terça-feira, 31 de maio de 2016

Por qual motivo as pessoas não respondem e-mails?

Não sou uma das pessoas mais pacientes do mundo (e também não quero ser), mas vivo me perguntando, por que as coisas demoram tanto?
Não gosto mesmo de esperar, seja para esperar os amigos se arrumarem, fato esse que me irrita bastante, pois se eu tenho que sair às 21h eu me programo todo, às 20h já estou no banho, chego adiantado se preciso for, mas nunca atrasado (só quando não depende de mim).
Não sei o que ocorre, mas as coisas demoram, seja para ser atendido em um pronto socorro, seja na fila do pão francês, seja nas filas dos bancos... Enfim, esperar não é legal.
E no turismo também temos que esperar, esperamos nas filas das atrações, esperamos os inúmeros turistas saírem da frente para tirarmos fotos no Cristo Redentor e tantos outros destinos massificados, e/ou semi-massificados.
Mas o que mais me irrita é esperar uma resposta, não sei vocês mas quando dizem – Depois a gente te liga.... Meu deus, alá, oxalá, espirito de luz, seja lá o que vocês acreditam ou não acreditam. Esperar para mim é torturante, pois eu fico olhando o telefone, checando minhas mensagens e nunca vê. Até que um dia que você não esteja esperando a mensagem chega.
E por falar em mensagem, tenho uma questão: Por qual razão as pessoas não respondem e-mails????
Fiz um trabalho sobre politicas públicas aplicadas ao turismo recentemente e,  já o finalizei, mas até agora to esperando algumas prefeituras me responder, isso porque faz 2 meses que enviei um e-mail.
Fico me imaginando na época das cartas, que demorava dias e meses para chegar uma mensagem, eu com certeza morreria de úlcera.
Talvez seja exagero meu, essa coisa de não conseguir esperar, mas venhamos e convenhamos uma prefeitura, uma empresa ou qualquer outra instituição que não responde um simples e-mail, ao meu ver peca, e peca feio, uma vez que se comunicar é algo pertencente ao endomarketing.
Penso que uma empresa que comercializa produtos e não responde os pedidos de orçamento por e-mail está totalmente fora do meio tecnológico (e hoje tudo é tecnologia).
Parece-me que o tempo de demora para responder um e-mail (quando se responde) assemelha-se ao envio de uma carta.

Enfim... Galera, e-mail é “gratuito” (você paga internet) vamos aprender a usar, não mata ninguém e otimiza as vendas, aprimora o estreitamento de laços com os clientes e deixa os pesquisadores e amigos felizes J

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Filhos estudando longe de casa... Por: Mey Moreira

Assim como tudo o que acontece na vida uma hora chega tua vez. Nem sempre estamos preparadas com o que está por vir, quando seu filho sai de casa é uma dessas situações que tive que me adaptar.
Filho pode ter a idade que for que para uma mãe ele sempre será aquela criança que ela segurou no ventre, depois no teu colo, ai pelas mãos, até que ele se solta pelo mundo...
Ao ver meu filho de 17 anos saindo de casa, primeiro agi pela emoção, será que ele consegue se cuidar sozinho? Consegue escolher pessoas boas para seu convívio? Saberá qual o caminho correto a prosseguir?
Carta manuscrita (mesmo o que esta
digitado)
Depois vem a solidão, quarto vazio, casa silenciosa, noites sem sono, falta de apetite e perguntas do tipo: será que esta se alimentando? Tem dormido corretamente? E quando nos falamos aquele coração apertado que diz que ele esta passando ou precisando de algo e não quer me dizer...
Mais ai a razão tem que tomar conta, você passou o melhor de si pra seu filho e, agora ele escolheu e escrever sua própria história, onde nos mães somos apenas auxiliadoras para que se tenha o ideal alcançado. Toda insegurança vira orgulho a cada conquista do seu filho e, ele vai te mostrando que essa batalha é apenas a primeira de muitas e que é capaz de vencê-las...
Esse vazio nunca será preenchido; porque você sabe que um bom guerreiro nunca foge a luta, então se espera a cada volta sua para recarregar as forças no seu lar... Com sua família até o dia em que se parte novamente levando mais um pedaço de você com ele !!!


