotidiano e obsoleto. Os turistas conseguem dar vida nova a alguns lugares, ou, podem simplesmente faze-lo regredir.
Continuei minha caminhada e desci até o Coreto da Praça, ao olhar ao redor pude vivenciar o cotidiano das manhãs de sábado em Joanópolis: os idosos a conversar, crianças correndo de um lado para outro da praça, pessoas lendo jornais, moradores passeando, barraquinhas singelas de artesanato, movimento nas ruas e padarias e os turistas desfrutando do ambiente.
Tudo tão natural para uma manhã de sábado em uma cidade do interior paulista encostada na Serra da Mantiqueira. Porém, havia alguma coisa de diferente, alguma coisa que não estava nos hábitos dos que frequentavam a praça naquele momento, era algo mais paisagístico, algo que faltava no centro da cidadezinha.
Geralmente, quando vamos ao centro de cidades menores, com poucos habitantes e de caráter histórico, olhamos para as fachadas das lojas, casas, padarias e farmácias e voltamos ao passado, vivemos aquele espaço como se ele tivesse parado no tempo e todo o conjunto arquitetônico nos traz a ideia de raiz, ou seja, a ideia de identidade com o local, pois percebemos que ali originou outras coisas e que aquele espaço não surgiu da noite para o dia, mas que possuí tem anos e anos de histórias.
Entretanto, essas características não pude observar no centro de Joanópolis, desde o calçamento das ruas a arquitetura das casas. As antigas e largas ruas de paralelepípedo do centro foram remodeladas, ficando estreitas e ganhando ares de centros comerciais metropolitanos. As casas do passado estão dando espaço para os comércios que não param de crescer.
Já as poucas casas que resistem estão entregues ao acaso, perdidas no tempo e desconectadas da sua função histórica. A marcha para o futuro está se tornando tão esmagador que até os monumentos resistentes, quando não se entregam aos intuitos comerciais, caem na deterioração temporal.
A modernidade tornou-se algo imediato, necessário, plausível de ser obtida. Mas, o passado por sua vez, tornou-se algo do atraso, obsoleto, e que necessita urgentemente ser destruído e modificado.
Ao andar pelas ruas do “centro histórico” de Joanópolis florescem em minha mente vários questionamentos e pensamentos, mas em especial, será que conseguiríamos crescer sem um passado? Será que esse passado não é digno de ser preservado? Ou, do que seria do homem sem História?



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Minha Primeira Palestra- 7 Dicas p/ Palestrantes


Nos dias 27 de agosto e 1 de setembro realizei 5 palestras sobre “Turismo e Perspectivas Profissionais” na Semana Vocacional da E.E “Cel. João Ernesto Figueiredo”, em Joanópolis/SP. O convite veio do Grêmio Estudantil “Unidos do Figueiredo” que cordialmente me contataram para proferir as palestras.
Em dois dias mais de 140 pessoas assistiram as minhas palestras, sendo elas do 3º ano do Ensino Médio Regular, 3º Ano do Ensino Médio EJA, 2º ano do Ensino Médio Regular e o 1º ano do Ensino Médio Regular.
Como lidei com diferentes públicos, de diferentes idades e de diferentes ambições, para cada sala propus uma metodologia diferenciada de palestra. Para os 3º do Médio Regular contei o que é o Turismólogo, seu campo de atuação, salario, desafios e, também abordei sobre a vida acadêmica, discursando sobre como e morar fora, dificuldades, festas, aulas e etc.
Para o 2º e 1º ano a palestra seguiu praticamente os mesmos moldes da que proferida aos 3º, mas incrementei um vídeo motivacional.
Já para o EJA ( Ensino de Jovens e Adultos) a palestra foi totalmente diferente, para começar organizamos a sala em um circulo e no centro uma cadeira giratória. Iniciei a palestra me apresentando e logo puxei uma dinâmica, nela aos presentes deveriam escrever em um papel a resposta da pergunta “O que eu quero no meu Futuro?” e, depois disso foi embaralhado e cada um leu um papel. Depois disso passei um vídeo motivacional e discursei sobre a felicidade e as escolhas que temos na vida.
As palestras foram ótimas, pude observar um entrosamento de boa parte dos alunos. O mais interessante e que poucos sabiam que existe um turismólogo e muito menos o que ele faz.
Fiquei contente com as palestras, pois foi a primeira vez que palestrava, anteriormente só havia feito cerimoniais e seminários. Então, para quem pretende palestrar algum dia, dou algumas dicas de iniciante:
- Faça piadas (elas ajudaram a quebrar o gelo);
- Pergunte a plateia (perguntar auxilia no estreitamento de laços);
- Estude o seu publico (pense o que é mais interessante passar ao público);
- Não leia (para uma boa palestra domine o conteúdo, pois não é um seminário, mas sim uma espécie de bate papo);
- Conte experiências suas e de seus próximos (para sintetizar as ideias conte coisas que acontecem com você, sejam boas ou sejam elas ruins);
-Não se gabe (se você tem um bom currículo não se gabe, mostre a plateia os caminhos que você teve que passar);
- Por fim, finalize com um gostinho de quero mais (deixe a plateia descontraída no final, acabe com uma frase de efeito ou uma situação engraçada da sua vida, pois assim ela terá uma boa recordação deste momento).
Estas são apenas algumas dicas de principiante, mas o que pude perceber é que a plateia busca algo mais dinâmico, menos falado. Afinal até mesmos nós nos incomodamos com longas palestras sem contato algum entre palestrante e plateia.
Por fim, gostaria de dizer que como estudante de turismo a oportunidade que eu tive foi essencial para divulgar nossa profissão, mas em especial, pautei principalmente em dar um rumo as dezenas de mentes que são poucas se compararmos aos inúmeros jovens do nosso Brasil que saem do Ensino Médio sem perspectivas.