sábado, 25 de junho de 2016

O mês do Arraía!

As cidades começam a ganhar cores, bandeirinhas para todo o lado, sabores e as canções pairam pelo ar. Nas escolas as crianças começam a ensaiar os primeiros passos da dança e as barracas já começam a se instalar. Na cidade o assunto é um só; nas lojas um entra e sai em busca da melhor roupa; nos salões de beleza a cada hora tem uma cliente; nos mercados os produtos da época; na televisão o festejo já é nacional.
Enfim, já é tão esperado mês de Junho, o mês dos santos festeiros, São Pedro, Santo Antônio, São João e outros padroeiros que são festejados nas típicas festas juninas e, que ultimamente tem se tornado julhinas, de tanta festança.
As festas são ótimas para a população, pois oferecem momentos de lazer, descontração e entretenimento. É uma verdadeira fuga do cotidiano, pois as pequenas cidadezinhas e transformam e viram grandes centros de eventos, com barracas, palcos, turistas para todo o lado, danças e tudo o que a festa tem direito.
Os eventos são uma excelente estratégia para diminuir a sazonalidade do fluxo turístico, entretanto, não devemos esquecer as raízes e fazer uma festa tradicional deve ser o principal objetivo, uma vez que as festas dos padroeiros surgiram a décadas atrás e o seu principal objetivo não era o comercio, mas sim festejar as boas novas, confraternizar nas tradicionais quermesses, agradecer e pedir bênçãos.
Assim, as festas juninas das cidades de interior dão um show de tradicionalidade e modernidade, cada uma com suas características singulares, ofertando ao público um verdadeiro arráia!


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Por que é tão difícil dizer Adeus?