Pensamentos de um filho longe da mãe
Não queria me delongar, pois acredito que a mensagem de minha mãe já disse tudo. Com 17 anos sai de casa atrás de um sonho que quem sabe eu irá me trazer a felicidade que tanto procuro na vida.
Sai na esperança de dias melhores, atras de um futuro melhor para mim e para os que me rodeiam. Logo, nos primeiros dias desta jornada percebi que ao me ver em uma cidade totalmente diferente da minha, não tinha mais alguém me esperando ao chegar em casa, alguém para me abraçar e olhar nos meus olhos me dizer que sou capaz. Pois é, me vi sozinho.
Ao andar pelas ruas me frustrava a não ver nenhum rosto conhecido, me sentia totalmente indefeso e inseguro. Hoje, 3 anos depois, já estou adaptado, construí laços de amizade, me estruturei e resisti, no entanto, vejo que algo ainda me falta, ainda não tenho um abraço ao chegar em casa ou palavras de conselho...
Há 19 anos e alguns meses atrás uma mulher deu a luz, trouxe a este mundo um menino, ambicioso, sonhador e cheio de expectativas. Este menino agradece a cada dia o simples fato de acordar e ver um “Bom dia filho” de alguém que está a 837 km de distancia e que ele só ve a cada 3 ou 4 meses.
Sou extremamente grato por ver as minhas conquistas sustentadas por uma pessoa que mesmo de longe, me da todo o suporte. Enfim, assim como os filhos sentem o afastamento das mães, as mães também sentem o afastamento dos filhos.
Más como ouvi uma vez: “Nossos sonhos não são os mesmos de que o dos nossos pais!”


sábado, 21 de maio de 2016

Diário de Viagem- Museu Oscar Niemeyer/ Curitiba-PR

Recentemente em minha viagem a Curitiba/PR fui conhecer o tão falado Museu Oscar Niemeyer (MON), ou como alguns conhecem como o museu do Olho, por conta do formato parecido com um olho, mesmo um amigo dizendo que Oscar quis representar uma Araucária (omg) enfim...
O Museu está muito bem localizado, no Coração de Curitiba, tem ônibus a todo momento, assim como taxi que passa toda hora na frente do espaço. Quando se menciona a acessibilidade, o espaço é totalmente acessível.
Bom, o museu abre as 10h, ai eu cheguei lá era 9:30, tempo suficiente para me surpreender com a fantástica obra de Niemeyer (não é por acaso que ele foi renomado). E por ser tão renomado, não assuste ao ver dezenas de estudantes, de todas as idades indo o visitar o MON, grupos e mais grupos todos os dias.
Outro fato bastante interessante é ver os inúmeros estudantes de Arquitetura, Engenharia, Arquitetura e Urbanismo entre outros, sentados desenhando o tão famoso olho (é realmente fascinante ver seus desenhos rsrs).
A exposição do acervo do museu é uma atração a parte, com exposições temporárias e fixas o museu aborda basicamente a arte contemporânea, projetos arquitetônicos e outros projetos. Mas, o que mais me fascinou foi ver os confiscos da operação lava a jato, nossa, tem cada coisa.
As exposições são bem interativas, o visitante sente-se realmente parte do museu, basicamente, uma interatividade não existente em outros espaços museais. Além disso, o espaço é muito limpo e cuidado. Vale muito conhecer!!!



Os: cuidado para não ficar louco no túnel que leva ao “OLHO”, ele parece infinito, me perdi ao olhar ao teto. Outra dica é cheguar cedo, para não pegar muita fila e, prepare-se entrar no museu parece entrar em outro país (tem ate detector de metais rsrs).

sexta-feira, 20 de maio de 2016

É hora de falar de Turismo Sexual!

