quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O turismo intolerante de Donald Trump!

Simpsons- Imagem Retirada da Internet
Nas últimas semanas vimos a maior potência do mundo eleger o seu novo presidente. Não é a primeira vez que abordo aqui temas como eleições e as suas influências no turismo, no entanto sempre abordei de uma forma mais nacional, mas agora o panorama é o internacional.
Após a eleição de Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos da América, o mundo se dividiu entre pessoas a favor e contra. No Brasil, o panorama internacional ganhou força e fluiu pelas redes sociais.
Durante a campanha, Trump fez uso de um discurso de ódio, seja contra imigrantes, mulheres, negros, comunidade LGBT e tantos outros povos vivem no mundo. Ao México disse que iria criar um muro para separar os países e quem pagaria seria o México, ao Brasil disse que somos porcos latinos.
Além desses discursos, a campanha se voltou para o nacionalismo dos EUA e a sua posição como raça desenvolvida frente às outras.
No entanto, posições contra e a favor dividiram opiniões também no Brasil e em quase todos os grupos de debates se ouvia a seguinte pergunta: “Você é brasileiro, no que isso o afeta?”.
Mas quem nunca sonhou em ir à Disneylândia ver o Mickey, passar o fim de ano em Nova Iorque, tirar uma foto na Estátua da Liberdade, fazer umas comprinhas em Miami, beber uma cervejinha no Texas ou simplesmente cruzar a ponte em San Francisco?
As ações relacionadas à entrada ou saídas de imigrantes, sejam eles turistas, visitantes, residentes e outros são tomados pelo governo, assim, se o governo acredita que determinado povo não deve vir ao seu país por inúmeros motivos, cabe a ele criar leis para que dificulte ou iniba a entrada desses povos.
Isso já ocorre com voos que vem do Oriente Médio para os Estados Unidos, pois esses voos possuem mais fiscalizações, diferentes dos demais. Ou seja, uma ação governamental faz com que a entrada se torne mais restritiva.
Assim, se o novo presidente acredita que somos “porcos latinos” por qual motivo o mesmo gostaria de ter “porcos” no seu quintal?
Medidas como essas são vistas também no Brasil, quando um município limita o número de visitantes em um atrativo ou cria regulamentações para entrada de ônibus. Ou seja, estas são decisões politicas, que envolvem os pensamentos advindos de seus comandantes (prefeitos, presidentes, ministros e etc.).
Um governo intolerante cria uma população intolerante, medidas intolerantes, leis intolerantes e assim um turismo intolerante. Um turismo intolerante que não tolera gays, lésbicas, negros, latinos, mulheres e tantos outros segmentos da sociedade.
Não estou aqui para gerar discussões do que será o governo de Trump, mas os EUA são grandes formadores de ideias e suas ideias são seguidas por milhares de pessoas e países, ou seja, o que se cria lá pode ou não ser adotado por outros países e essa adoção pode ser maligna para o futuro do mundo.
Olhar para a vertente do turismo para esses aspectos não é buscar esquecer os outros olhares, mas sim acrescentar um novo olhar, uma nova maneira de ver e entender o mundo. Pois na era atual, na era global, os países e as pessoas se conversam, tudo está conectado e tudo pode ser mudado de maneiras muito mais rápidas.

Este texto não buscou pontuar uma posição frente às eleições dos Estados Unidos, mas sim um único objetivo: plantar uma semente do turismo sustentável, o turismo de todos, seja para mim, para você, para idosos, crianças, adultos, jovens,

Artigo publicado na Revista Bragantina Online:

GONÇALVES, L.G.M. Será que queremos um turismo intolerante? Revista Eletrônica Bragantina On Line. Joanópolis, n.61, p. 16-17, nov. 2016.