O que é dizer Adeus? Sempre me questionei o que é o sentimento que temos quando devemos nos despedir das pessoas que amamos.
A vida sempre nos dá varias motivos para dizer adeus. Seja passar em uma faculdade e ir morar fora, seja ir fazer uma viagem longa, seja o falecimento de um ente querido e muitos outros motivos. Mas, nunca é fácil dizer adeus.
Entrei na faculdade no ano de 2014, nesses dois anos e meio vivenciei muita coisa, conquistei amigos, conheci colegas, aprendi muito sobre o turismo, conheci lugares... Enfim, vivi muito bem a minha vida acadêmica.
Na realidade meu primeiro grande adeus foi quando meus pais me deixaram na faculdade, ai você se ve sozinho em um mundo que cabe a você construir. Mas agora, tenho meu segundo grande adeus, pois há algumas semanas tive a confirmação do meu intercambio para Hungria e, hoje foi a data que tive que sair de Rosana/SP e voltar para minha cidade natal para resolver assuntos acerca do intercambio.
Dizer adeus foi dificil, pois as pessoas que vivem contigo na faculdade se tornam sua família, você passa a confiar nelas, depositar suas angustias, suas felicidades, compartilhar seus momentos... Bom, tornam-se seus amigos, irmãos e confidentes.
Então me diz, há algo mais dificil do que despedir de quem você ama?
Vou ficar um ano na Hungria e, falta um ano para eu me formar, logo, a minha turma, XII Turma de Turismo, logo, logo estará entregando seu TCC e seu estágio e, eu, quando voltar, não os verei mais. Cada um vai seguir seus caminhos, procurar emprego, buscar meios para vencer na vida e partir de Rosana/SP.
Pode ser que ao longo do caminho eu esbarre com um ou outro, mas isso vai depender do destino. E que destino é esse que faz a gente viver emoções, nos da algo tão bom, mas que vem junto com um monte de responsabilidades.
Conquistar o exterior e desapegar dos amigos/irmãos, infelizmente essa é a realidade, mas se eu pudesse escolher levaria cada um em minha mala, para que eles vivessem comigo o que eu vou viver.
Ao voltar para o Brasil, para os que vou encontrar, serão horas e horas colocando a conversa em dia, fofocando, pondo os pingos nos iis....
Engraçado é que eu não parto na certeza de um adeus, mas sim, de um até logo. Pois, recordar é o que nos torna humanos, nos torna sensíveis e nos faz acreditar que isso é uma fase e que esse é um melhor caminho.
Como já dizia a canção “Não aprendi dizer adeus, mas deixo você ir...”. A saudade é um sentimento que viaja na nossa bagagem, senta do nosso lado, enxuga nossas lagrimas e nos faz crer na esperança de um reencontro.
Quando escolhi turismo sabia que poderia ter uma vida longe dos meus amigos, familiares e colegas, mas nunca pensei no quão dolorido seria me despedir a cada viagem. No quão triste seria ver seus rostos a me dar tchau.
No entanto, as despedidas tristes, se transformaram em fortes abraços de “Bem-vindo ao lar, novamente!”.
O que é dizer Adeus? Sempre me questionei o que é o sentimento que temos quando devemos nos despedir das pessoas que amamos.
A vida sempre nos dá varias motivos para dizer adeus. Seja passar em uma faculdade e ir morar fora, seja ir fazer uma viagem longa, seja o falecimento de um ente querido e muitos outros motivos. Mas, nunca é fácil dizer adeus.
Entrei na faculdade no ano de 2014, nesses dois anos e meio vivenciei muita coisa, conquistei amigos, conheci colegas, aprendi muito sobre o turismo, conheci lugares... Enfim, vivi muito bem a minha vida acadêmica.
Na realidade meu primeiro grande adeus foi quando meus pais me deixaram na faculdade, ai você se ve sozinho em um mundo que cabe a você construir. Mas agora, tenho meu segundo grande adeus, pois há algumas semanas tive a confirmação do meu intercambio para Hungria e, hoje foi a data que tive que sair de Rosana/SP e voltar para minha cidade natal para resolver assuntos acerca do intercambio.
Dizer adeus foi dificil, pois as pessoas que vivem contigo na faculdade se tornam sua família, você passa a confiar nelas, depositar suas angustias, suas felicidades, compartilhar seus momentos... Bom, tornam-se seus amigos, irmãos e confidentes.
Então me diz, há algo mais dificil do que despedir de quem você ama?
Vou ficar um ano na Hungria e, falta um ano para eu me formar, logo, a minha turma, XII Turma de Turismo, logo, logo estará entregando seu TCC e seu estágio e, eu, quando voltar, não os verei mais. Cada um vai seguir seus caminhos, procurar emprego, buscar meios para vencer na vida e partir de Rosana/SP.
Pode ser que ao longo do caminho eu esbarre com um ou outro, mas isso vai depender do destino. E que destino é esse que faz a gente viver emoções, nos da algo tão bom, mas que vem junto com um monte de responsabilidades.
Conquistar o exterior e desapegar dos amigos/irmãos, infelizmente essa é a realidade, mas se eu pudesse escolher levaria cada um em minha mala, para que eles vivessem comigo o que eu vou viver.
Ao voltar para o Brasil, para os que vou encontrar, serão horas e horas colocando a conversa em dia, fofocando, pondo os pingos nos iis....
Engraçado é que eu não parto na certeza de um adeus, mas sim, de um até logo. Pois, recordar é o que nos torna humanos, nos torna sensíveis e nos faz acreditar que isso é uma fase e que esse é um melhor caminho.
Como já dizia a canção “Não aprendi dizer adeus, mas deixo você ir...”. A saudade é um sentimento que viaja na nossa bagagem, senta do nosso lado, enxuga nossas lagrimas e nos faz crer na esperança de um reencontro.
Quando escolhi turismo sabia que poderia ter uma vida longe dos meus amigos, familiares e colegas, mas nunca pensei no quão dolorido seria me despedir a cada viagem. No quão triste seria ver seus rostos a me dar tchau.
No entanto, as despedidas tristes, se transformaram em fortes abraços de “Bem-vindo ao lar, novamente!”.



PS: Na foto me despeço dos amigos que foram hoje na rodoviária. Mas além destes tem mais alguns que não puderam ir, gostaria de nomeá-los: Thamyris, Picchi, Vanessa, Elisama, Lucas, Jhonatan, Gisieli, Ismael, Leticia, Beatriz, Gi (uruguaia mais fofa que conheci), Rebeca e outros que fizeram parte da minha historia. De amigos a irmãos que eu o escolhi e me escolheram!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Os Sacoleiros dos Eventos

Já participei de vários eventos, mas confesso que eles ainda me impressionam. Eventos que tem feiras seja de turismo, hotelaria, eventos e etc, são os mais intrigantes, porque estes eventos detém inúmeros stands, esses por sua vez tem o intuito de divulgar as suas marcas e, assim, apostam em estratégias inusitadas para atrair seus potenciais clientes.
Desde o cafezinho ao sorteio de prêmios, tudo vale na conquista por mercados consumidores. Já vi muita coisa, como pão com mortadela, caldo de piranha, balas, massagem, limpeza de pele, fotos panorâmicas... Enfim, muitas estratégias para atração.
O mais interessante é que esses stands sempre tem alguns kits (sacolas cheias de panfletos) para seus clientes... Ai, é legal porque você anda pelas feiras e ve pessoas lotadas de sacolas, brindes e tudo mais que é dado como medida divulgativa.
Os famosos visitantes sacoleiros pegam tudo que os braços aguentam carregar. As vezes nem sequer cumprimentam as pessoas que estão nos stands, só passam e atacam a sacola e saem como se nada houvesse ocorrido.
Tudo bem! Sem problemas cada um é cada um. Mas que é engraçado e insustentável é, uma vez que de 3.000 papeis, você guarda 1.000 e joga os demais no lixo (isso quando se salva 1.000, geralmente é só 10 mesmo, rsrsrs, porque é tanta propaganda).
Recentemente fui ao Festival Internacional de Turismo-FIT, claro que já fui ano passado e já tinha reparado, mas esse ano foi gritante. O evento dá as pessoas algo parecido como um Passaporte, ai cada stand tem um carimbo, o objetivo é promover a visitação nos stands, ai cada visitante carimba seu “passaporte” nos stands visitados e, os que mais tiverem carimbos são premiados.
No entanto, o que se observa é um corre corre atrás de carimbos, as pessoas nem ao menos conversam, mas sim entram nos stands pegam os carimbos e saem (pois é o tiro não alcançou ou alvo, ou, pode alcançar alguns alvos).
Enfim, de estratégia em estratégia se constroem, consolidam-se e divulga-se marcas, ideias e pensamentos. Os eventos são uma maneira efetiva para a promoção comercial, mas, no entanto, saiba usar as estratégias, pois mesmo o FIT inibindo a entrada de estudantes (os mais sacoleiros) em todo o período do evento, visualizou-se um grupo bem intenso de sacoleiros atuantes no trade (rsrsrs), pois é, ocorre com todos (claro que já fui também, mas ai aprendi J).
Portanto, vão aos eventos, mais voltem com seus braços rsrsrs.
Ps: Se tiver fila, aposto que é comida rsrsr.



quinta-feira, 9 de junho de 2016

O Turismo LGBT: Não são privilégios, mas sim humanidade

         Confesso que nunca fui de pesquisar muito sobre o turismo LGBT, sempre fui mais para as áreas de patrimônio, marketing e políticas públicas. Mas recentemente, tenho ouvido muito falar e, até duas semanas atrás, quando estava em um Seminário de Sociologia em Curitiba/PR, fui questionado sobre esse segmento.
O que sabia sobre o segmento anteriormente é que era um novo e potencial nicho de mercado, seja nacional e principalmente internacionalmente. Entretanto, mesmo sem saber muito sobre o tema, sempre fiz uso dos serviços e atrativos para o público gay (Aaaa as baladas gays).
Ai, recentemente (ontem) um amigo que estava fazendo uma pesquisa sobre o turismo LGBT me marcou em um post que trazia uma resposta de um determinado senhor a sua pesquisa. Nesta resposta, o homem dizia atrocidades, que o turismo LGBT era só uma corrente revolucionária, que queríamos privilégios, que as discussões sobre gênero são piadas e por ai vai.
Pensando nisso, me questionei, será que o publico homossexual realmente quer privilégios por meio turismo LGBT? Bom, ai logo me veio a resposta, nunca vi um gay destratar um heterossexual simplesmente pela sua orientação sexual (como eu disse, eu nunca vi, mas pode ocorrer, ou, não). Outra coisa, héteros são bem-vindos onde o público homossexual habita.
Quantas e quantas vezes vi casais héteros em baladas gays, e nunca vi eles sendo impedidos de entrar em uma balada por serem heterossexuais. Aliás, alguns amigos héteros me dizem que preferem ir a baladas LGBTs com suas parceiras devido ao fato do assedio ser menor (e a musica ser boa rsrs).
Quando falamos de assédio e intolerância, sempre que vou a festas em espaços públicos ou privados, de caráter heterossexual, sempre, sempre mesmo, vejo uma briga. E geralmente o motivo dessas brigas é porque um homem cantou uma mulher, um homem quer se exibir mais do que o outro e até porque alguém pisou no pé de alguém... Serio, brigam demais,  agora nas festas gays, o que eu vejo é que se alguém pisa no seu pé ou rola beijo, ou, rola desculpas (claro que há exceções).
Não queremos privilégios com o turismo LGBT, mas sim espaços cosmopolitas, onde todos são bem-vindos, menos os intolerantes e homofóbicos. Levantar a bandeira Gay Friendly é mostrar que aquele espaço tolera, aceita e vive em perfeita harmonia com a diversidade.
O turismo LGBT surge do desgaste do público homossexual em levar lampadada na costa, ter a orelha decepada, levar soco na cara e ir parar no hospital por simplesmente ter abraçado seu companheiro.
Portanto, o turismo LGBT não tem o intuito de nos dar privilégios, mas sim nos dar segurança. A segurança de sair viajar e voltar para sua casa, a segurança de abraçar seu parceiro, ou parceira, e não ser visto como desumano e, além disso, a segurança de ir vivenciar novas experiências e não se tornar mais uma estatística de violência contra homossexuais.

Ps: Hoje foi aprovado na Câmara de São Paulo o dia de luta contra a Cristofobia, no entanto, não vejo estatísticas que apontam quantos cristãos são impedidos de andar com suas bíblias embaixo do braço, não vejo impedimento dos pastores em coletar as “ofertas” de seus fiéis, não vejo impedimento da realização de cultos, missas e demais manifestações. Mas sim, vejo impedimento do público LGBT frequentar igrejas, viver em sociedade, andar de mãos dadas... Enfim, nos últimos anos a intolerância religiosa vem matando mais do que a marca de que a cada 1 hora um homossexual é violentado no Brasil.

Por fim deixo uma frase: Antes de fazer eco de “Amém” na sua casa ou no seu lugar de adoração, pense e lembre-se: “Uma criança está ouvindo”. –Mary Griffith (filme Orações paraBobby)

terça-feira, 7 de junho de 2016

Hospedagem Solidária em Curitiba/PR

Sempre ouvi falar na faculdade e também nas conversas entre amigos, mas nunca tinha feito uso. O pessoal fala bastante do CouchSurfing, mas eu nunca tinha pesquisado sobre e nem me aprofundado na temática. Mas, há umas três semanas atrás eu vivenciei a hospedagem solidária.
Ao participar de um evento em Curitiba/PR eu me propus a experimentar novas vivencias. O evento fazia uma ponte entre as famílias que queriam receber e os participantes que queriam usar uma hospedagem solidária.
Basicamente, eu preenchi um questionário online sobre minhas características, como por exemplo: gênero, alergias, tabagismo e outras coisas que permitiram eles cruzarem os dados e sugerir qual seria o melhor local para eu ficar. Assim, eles me mandaram o contato da pessoa que iria me acolher.
Eu nunca tinha ido a Curitiba, nem sequer conhecia uma pessoa lá, então estava dando um tiro no escuro. Mas, a pessoa que iria me acolher, bem antes de eu ir, já foi me dando vários toques, o que levar na mala, como estava o clima, qual era a sua dinâmica diária, com quem vivia e etc.
Antes mesmo de ir, já me sentia um curitibano, pois a minha anfitriã me explicará tudo.
Assim, quando chegou o dia de eu ir, a anfitriã me passou quais ônibus eu deveria pegar para chegar a sua casa, quais itinerários e até para onde não ir ela me avisou. Engraçado é que mesmo não tendo chego a Curitiba, ela me perguntava onde eu estava, se eu estava bem e que horas eu chegava.... Bom já me sentia da família, antes mesmo de chegar.
Ao chegar a sua casa, a primeira visão foi de estranhamento por minha parte, pois não a conhecia e iria ficar 5 dias na casa de pessoas desconhecidas. Mas, logo nos primeiros minutos ela já foi me mostrando a casa, os macetes do lar e o quarto onde eu iria ficar.
De modo geral, a experiência foi super bacana, pois a anfitriã me colocava em seus compromissos, me levava para as reuniões dela... Então, por 5 dias eu tive o verdadeiro sentido do turismo vivencial, participante ou como queiram chamar.
Isso foi essencial, pois só assim tive a oportunidade de conhecer Curitiba não somente com um olhar de turista, mas sim como um olhar de quem mora ali, tem que pegar ônibus, ir ao mercado, andar pelas ruas e etc.
Portanto, todo aquele meu receio de me aventurar na casa de estranhos se tornou em uma verdadeira e autentica experiência turística, pois aprendi cada coisa, fiz vários amigos e pude compreender o próximo.
Se o turismo se espelha-se na convivência com o autóctone, não só na experiência pura em explorar seus traços culturais, mais sim, vivencia-los, exercita-los e fazer-se presente no meio deles por meio da compreensão de seus hábitos, talvez assim, a lógica da atividade turística fosse diferente.

Então, se você está sem dinheiro e/ou a fim de conhecer uma comunidade de outra forma, aproveite as hospedagens solidárias. Mas lembre-se, saiba respeitar o próximo para ser respeitado.

Atenção: Palestra sobre hospedagem solidária em no Sesc de Ribeirão Preto dia 9 de agosto, entrada gratuita, mais informações: https://www.facebook.com/events/998408020228345/