Ao longo dos anos muitos assuntos tidos como “Tabus” na sociedade ganharam espaço nas rodas de discussões, entretanto, existem muitos outros assuntos que ainda permanecem velados e, sequer possuem um prospecção de desvelação.
Ao falarmos do turismo sexual, por exemplo, observa-se que pouco se aborda no meio acadêmico do turismo sobre a prática e, ainda, muito pouco se conceitua o turista sexual e, muito menos se entende o turismo com motivação sexual como segmento de mercado passível de ser estruturado.
Inseridos nestes contextos pragmáticos da prática do turismo sexual, sendo esta expressão usada com grande frequência em outras áreas do conhecimento, como sociologia, antropologia, geografia e outros, além do próprio senso comum, realizamos durante os dias 11 a 18 de maio de 2015, uma pesquisa online, por meio da plataforma Google Docs.
A pesquisa tinha o intuito de aferir quais sãos os paradigmas conceituais existentes no imaginário dos estudantes de turismo, profissionais formados em turismo, individuo sem formação acadêmica de ensino superior, estudantes de ensino superior não relacionado ao turismo, e profissionais formados em outras áreas não relacionadas ao turismo.
Assim, obtivemos 375 respostas. Mas em especial, versando sobre os Estudantes de Turismo, entrevistou-se cerca de 132 estudantes. Destes estudantes, 84% afirmam existir o turismo sexual, contra outros 11% que afirmam não existir e, outros 5% que afirmam que talvez exista.
Destarte, torna-se possível analisar que a maioria reconhece a existência desta prática de turismo, mesmo que esta não seja considerada pelo Ministério do Turismo como um de seus segmentos. Entretanto, ao questionarmos os entrevistados sobre o que os mesmos compreendem sobre o turismo sexual, pudemos observar que 30% dos entrevistados em seus discursos relacionam o turismo sexual com práticas ilícitas, bem como o aliciamento de menores, tráfico de pessoas, exploração sexual e etc., já outros 70% dos entrevistados utilizam estas expressões.
Dentre as respostas dadas que relacionam o turismo sexual as práticas ilícitas, ressalta-se as respostas: Turismo sexual é o turismo que explora mulheres de baixa renda a fazer sexo em destino turístico”; “Mulheres e crianças que são prostituídas para estrangeiros”; "abuso de menor”; “Prostituição de menores, cujo público são turistas”.
Já dentre as respostas das pessoas que não relacionam, salientas os discursos que o turismo sexual pode ser entendido: “a troca de dinheiro por sexo”; “turismo em busca de sexo comercial”; “Teoricamente ele não existe por os profissionais do turismo não apoiarem de forma alguma a prostituição”.
Por meio disto, torna-se possível observar que mesmo as pessoas que não relacionam com atividades ilícitas, verifica-se o turismo sexual ligado ao sexo pago, ou seja, comercial.
A partir das entrevistas aplicadas na plataforma Google com o intuito de obter o conhecimento sobre os paradigmas conceituais existentes no imaginário dos estudantes de turismo sobre a expressão turismo sexual, pudemos verificar que por mais que a maioria tenha assinalado e justificado a existência do turismo sexual, há um considerável percentual utilizaram em suas respostas vocábulos que denotam um sentido pejorativo a expressão.
Embora a expressão Turismo Sexual seja empregada em diversas áreas do conhecimento, em especial, no turismo, verifica-se que nos principais órgãos que aplicam diretrizes para a atividade turística não reconhecem o turismo sexual como uma segmentação de mercado e, assim a temática não dispõe de espaço de discussão na grade curricular de ensino do futuro Bacharel em Turismo.
Contudo, nossas entrevistas demonstraram que 84% dos entrevistados afirmaram existir turismo sexual. Destarte, observa-se que existe um nicho de mercado quando se menciona a existência do turismo sexual, porém, pelo termo estar associado a práticas ilícitas como pedofilia, aliciamento de menores, exploração sexual, prostituição e tráfico de pessoas como demonstrou nossa pesquisa, o termo possuí uma conotação pejorativa em considerável parte do imaginário dos estudantes de turismo. Assim, a atividade não recebe uma análise mais plausível pelos acadêmicos do turismo e pela própria sociedade em geral, uma vez que ela está arraigada de valores morais e éticos.
Temas polêmicos no contexto atual surgem como assuntos velados que não devem ser debatidos. Entretanto, entendemos como o papel da academia, seja ela vinculada a sociologia, historia, turismo entre outras, debater quaisquer temas que sejam desconhecidos ou censurados pela sociedade em geral, para que assim torne-se possível desvelar estigmas e promover a disseminação do ensino como uma fonte de conhecimento extramuros das universidades e faculdades.
A falta de discussão sobre o tema, pode ser, ou não, uma das razões pelo quais não notou-se um consenso entre os conceitos, ou seja, não visualizou-se pensamentos e ideias similares sobre o assunto, pois mesmo as pessoas que não relacionam o turismo sexual com atividades ilícitas, disserta que o turismo sexual está atrelado a prostituição e, somente poucos entrevistados explanam uma diversidade significativamente maior da prática deste tipo de atividade turística.


Colaboração:
Profº Juliana Maria Vaz Pimentel
Doutoranda em Geografia pela Universidade Federal da Grande Dourados (2014). Mestre em Geografia pela Universidade Federal da Grande Dourados (2013).Graduada em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002).Especialista em Metodologia do Ensino Superior (2006) e Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica (2010).