domingo, 13 de novembro de 2016

4 cidades húngaras para você se apaixonar

Muitas pessoas pensam que as verdades de verdade acontecem em cidades grandes ou muito conhecidas. Na Europa, por exemplo, Paris, Barcelona, Grécia, Viena, Veneza, Zurique e outras cidades são os sonhos de muitos, mas tem muita coisa melhor por aqui.
Neste post gostaria de apresentar a vocês quatro encantadores, pequenas e charmosas cidades húngaras: Visegrád, Szentendre, Vác e Esztergom.
Começo a dizendo que estou em Budapeste a capital da Hungria e o interessante é que essas cidades são muito baratas para você ir. Quando fui a Esztergom, fiz o seguinte roteiro:
- Sai de ônibus de Budapeste para Visegrád;
- Mais um ônibus de Visegrád para Esztergom;
- E por fim um ônibus de Esztergom para Budapeste.
Sabe quanto gastei de transporte? Por incrível que pareça menos de R$: 27,00 (isso mesmo, menos de vinte e sete reais, não euros, não dólar não forint, mas sim reais).
Visegrád
Começamos pelo roteiro, saímos não muito cedo, mais ou menos 10 da manha de um sábado. A cidade de Visegrád fica a mais ou menos 1 hora de Budapeste e durante o caminho você pode ver a paisagem mudando completamente.
Visegrád é uma pequena cidade que tem como seus principais atrativos castelos, feiras, parques e uma igreja e, claro, a arquitetura das casas. O atrativo principal é o Castelo de Verão do Rei Mathias, na realidade a cidade toda no passado foi parte do castelo.
Então você pode visitar as ruínas de algumas partes do castelo e subir até o alto da colina para ver o 3º maior castelo da cidade (realmente encantador). Além disso, a cidade tem feiras de produtos típicos húngaros, como doces, bebidas, comidas e alguns artefatos.
Uma coisa interessante é que a cidade é bem em conta, tomamos café por lá e almoçamos. Ah, uma dica, aproveite para experimentar o famoso Langos lá, pois foi o lugar mais barato que já vi.
Esztergom
De lá fomos para Esztergom, que não fica mais que 40 minutos de Visegrád. Esztergom fica na fronteira com a Eslováquia e tem como atrativo principal a Basílica de Szent Istvan (Santo Estevam).  Existe uma briga para saber se essa é a Basílica mais alta e maior da Hungria ou não.
A cidade é um encanto, desde a arquitetura das casas as lindas folhas de outono caídas pelo chão. Já a Basílica, por sua vez, é grandiosa, linda e repleta de turistas. O interessante é que na lojinha de souvenir da Basílica tem uma vendedora que fala português.
Pela Básilica estar localizada no alto, é possível ver um lindo panorama da cidade e da Eslováquia e também é possível atravessar a ponte principal e ir a Štúrovo, que na realidade fomos até lá para jantar.
Szentendre
Já as outras cidades húngaras, Vác e Szentendre, fui de trem e também paguei menos de RS: 16,00 reais para ir e vir em cada uma, saindo de Budapeste é claro.
Szentendre parece uma cidade medieval, pacata e maravilhosa. Tem ruas encantadoras, lojas tradicionais, restaurantes que parecem que pararam no tempo e um povo carinhoso e hospitaleiro. A atração principal é a Igreja do centro, mas na realidade a cidade toda é uma atração, pois a cada rua você algo novo que encanta seus olhos.
Lá em Szentendre também é tudo muito barato, souvenir, comida e etc. Visitamos um incrível labirinto, ou melhor, uma adega de vinhos subterrânea que valeu muito a pena (e não pagamos nada).
Vác
Já Vác (estou encantado até agora) a cidade é um charme, bem cuidada, linda, colorida, calma e aconchegante. A cidade é repleta de igrejas e construções antigas que criam uma atmosfera medieval e clássica. Além disso, a cidade tem um Arco do Triunfo e um centro que você perde horas admirando a arquitetura dos prédios.
A cidade também tem uma linda estação de trem e pelo que me contaram no Natal a cidade se transforma e fica ainda mais chamativa.

De certa forma, as cidades pequenas oferecem comodidade, preço baixo e um passeio muito tranquilo, pois por não serem destinos visados não há muitos turistas pelas ruas. Mas, sem sombra de dúvidas essas cidades são encantadoras e dignas de serem vistas novamente.
Esztergom

sábado, 5 de novembro de 2016

Sem dúvidas Bratislava é o seu Destino!

Acho que o terceiro país que conheci na Europa foi ainda mais inusitado. Já estava me acostumando com as informações em húngaro, a lógica de pensamento e tudo mais. Mas ai, fui viajar a Eslováquia, que tem por sinal, acento em consoantes e tudo mais que tem direito.
Fui, em especial na Bratislava, que é a capital da Eslováquia. Uma cidade de porte médio, diferente de Budapeste por ter indústrias ao fundo, mas encantadora como tantas outras cidades da Europa.
A cidade de clima medieval, com castelos, ruínas, estradas, lojas e muito mais coisas com arquitetura típica da época, estava ainda mais encantadora com a chegada do outono. No Brasil, particularmente, nunca via diferença entre outono e as outras estações, mas aqui, acredito que no outono viajar se torna mais especial.
Com atrativos bem interessantes, bem como o castelo principal, as estatuas no centro, os museus e especial culinária, a cidade atrai milhares de turistas.

Assim como, quando fui a Viena, utilizei o trem para ir a Bratislava. Gosto de usar trem na Europa, pois além de ser barato e rápido, é seguro e confortável. Claro que muitas vezes  os ônibus acabam por ter preços mais em conta.
A Bratislava não possui muitos atrativos, você não gasta mais de um dia para ver tudo. Eles utilizam o Euro como moeda local e se comparo o preço das coisas com Viena, a Bratislava possui um turismo um pouco mais barato e com experiências extremamente diferentes.
Muitos turistas fazem o seguinte percurso, vão a Viena/ Áustria, depois Bratislava/ Eslováquia e por fim Budapeste/ Hungria. Além de esses países estarem muito perto, é fácil e barato se deslocar entre três países, pois cada viagem leva menos de 3 horas.
Se for para Bratislava no outono, recomendo por na mala um guarda-chuva, porque no outono chove do nada e comprar esse item na hora do aperto pode sair caro. Uma blusa impermeável é uma boa ideia também.
Quando se desloca de um país para outro aqui, geralmente, muitas pessoas não possuem Internet Mobile no telefone celular, então, use e abuse dos mapas turísticos. O da Bratislava, por exemplo, dá a impressão que as coisas estão muito longe, mas na realidade não estão. Nem precisamos pegar um ônibus sequer...
Guarda-chuva na mala, mapa na mão, uns trocados de euros e um espirito aventureiro... Sem dúvidas Bratislava é o seu destino!


