terça-feira, 7 de junho de 2016

Hospedagem Solidária em Curitiba/PR

Sempre ouvi falar na faculdade e também nas conversas entre amigos, mas nunca tinha feito uso. O pessoal fala bastante do CouchSurfing, mas eu nunca tinha pesquisado sobre e nem me aprofundado na temática. Mas, há umas três semanas atrás eu vivenciei a hospedagem solidária.
Ao participar de um evento em Curitiba/PR eu me propus a experimentar novas vivencias. O evento fazia uma ponte entre as famílias que queriam receber e os participantes que queriam usar uma hospedagem solidária.
Basicamente, eu preenchi um questionário online sobre minhas características, como por exemplo: gênero, alergias, tabagismo e outras coisas que permitiram eles cruzarem os dados e sugerir qual seria o melhor local para eu ficar. Assim, eles me mandaram o contato da pessoa que iria me acolher.
Eu nunca tinha ido a Curitiba, nem sequer conhecia uma pessoa lá, então estava dando um tiro no escuro. Mas, a pessoa que iria me acolher, bem antes de eu ir, já foi me dando vários toques, o que levar na mala, como estava o clima, qual era a sua dinâmica diária, com quem vivia e etc.
Antes mesmo de ir, já me sentia um curitibano, pois a minha anfitriã me explicará tudo.
Assim, quando chegou o dia de eu ir, a anfitriã me passou quais ônibus eu deveria pegar para chegar a sua casa, quais itinerários e até para onde não ir ela me avisou. Engraçado é que mesmo não tendo chego a Curitiba, ela me perguntava onde eu estava, se eu estava bem e que horas eu chegava.... Bom já me sentia da família, antes mesmo de chegar.
Ao chegar a sua casa, a primeira visão foi de estranhamento por minha parte, pois não a conhecia e iria ficar 5 dias na casa de pessoas desconhecidas. Mas, logo nos primeiros minutos ela já foi me mostrando a casa, os macetes do lar e o quarto onde eu iria ficar.
De modo geral, a experiência foi super bacana, pois a anfitriã me colocava em seus compromissos, me levava para as reuniões dela... Então, por 5 dias eu tive o verdadeiro sentido do turismo vivencial, participante ou como queiram chamar.
Isso foi essencial, pois só assim tive a oportunidade de conhecer Curitiba não somente com um olhar de turista, mas sim como um olhar de quem mora ali, tem que pegar ônibus, ir ao mercado, andar pelas ruas e etc.
Portanto, todo aquele meu receio de me aventurar na casa de estranhos se tornou em uma verdadeira e autentica experiência turística, pois aprendi cada coisa, fiz vários amigos e pude compreender o próximo.
Se o turismo se espelha-se na convivência com o autóctone, não só na experiência pura em explorar seus traços culturais, mais sim, vivencia-los, exercita-los e fazer-se presente no meio deles por meio da compreensão de seus hábitos, talvez assim, a lógica da atividade turística fosse diferente.

Então, se você está sem dinheiro e/ou a fim de conhecer uma comunidade de outra forma, aproveite as hospedagens solidárias. Mas lembre-se, saiba respeitar o próximo para ser respeitado.

Atenção: Palestra sobre hospedagem solidária em no Sesc de Ribeirão Preto dia 9 de agosto, entrada gratuita, mais informações: https://www.facebook.com/events/998408020228345/