Artigo Publicado: Revista Bragantina OnLine

domingo, 15 de maio de 2016

Turismo de Experiencia- O que vivi em Curitiba/PR

Quando viajamos para qualquer lugar e permanecemos mais tempo, conseguimos ter mais contato com a população local. Queria relatar para vocês a minha experiência em Curitiba, pois, há uns cinco dias vim para esta cidade sem ao menos conhecer uma pessoa pessoalmente e, o que vivenciei é o verdadeiro sentido do turismo de experiência.
Primeiro digo que vim para Curitiba para apresentar uns trabalhos no VII Seminário Nacional Sociologia & Politica, realizado na UFPR, a organização do Seminário por sua vez foi super eficiente e fez um intercambio de hospedagem solidária. Assim, eu que não tinha dinheiro para ficar em um hotel, tive a oportunidade de me hospedar na casa de uma das discentes do curso de pós-graduação da UFPR.
Seu nome é Xênia Melo, uma mulher super simpática, anfitriã e que me tratou muito, very e mucho bem, claro, ela e sua família. Nunca tinha passado por essa experiência de hospedagem solidária e afirmo que é extremamente gratificante, pois por 5 dias me senti um verdadeiro Curitibano. A anfitriã me inseria em suas programações então pude entender a sua dinâmica, bem como os hábitos.

Durante estes dias, conheci atrativos turísticos, andei de transporte publico, andei muito e, muito, a pé, conversei com muita gente, fiz muitos contatos. Queria agradecer também ao Jeferson Franco, estudante de turismo da UFPR, que gentilmente me levou para conhecer alguns lugares desta cidade.
Também tem outras pessoas que tive contato que de pouquinho em pouquinho contribuíram para a minha experiência, seja as senhoras que pedia eu informações para me localizar, seja os amigos de curta data (que agora serão de longa data) que me levaram para a balada, ou aqueles que ficamos horas conversando na feirinha do Largo da Ordem, trocando figurinhas, ou os calorosíssimos participantes do seminário que muito bem me acolheram.
Há vários boatos que falam do perfil do curitibano, sendo eles retraídos, preservacionistas e outras coisas, claro que vi resistência em algumas pessoas, mas também tive outras imagens desta terra.
Portanto, somente a vivencia é o fator que vai nos fazer mudar nossos critérios. O então turismo de experiência, autentico, participante é uma das fontes de quebrarmos os paradigmas que construímos em nossas mentes.
Hoje, arrumando minhas malas, vejo que elas estão mais pesadas, mas não pelas roupas ou artesanatos que comprei, mais sim pelas pessoas que levo comigo, pessoas que fizeram a minha estadia uma verdadeira vivencia, me proporcionaram o verdadeiro do sentido do turismo como fonte de abertura da mente humana.

Levo em minha mala as conversas, os papos, as críticas, as imagens, os abraços, os beijos, enfim, tudo, mais tudo mesmo, que pude vivenciar nestes dias. E agradeço mais uma vez a cada pessoa que aqui ou ai fizeram essa vivencia acontecer: Xênia, Jeferson, Fran, Maria Ines, Maria Amália, Silvio Alvarez, Juliana, Patrick, Jhonatan, Helio Leites, Mirian e tantas outras pessoas que contribuíram sem ao menos me dizer seu nome...

sábado, 14 de maio de 2016

Diário de Viagem- Jardim Botânico de Curitiba/PR


  Um dos locais mais falados e comentados de nosso país, especialmente quando se fala do estado do Paraná, sem dúvidas é o Jardim Botânico de Curitiba/PR.