Deixe-se encantar com as folhas do outono!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O turismo também está na política

As eleições acabaram há poucas semanas. Candidatos foram eleitos, prefeitos e vereadores logo tomarão posse de seus cargos. Durante o período de campanha ouvimos muitos discursos, seja sobre saúde, educação, segurança, emprego e outros assuntos.
Não me assusta não ouvir muito sobre o turismo e o lazer, mesmo havendo em nossa região um grande potencial turístico a ser explorado. O discurso turístico, quando feito, sempre aborda as mesmas propostas: “desenvolver o turismo”, “trazer divisas”, “gerar empregos” e outras coisas.
Do mesmo modo que essas propostas se repetem, não me assusta também ver discursos errados mostrando um desconhecimento dos candidatos sobre a terminologia e a atividade turística.
Se os candidatos soubessem mesmo sobre o turismo, possivelmente não utilizariam o mesmo somente como um fator econômico, ou seja, eu não preciso gerar atrativos turísticos no município somente para gerar divisas, mas se eu pensar na população, posso usar o turismo para gerar lazer para a comunidade.
Gerando lazer para comunidade eu diminuo os gastos com saúde, pois uma comunidade que possui bons equipamentos de lazer dificilmente adoece. Com oportunidades de lazer e turismo é possível gastar menos com segurança, pois o turismo é também gerador de ideias e um agente educador, logo, por meio do turismo se fomenta cidadãos mais conscientes dos seus atos.
Sabendo desses fatores, penso que o turismo deveria ser a base principal das campanhas políticas. No caso de Joanópolis, por exemplo, ou melhor, a Estância Turística de Joanópolis, escutamos discursos em favor do turismo e isso foi um grande avanço para um município que pode crescer neste nicho de mercado.
Pensar o turismo sobre uma ótica econômica, social e ambiental são os princípios básicos da sustentabilidade. Muitos destinos nacionais e internacionais aplicaram esses conceitos e conseguiram obter um equilíbrio entre os interesses públicos, privados e da própria população.
O turismo não deve ser planejado visando somente o turista, pois depois que o turista volta para sua moradia quem continua vivendo na cidade é o munícipe, ou seja, o planejamento não deve ser baseado de cima para baixo (do turista para o morador), mas sim de baixo para cima (do morador para o turista).
Quando a população passa a crer que o turismo traz benefícios para ambos os lados, cria-se cidadãos que acreditam em sua cidade, valorizam as suas culturas e se diminui os índices de depredações de patrimônio público e outros fatores que foram abordados anteriormente.

Dito isso, e com o intuito de gerar ideias e discutir opiniões, após termos eleitos nossos candidatos, agora temos que exercer o papel de cidadãos, cobrar, fiscalizar, sugerir e saber que como saúde, educação, segurança e afins, o acesso ao turismo e ao lazer também é um direito de todos!

Texto publicado na Revista Bragantina OnLine:
Como citar: GONÇALVES, L.G.M. O turismo também está na política. Revista Eletrônica Bragantina On Line. Joanópolis, n.60, p. 9-10, out. 2016.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Turismo, muito além de uma atividade

Não sei por que, mas não é a primeira vez que falo neste assunto. Acho engraçado o jeito que as pessoas tratam o turismo, em especial o papel do turismólogo na sociedade.
De forma alguma escolhi o turismo, pois queria reconhecimento perante as outras carreiras. Mas, também não escolhi pensando que teria que ouvir tanta piada e tanta demonstração de não conhecimento desta profissão.
E quando falo desconhecimento, isso é realmente interessante. Pois sempre escuto que turismólogo não é profissão, que o turismo é a apenas uma atividade que congrega restaurantes, hotéis e atrativos... Isso, quando alguém sabe disto e que existe um turismólogo.
Enfim, não estou aqui para lhe contar o que faz um turismólogo, ate porque para essa questão já fiz ate vídeo. Eu penso que a desinformação não é o mal da sociedade, mas sim o sarcasmo, o egoísmo e o pensar que o que eu faço tem mais importância do que o que você faz.
Se você não sabe o que é o turismólogo ou o que ele faz, tudo bem, pertencemos a uma profissão consideravelmente nova no Brasil. Entretanto, tentar supor com uma pitada de sarcasmo não é o caminho.
Assim como as outras profissões temos nosso papel na sociedade, seja planejar, gerir ou executar as atividades turísticas, ou, além disso, aplicar, coletar e sistematizar pesquisas científicas nessa área.
O turismo brasileiro, em grande parte das cidades, se deu sem planejamento e sem pensar no futuro, somente se pensou na obtenção de lucro. O turismólogo nasce como um agente de fomento da atividade turística, mas não um desenvolvimento desordenado, predatório e explorador.
Mas gostaria de fazer duas perguntas, quantos profissionais que trabalham com turismo, que você conhece, são realmente formados na área?
E os formados, levantam a bandeira ou se entregam para a contradição?

Enquanto continuarmos de cabeça baixa e não mostrarmos o nosso potencial, o Dia do Bacharel em Turismo e Mundial do Turismo será apenas uma Data!

domingo, 25 de setembro de 2016

Viena de incontáveis canções

O que a Europa tem de tão especial que cativa pessoas e faz que elas sonhem em conhecer cada canto deste continente?
A resposta exta eu não tenho, mas posso dizer que esse continente é realmente incrível.
Ontem eu e mais alguns amigos estivemos em Viena, a capital da Áustria. Como estamos em Budapeste realizando estudos, pegamos um trem para ir à cidade.
De Budapeste a Viena é rápido, cerca de três horas de trem e o preço não é tão caro, dá para ir e voltar por menos de 30 euros.
Mas como tínhamos outros afazeres optamos por ir e voltar no mesmo dia, então acordamos a 5 da manha e as 6:40 pegamos o primeiro trem. Pouco antes das 10 da manhã já estávamos desembarcando em Viena.
A ida de trem foi uma atração à parte, seja pelas belas paisagens ou pelos lindos campos floridos que observamos. Mas a capital austríaca com certeza foi o que mais cativou nossos olhares.
A Viena de incontáveis canções de Mozart e tantos outros músicos que por lá passaram tem muito mais do que belas músicas, a cidade possui uma arquitetura muito bem cuidada, com prédios que preservam o passado e visam o futuro.
O centro da cidade é como voltar ao tempo, com passeios em carruagens os visitantes podem se sentir nos tempos medievais e admirar os belos monumentos e os incontáveis castelos e palácios espalhados pela cidade.
Fomos ao parque principal da cidade e tivemos a oportunidade de ver uma festa típica alemã e nos deixou ainda mais encantados por esta cidade.
Não posso dizer que a cidade é muito barata para se visitar, há preços de todos os gostos, suvenires de todos os tamanhos e gostos.
Pudemos ver muita coisa boa em Viena, mas sinto não poder contar a vocês os nomes dos lugares que visitamos, pois não só nem um pouco bom em alemão.... Mas deixo as fotos J
Visitamos igrejas, museus, castelos, operas, teatros e tudo mais que nossos olhos deslumbrados conseguiram captar.
Quanto ao povo de Viena, achei que é o povo mais caloroso da Europa. Pois prestigiamos doutores da Alegria, teatro e apresentações musicas na rua, free hugs, atendentes bem humorados e uma população alegre e sorridente.
Na volta pegamos um trem as 19h na estação e me senti no trem do Harry Potter, com suas cabines e corredores antigos.

A terra de Mozart, Gustav Klimt e muitos outros artistas e personagens pode nos encantar em cada olhar, som e sabor!


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Vamos falar de Turismo? Eleições

Na época das eleições muitos candidatos utilizam o turismo como objetos de sua campanha, seja discursando sobre o potencial turístico dos municípios ou o quanto o turismo poderá ser desenvolvido em seu mandato.
No entanto, passa mandato entra mandato, sempre ouvimos os mesmos discursos e ainda continuamos vendo que o turismo sempre é utilizado como discurso eleitoral, mas na pratica, pouca coisa acontece.
Acho mais engraçado é o modo como o qual os candidatos utilizam o turismo em seus discursos, frequentemente ouvimos:
- Vamos capacitar à oferta turística;
- Vamos trazer demanda para a nossa cidade;
- Vamos melhorar o lazer da comunidade autóctone;
- Vamos melhorar a infraestrutura de apoio ao turista...
Na realidade se os candidatos utilizassem alguma dessas frases acima, possivelmente, este texto teria outro intuito. Pois, são raros os candidatos que realmente sabem de turismo e sabem como falar de turismo.
Dias a trás lendo propostas de alguns candidatos eu li a seguinte frase “Explorar o turismo para gerar emprego...”. Bom ai eu pensei, primeiro que ninguém explora o turismo, mas sim a atividade turística explora a localidade, segundo que na academia achamos o termo explorar um tanto quanto pesado e terceiro é que a frase esta errada.
Eu colocaria fortalecer a atividade turística para gerar divisas. Pronto, não insinuei exploração e muito menos usei conceitos arcaicos. Exploração é um termo muito forte no Brasil, seja exploração de menores, exploração do trabalho e etc, penso que nunca vi o termo exploração ser empregado de forma benéfica.
Enfim, discursos a parte. Penso que por mais que os discursos tem que ser claros, para que uma grande massa entenda, eles não podem estar errados, pois se estiverem errados, mostra a clareza do desconhecimento da função da atividade turística na sociedade.
Eu enquanto formado em hotelaria e bacharelando em turismo, penso, que a minha função vai além de ser cidadão votante, mas sim, um cidadão do ramo turístico pensante. Pois bem, me digam ai, já viu um discurso ruim sobre o turismo?

E se viu algum bom, talvez esse seja um bom candidato!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A Montanha Russa chamada Intercambio!

Parlamento Húngaro
São tantas palavras em minha mente, tantas histórias, tantas frases, imagens de lugares, expressões e tudo mais que três semanas em um novo país poderiam fazer com uma pessoa.
Fico a pensar se posso absorver tudo que vejo, leio e escuto. Parece ser tanta coisa eu ao deitar minha cabeça no travesseiro á noite fico a pensar em tudo o que ocorreu durante o dia e, tenham certeza, não foi pouca coisa.
As pessoas visualizam minhas fotos no Facebook ou no Instagram, imaginando que está tudo lindo, maravilhoso e divertido. Claro que está, pois aqui tudo é lindo, tudo é maravilhoso e as pessoas são diferentes.
Mas até que ponto a diferença é boa? Até que ponto um novo país, uma nova vida deixa de ser novidade e começa a ser cotidiano?
Pense que muitas vezes nos deixamos de nos impressionar, deixamos de nos encantar pelas pequenas coisas que vemos ao nosso redor. Meu amigo me disse uma vez:
- Léo quando você for para fora do país você vai se tornar Patriota.
Pois é, acredito que ainda não me transformei em um perfeito patriota, mas em três semanas aqui já pude valorizar as pequenas coisas cotidianas que temos no Brasil e muitas vezes nem valorizamos.
Seja o nosso salgadinho frito de cada dia, o nosso pão francês, o nosso pingado, a festas depois do expediente, o bom dia do porteiro, o caos do metro, uma boa ação de alguém na rua, a conversa com um estranho...
Mas isso não significa que aqui não tenha essas características! Mas significa que aqui elas são diferentes. O inglês abre, mas também fecha portas ao mesmo tempo. Chegar para alguém que não fala inglês e você falar inglês, possivelmente seu tratamento será um tanto hostil.
Aquele Bom Dia que damos a todas as pessoas nas cidades pequenas perde o sentido fora do seu país. Pois, que língua eu devo usar? Espanhol? Português? Inglês? Húngaro? Grego? Me diz qual?
Hero's Square
 Problemas diários que poderíamos resolver com o famoso jeitinho brasileiro, ás vezes, se tornam em problemas futuros. Pois fora do Brasil o jeitinho não funciona. Você tem que seguir as regras, se quebrar, só porque não é de seu costume, ninguém se importa “nosso país, nossas regras”.
Pessoas viajam todos os dias, seja pequenas jornadas, da casa ao trabalho, medias jornadas, viagens em geral, grandes jornadas ou jornadas definitivas.
Eu estou em uma grande jornada, travo todos os dias lutas que não são as mesmas do Brasil. Mas isso me torna brasileiro, pois na realidade, o que nos torna brasileiros é sofrer um pouquinho a cada dia, mas andar com um sorriso no rosto!
Não estou dizendo que não estou gostando daqui, digo que em qualquer lugar do mundo existem lutas, conquistas e desconquistas. Falo para meus amigo que minha vida na Hungria é uma montanha russa, tem dias que quero pegar o próximo voo ao Brasil e no outro quero trazer minha família para morar aqui.
Não estou aqui para motivar ou desmotivar ninguém, eu estou aqui para contar a minha historia. Meu nome é Leonardo Giovane eu sou um brasileiro na Hungria e minha jornada é uma montanha russa! See you soon

terça-feira, 13 de setembro de 2016

O Velho mundo se tornou o novo mundo

Ponte das Correntes
 Nunca sei se os autores de artigos devem contar o que eles passam, mas como sou um autor de turismo e hotelaria, penso que minhas experiências podem ser triviais para passar meu conhecimento e desmoralizar paradigmas.
Bom, como alguns sabem, estou vivendo um tempo aqui na Hungria, o país é lindo, tem culturas diferentes, pessoas diferentes e, sobretudo, hábitos completamente diferentes do que vivemos no Brasil.
Minha função aqui não é desmoralizar nossa nação, até porque temos muitas coisas boas e coisas a melhorar em nosso país. Mas vamos falar sobre a Hungria e sobre a minha viagem que garanto que vocês terão outra visão.
Rio Danubio
O Brasil é conhecido internacionalmente, agora pela Copa, pelas Olimpíadas e às vezes me falam do Samba e do Carnaval. Mas sim, nesses poucos dias que estou aqui, não teve uma pessoa que não me perguntou sobre estes dois eventos esportivos.
A língua oficial da Hungria é o húngaro, e como dizia Chico Buarque "a única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita", pois bem, a língua é muito difícil. Mas aí vem o questionamento, então vou falar o quê? O inglês, oras. Mas não sei falar muito bem o inglês, o que eu faço?
Aprendi uma coisa muito precisa nesses dias aqui, se você sabe o básico as pessoas te ajudam, claro que tem umas que não querem nem te ver pintado de verde amarelo, mas existem pessoas que tem paciência e procuram o máximo possível te entender.
Igreja de São Mathias
E quando falo pintado de verde e amarelo, digo pelo fato dos brasileiros serem bem vistos aqui, sim, nós somos. Quando falo a alguém que sou brasileiro vejo um sorriso diferenciado no rosto deles.
Tudo bem, já contei as maravilhas do novo mundo, mas o que o Brasil tem a oferecer de diferente?
Bom, parece clichê, mas nossa hospitalidade é irrefutável, nosso jeito de receber e hospedar, o modo como fazemos amigos. Não sou a pessoa que tem mais facilidade de fazer amigos no mundo, mais cheguei há cinco dias, e já fiz bons amigos, mas vejo pessoas de outras nacionalidades não tão entrosadas aqui.

Enfim, este texto foi para dizer a vocês que temos nossos altos e baixos, mas eles nos tornam brasileiros e dignos de carregar nossas bandeiras pelas ruas de Budapeste e do Mundo!





Ponte da Liberdade
Artigo Publicado na Revista Bragantina On Line: 
GONÇALVES, L.G.M. O velho mundo se tornou o novo mundo. Revista Eletrônica Bragantina On Line. Joanópolis, n.59, p. 7-8, set. 2016.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

A Terra do pé vermelho- Ribeirão Preto

Arvore de Chiclete
As pessoas vivem comentando que viajar para fora do Brasil é melhor do que viajar pelos nossos destinos. Mas, será que elas realmente sabem vivenciar os destinos brasileiros?
Recentemente tive a oportunidade de ministrar uma oficina no Sesc e consequentemente conhecer a tão falada Ribeirão Preto, seja sua fama dada por ser uma metrópole do interior, pelo Chopp Pinguim, pelo campus da USP ou por tantas e tantas outras referencias dessa terra dos antigos barões do café.
A Califórnia brasileira, como intitulada pelos locais, é mesmo muito quente! Claro que meu anfitrião errou suas previsões:
-Ah, desde que eu moro aqui nunca vir cair uma gota de chuva do céu em Agosto!
Pois bem, eu trouxe a chuva (rsrsrs). E por falar em anfitrião, é por isso que digo que muitos brasileiros não sabem aproveitar nosso país, pois muitos fazem um turismo meramente contemplativo no nosso país, ou seja, pouco se importam com a vida da comunidade local.
Turismo contemplativo por contemplativo eu concordo que ver as ruinas gregas é melhor do que ver a selva de pedra paulistana. Mas, quando se vivencia o espaço, o turismo deixa de ser o quesito capital e torna-se o quesito humano.
Por essa razão que a convite de meu anfitrião decidi fazer uso mais uma vez da Hospedagem Solidária (to ficando craque nisso rsrs). Já havia usado o mesmo modelo de hospedagem em Curitiba/PR e tive uma experiência incrível, logo, decidi apostar novamente.
Bom, de tantas historias que vivi nos 3 dias que fiquei em Ribeirão, deixe-me contar as mais curiosas e inusitadas que vivenciei.
Primeiro que ribeirão tem um ritmo que é só nosso! Calma, não é piada. A frota urbana de transporte publico intitula-se Ritmo e o cartão de embarque chama-se Nosso (que por sinal, sem ele não se anda no transporte publico, uma vez que os ônibus não tem cobrador). Logo, conclui, junto com meu anfitrião, que Ribeirão vive em um ritmo que é só nosso!
O que mais contar da terra do pé vermelho que tem uma rivalidade eterna com Franca/SP, que tem em uma das ruas do seu centro uma arvore de chiclete e que os ônibus andam alucinados no inicio da madrugada?
Fazenda Monte Alegre- Atual Campus da USP
Curiosidades, particularidades e características que não se pode ter conhecimento em apenas um dia de passeio pelos pontos mais visitados. O Quarteirão Paulista, o Teatro Municipal, a Praça XV de Novembro, a fazenda Monte Alegre e tantos outros locais que recebem visitantes que nem sequer sabem que naquela cidade há um ambiente multicultural pronto para ser explorado.
Não fiquei por muitos dias em Ribeirão, mas andei pelos grandes fluxos e também pelos roteiros alternativos, seja na Pizzaria Bela Dora, ou no Restaurante Canaã ao Bar A2 da tão querida amiga Clarice, pude vivenciar o estilo ribeirão-pretano.
E de conversas em conversas fui obtendo mais e mais conhecimento sobre essa terra, seja pelos taxistas que adoram conversar as pessoas que gentilmente contribuíram com suas opiniões em minha oficina.
Viagens vêm e vão, mas o que nos levamos no momento em que fechamos nossa bagagem não são somente nossos pertences, mas sim, um pedacinho de cada um que contribuiu com nossa permanência!

“Seu Ritmo, meu Ritmo e Nosso Ritmo!”
  

Agradeço imensamente ao Vitor, meu anfitrião, e um novo amigo que levo em minha bagagem por este mundo afora!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A Encantada Brodowski

Sempre tinha ouvido falar de Brodowski, a então intitulada Terra de Portinari, mas nunca tinha tido o prazer de andar por suas terras.
Foto Acervo Museu
Mas foi ai que tive esta oportunidade. Em uma manhã cinzenta de uma quarta-feira partimos de ônibus de Ribeirão Preto\SP eu e meu anfitrião. Pouco menos de 30 minutos já estávamos chegando à cidadezinha.
Logo de cara, pelo ônibus, parece que estamos indo para o caminho errado, pois o Bus dá literalmente um tour pela cidade, desde os bairros mais distantes aos mais turísticos (mas tenha fé, uma hora ele para no centro).
Descemos em um ponto próximo ao centro, basicamente próximo a igreja de Nossa Senhora Aparecida. Ai visitamos a praça e fomos em direção a praça do Museu Casa de Portinari.
Logo na praça, como tínhamos acordado cedo, decidimos tomar uma café antes da visita e, acreditem, a Sol e Lua Cafeteria é um lugar charmoso, requintado e muito bem decorado que vale muito apena conhecer e se deliciar em seus quitutes. E o melhor, fica na esquina do museu.
Ao chegar ao museu o encanto se deu por si só. Encontramos uma atendente super simpática, a Andreia Simão, que supriu todas as nossas dúvidas e deu um show de conhecimento sobre Candido Portinari.
As instalações do museu são ótimas, tudo muito bem sinalizado, informatizado, explicado... Enfim, já fui em inúmeros museus, mas, me encantei com o de Portinari.
No museu existem afrescos, roupas, talheres, moveis e outras obras e objetos que fizeram parte do cotidiano familiar de Portinari. Mass, o melhor, é o jogo da memória, em um dos quartos foram instalados painéis interativos que como num jogo da memória, permite o visitante conhecer as obras mais celebres e, as nem tão celebres, de Portinari.
Como já disse tudo um encanto. O museu bem vazio, por ser dia de semana, a cidade com suas ruas de paralelepípedo com alguns carros na rua, pessoas conversando na calçada, o comércio de portas abertas e um movimento ligeiramente de interior.

Já para almoçar, o tão falado restaurante da Simone, que fica nas redondezas do museu, não pode ser descartado do seu roteiro, pois com uma decoração incrível e uma espetacular culinária de interior, o espaço oferece um ambiente aconchegante e amigável a quem passa por lá (de verdade, não deixem de conhecer).
Logo depois do almoço fomos para rodoviária da cidade, já com o coração se despedindo de cada canto de Brodowski. A estação antiga da rodoviária lhe remete aos tempos antigos, bancos de pedra, estruturas rústicas, estatuas e uma leve brisa de faroeste (pois é, a chuvinha ajudava a enfatizar a ideia de faroeste).
A cidade é maravilhosa, tudo muito perto, um roteiro a pé é fácil de ser realizado e muito bom de ser apreciado.
Só lembre-se de uma coisa: seguir os passos de Portinari é fazer o passado se tornar presente em um toque de pincel!

Boa Viagem!

Obs: A entrada no museu é gratuita e o acesso de ônibus de Ribeirão Preto a Brodowski é feito pela viação São Bento (ou São Lento, como dizem os locais),,,
Site do Museu Casa de Portinari: http://museucasadeportinari.org.br/

Me lembrei que antes de conhecer, já amava este museu, olha só uma postagem do blog sobre o 'Candinho": http://aartedoturismo.blogspot.com.br/2014/07/arte-e-turismo-museu-casa-portinari.html

O coração de mãe que sempre cabe mais um: a hospedagem solidária

Viajar sempre foi um desejo de muitos, mas por inúmeros fatores não é sempre que podemos sair por aí conhecendo os lugares, nos aventurando e conhecendo novas pessoas, seja por falta de tempo, motivos financeiros e tantos outros motivos.
No entanto, atualmente, vem ganhando força no Brasil a hospedagem solidária, muito conhecida também com a versão americana do Couchsurfing. A hospedagem solidária pode ser uma das alternativas para quem quer sair viajar e não deseja gastar muito.
Na atualidade, por conta das redes sociais, sempre conhecemos novas pessoas e desenvolvemos amizades a distância. O couchsurfing, bem como o facebook, instragram e demais redes sociais, possui o intuito de unir viajantes e pessoas que os desejam receber.
Nesse modelo de hospedagem você fica na casa de um anfitrião, vive sua rotina, seus hábitos e costumes. Mas é claro que não há a privacidade que temos nos hotéis e até nos hostels, mas o objetivo principal da hospedagem solidária e do couchsurfing é além de promover viagens para os necessitados, gerar interações entre pessoas.
Vivemos em um contexto no qual as relações se tornaram robóticas, as pessoas que nos atendem, seja nos hotéis, transportes e outros serviços e equipamentos turísticos, mal perguntam nosso nome e de onde nós viemos.
A cultura do consumo tem alargado as relações e restringindo-as a prática comerciais, esquecendo-se das bases da hospitalidade e, principalmente, da humanização das relações.
Deste modo, surge a hospedagem solidária para tentar driblar esse movimento e trazer ao turismo uma nova concepção de viagem. Conhecer a comunidade local é o primeiro passo para entender o espaço em que se visita, para que assim, se construa um turismo consciente e menos degradador.
E somente entendendo os locais, literalmente vivendo com eles, é que adquirimos consciência e experiências. A autenticidade das viagens só podem ser alcançadas quando vivenciamos a verdadeira realidade dos destinos.
Não há idade para viajar e fazer uso de hospedagem solidária, também não existe restrições etárias, pois basta encontrar o anfitrião que mais se encaixa em seu perfil. Apenas dois fatores devem ser presentes no espírito de quem se hospeda solidariamente: o respeito às diferenças e o conhecimento do seu espaço.
 Claro que ser precavido(a) é algo essencial, pois você ficará na casa de uma pessoa que você nunca viu antes, mas com um planejamento prévio, semanas de conversas com os anfitriões, os problemas tendem a diminuir.

Portanto, quando você viaja utilizando a hospedagem solidária, no ato de arrumar as malas o peso será maior, mas não devido às peças artesanais que comprastes, mas sim pelas inúmeras histórias, vivências e aprendizados que obteve neste período.


Artigo publicado na revista Bragantina On Line:
GONÇALVES, L.G.M. Hospedagem solidária. Revista Eletrônica Bragantina On Line. Joanópolis, n.58, p. 13-14, ago. 2016.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Meu Primeiro Voo

Pois é, pode até parecer algo estranho neste mundo onde todos são viajantes, mas eu nunca tinha voado antes.
Já conheço alguns lugares bem distantes: Joinville/SC, Morretes/PR, Foz do Iguaçu/PR, Feira de Santana/BA, Curitiba/PR e outros lugares, mas todos meus deslocamentos tinham sido de ônibus ou de carro.
Mas ai, surgiu a oportunidade de ministrar uma oficina no Sesc de Ribeirão Preto/SP e eu não podia deixar passar. Até me ofereceram ir de São Paulo a Ribeirão Preto de ônibus, mas eu tinha que experimentar o tão falado voo doméstico!
E assim foi, peguei um ônibus de Atibaia/SP com destino a cidade de São Paulo, peguei o metro até o terminal São Judas, chamei um táxi no Uber e logo estava chegando no Aeroporto de Congonhas.
Confesso que pensei que eu demoraria muito para embarcar, ainda mais com essas novas regras na Anac e etc. Mas, por incrível que pareça o aeroporto estava muito vazio. Algumas filinhas na Gol, outras na Avianca, algumas na Azul e algumas pessoas em minha frente na fila da Latam.
Fiz meu check in e fui despachar minha bagagem, mas de verdade, não demorou nem 10 minutos na fila do despache. Ai pensei comigo:
-HÁ, aqui deve estar mais tranquilo, deixa eu subir para a inspeção para sofrer um pouco.
Que nada! Não sei se é pelo fato de ser uma segunda-feira, no período da tarde, mas no hall de embarque não tinha muita gente, e na fila para passar no raio X, 5 pessoas em minha frente.
Achei engraçado a moça do Raio X:
- Por Favor, retirem os notebooks das bolsas, aparelhos eletrônicos e outros...
Acho que ela se decepcionou ao ver no meu scaner que em minha mochila só existia minha carteira e um livro....
Enfim. Desci para o saguão para esperar meu embarque. Massss, como sempre ocorre, estava eu no portão 13 e escuto alteração para o portão 7, lá me vou ao portão 7, ai mais uma vez, alteração para o portão 4. Bom, claro que eu fui (mesmo contrariado) mas me sentei e aguardei.
Começou o procedimento de embarque, entrei na aeronave, tudo muito lindo, muito pequeno, pessoas se ajeitando e, eu encantado com tudo, desde de a simpatia da comissária de bordo ao botão de inclinar a poltrona.
Os procedimentos de voo começam, informações, as máscaras que caíram do teto e tudo mais. Até que o voo foi autorizado que o avião começa a pegar impulso na pista. Senti um friozinho na barriga e quando menos percebi estávamos no céu.
Dia nublado em São Paulo que deixou minha janela por uns 5 minutos branca, até que vi o sol e as nuvenzinhas parecendo algodão e as casinhas que pareciam lego. Algo incrível de se ver.
Ai, começou serviço de bordo, pensei que iria ser O serviço, mas foi só uma bebida mesmo. Até porque o voo tem apenas 40 minutos, mas acredite, foi tempo suficiente para muita gente dormir.
Começamos o processo de pouso, (mal acabamos de decolar já estávamos pousando rs), ai foi uma coisa que só, o ouvido ficava tapado a pressão diminuindo até que tudo ia se ajeitando. Do alto já dava para observar a região de Ribeirão Preto.
Até que o piloto disse. – Obrigado por voar Latam, o tempo em Ribeirão Preto é bom, temperatura de 35º... Mas como disse meu anfitrião:
- Nunca vi o comandante dizer que o tempo em Ribeirão não está bom (srsrsr).
Por fim, esperei minha bagagem sair (mesmo acreditando que ela não chegaria até meus braços, resisti e a esperei)... Encontrei o anfitrião e fomos para a cidade.
Foi bom voar, mesmo sendo bem rapidinho, literalmente voei de São Paulo a Ribeirão, deu até para sentir o friozinho na barriga e a ansiedade crescer pelo próximo voo.