Bom, claro que na minha vida a capital paranaense eu não podia deixar de visitar este local, pois um bom turismólogo é também um bom turista e, assim, fui-me aventurar pelos atrativos curitibanos.
Como bom universitário (quebrado) eu vim a Curitiba e usei a Hospedagem Solidária que o evento proporcionou.  Assim, na manha de sábado (hoje) coloquei em minha mente que iria ao Jardim Botânico e, como não conheço muita gente aqui e, os que conheço não puderam ir comigo, lá fui eu me aventurar.
Entrei no Google (saudoso e salvador) e vi quais eram os pontos de ônibus que serviam o atrativo, ai peguei o famoso ônibus tubo (falarei mais deles em outros posts) sentido Centenário, ai foi fácil, desci na estação Jardim Botânico, andei um tiquinho e já estava no complexo.
No ônibus, indo para o Jardim me veio a ideia que eu era o único que ia pra la, porque ao chegar na rodoviária quase todos desceram e posteriormente o ônibus foi se esvaziando. Mas, ilusão essa minha de não ir ninguém se destruiu ao chegar perto da estufa e ver um número considerável de gente no Jardim.
Lá do alto via as pessoas tirando fotos, delas e de outras pessoas, um mar de paus de selfies, um monte de braços esticados para tirar autofotos, gente fazendo pose, fotógrafos realizando ensaios, enfim, fotos e mais fotos (claro que eu também tirei fotos, afinal, é Curitiba J).
Ao caminhar até a estufa fui parado, não um, mais duas vezes por turistas pedindo que eu tirasse fotos deles, assim o fiz. O engraçado é andar e ver os diferentes sotaques e, o mais interessante é tentar decodificar os diferentes idiomas em um único ambiente.
Assim, visitei todas as instalações é bem legal e bem diferente. A imagem que temos do Jardim Botânico é só um pouco engrandecida, pois a estufa do Jardim não é tão grande assim, mas, não deixa de ser encantadora.
O acesso é gratuito, gastei apenas R$: 3,70 na passagem do ônibus (acredito que eu seja um dos poucos que veio de ônibus kkk). Mas, vale a experiência, pois mesmo com frio e dia nublado, eu vi muita gente praticando exercícios e tirando algumas de sua inúmeras peças de roupa só para sair em uma foto (rsrsrs).

Enfim, vale a viagem, conheçam o ícone Curitibano!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

A fuga do Turismo

Recentemente tenho escutado muito sobre o assunto, claro que desde quando comecei minha faculdade já via que a situação estava mudando. Há algumas semanas atrás fiz um inventario dos cursos de turismo que circundam em um raio de 1.000 Km a Unesp do Campus de Rosana/SP e, o que observei foi algo extremamente entristecedor.
Procurei na internet quais eram as instituições que ofereciam o curso de turismo e, assim, enviei a elas um e-mail, convidando para um evento. Ao receber as suas respostas (dos que responderam) observei que em três destas o curso de turismo fora fechado, ai por curiosidade perguntei a uma delas o motivo, e a resposta:
- Não conseguimos abrir turma, já estamos há 3 anos sem turmas de turismo.
Isso foi bem frustrante, pois não há gente querendo fazer turismo e, o pior, a fuga da profissão não está naqueles que não a escolhem, mas também, naqueles que começam a cursar e param (vejo isso na minha sala).
Me peguei então pensando o motivo que leva as pessoas não escolherem Turismo e as que escolhem, desistir do curso. A resposta não veio fácil, nem sei se é a mais adequada. Mas ao falar com algumas meninas da UNIRIO e, analisar que a situação é a mesma, pensei que o que tem faltado é a informação.
Quando dou palestras nas escolas de ensino médio observo que poucos são os alunos que conhecem a função do turismólogo. Dai eu lhes pergunto como escolher uma profissão que nem ao menos sabemos dela? Como escolher algo que não sabemos que existe?
Penso, que falta informação, a informação seria uma das soluções para resolver o caos dos fechamentos dos cursos, regulamentação da profissão entre outros pormenores que sabemos que existe. Pois, se informamos os jovens eles reconhecem a profissão, assim aumenta-se a valorização, deste modo os interessados buscam ingressar nas faculdades.
Sei muito bem das dificuldades do turismólogo no mercado de trabalho, sei que qualquer um pode ocupar nossas postos, mas também sei que não é “qualquer um” que tem a capacidade para planejar o turismo, sei que não é qualquer um que tem aptidões técnicas e teóricas para fomentar o turismo e, é por isso que estou nessa área.
Agora, quando não informamos a comunidade externa e nos isolamos nos murros olímpicos de nossas universidades, estamos criando uma sociedade que não nos conhece, não sabe nossa função e muito menos deseja seguir nossos passos. Além disso, colocar discentes desatualizados e desinformados nos cursos de turismo é potencializar a sua evasão (digo isso por experiência).

Não informar sobre a realidade do turismo é formar turismólogos que vão trabalhar em outros ramos. Enfim, vejo que muitas vezes nos limitamos aos muros das universidades e faculdades, acreditamos que porque temos uma vaga não precisamos olhar para fora da caixa e contribuir com o meio social que nos rodeia.

Sobre o mercado de trabalho, confira o novo vídeo: