segunda-feira, 25 de julho de 2016

Os Amores de um quase Turismólogo!

Ah os amores de nossas vidas... Amores cafajestes, aventureiros, sem vergonha, de filme, de novela, de mentira, passageiros, avassaladores, de viagem, platônicos... Enfim, todo mundo já teve pelo menos um destes amores que eu citei... Mas, e os turismólogos, como classificamos os nossos amores?
Bom, ainda falta um tiquinho para eu acabar minha graduação, mas já trabalhei no turismo então posso falar! (rsrs). Os amores dos profissionais de turismo são bem interessantes, primeiro que você tem que encontrar alguém que aceite te esperar depois do expediente de sábado a noite, que te espere ir ali no aeroporto resolver problemas com as passagens dos clientes, que seja paciente quando você chega em casa cheio de relatórios para preencher... É o amor está no ar...
Mas fugindo um pouco destes amores. Como que os estudantes vivem seus amores?
Eu, nasci em Joanópolis/SP, mas faço faculdade em Rosana/SP, então volto pra casa nas férias e dou um pulinho a cada três meses. Ai te pergunto, como namorar assim?
Vou arrumar uma pessoa que aceite me esperar nas férias, ou que me aceite esperar durante o periodo letivo? Há três anos vivo esse entrave...
E tem mais, eu como faço muitas pesquisas na área do turismo, quase sempre viajo para congressos, eventos e etc... Logo, isso facilita ainda mais um namoro...
Agora, recentemente, fui escolhido para fazer um intercambio na Europa, ou seja, mais um ponto a favor do desamor.
Mas ai você me fala “- Léo, namora a distância!” Oh my god, eu já tentei! E deu certo? Talvez, depende do ponto de vista...
Fato é que algumas pessoas conseguem namorar a distancia, há que diga que isso até apimenta mais a relação... Mas comigo não funcionou....
Nessas idas e vindas dessa vida, sem ainda estar formado, fico me imaginando daqui uns anos nesse entrave (ainda rs).
Já me disseram que namorar alguém da área possa ser uma boa escolha... Uai, não é que possa ser a solução. Quem sabe...
Mas sabe o que é pior, meus caros, nosso coração não tem um filtro que diz assim “- Apaixonar só por pessoas da área”.... Nãoo, ele escolhe as pessoas mais remotas, mais distintas e que as vezes não tem nada a ver com a sua área... Ai, quando você pensa, “-Não, vou ficar com essa pessoas só esses dias depois cada um por si...” Eh meu caro e minha cara, é ai que teu coração te dá um golpe e você volta pra casa apaixonado...

Nessa busca de conceituar os amores dos turismólogos, hoteleiros, estudantes e etc, penso que não há palavras no nosso vocabulário para descrever as aventuras que fazemos... No entanto, deixo a vocês... Como descrever esses amores?

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A saga começou: Viajando para Europa

Há algum tempo venho tentando meu intercambio para Europa. Tentei a primeira vez para Santiago de Compostela, na Espanha, mas não obtive sucesso por estar no primeiro ano de faculdade.
Há alguns meses entrei em mais um edital de intercâmbio, no qual coloquei três opções: Vigo, em Portugal; Valência, na Espanha; e como terceira escolha optei por Budapeste, na Hungria. Mas sempre tive o desejo de estudar em um país de língua espanhola, no entanto, para minha surpresa fui selecionado para ir à Hungria.
O país de língua oficial húngara e de segunda língua inglesa está situado no leste europeu. Basicamente ficarei dez meses lá, mas o que eu quero retratar a vocês é o inicio desta saga ainda aqui no Brasil.
O território húngaro permite a visitação de brasileiros no período de três meses sem a necessidade de um visto. Mas, como disse anteriormente, vou ficar 10 meses, então tive que correr atrás do tão temido visto.
Já comecei tendo que enviar uma papelada ao projeto que me selecionou e enviar os primeiros documentos à embaixada. E foram muitos documentos, formulários, várias impressões, xerox e por aí vai.
No entanto, sair do Brasil parece mais difícil do que ficar nele, pois você tem que ir no Itamaraty autenticar seus documentos, enviar esses documentos para um(a) tradutor(a) juramentado(a), enviar à embaixada, ir à embaixada e assim esperar o seu visto ser emitido. Claro, isso quando você já tem um passaporte, pois se não tiver tem que ir a Policia Federal e fazer todos os trâmites.
Enfim, nessas idas e vindas ao Itamaraty, Embaixada e até mesmo a Policia Federal você pode ficar ciente que além dos custos com transportes, você vai desembolsar um bom dinheiro com as taxas que são cobradas.
Em resumo, tem taxa de emissão de passaporte, taxa de autenticação do carimbo do Itamaraty, taxa de tradução, taxa de autenticação de tradução, taxa de emissão de visto e a taxa de envio dos documentos por correio, sendo esta a única opcional, pois você pode retirar os documentos direto na embaixada.
Nesta saga você perde dias preparando documentos, relatórios e preenchendo formulários. Mas se seu sonho é viajar para fora, talvez enfrentar esses trâmites seja uma pequena dificuldade frente ao retorno.
Além disto, depois que você passar por tudo isso uma vez, ficará mais fácil nas demais. Por isso, não hesite em sanar todas as suas dúvidas antes de ir a qualquer órgão, seja ao Itamaraty, ao Consulado ou a Policia Federal, leia atentamente tudo o que eles pedem, ligue, religue, mande e-mail, faça tudo para obter as informações a distancia, pois quando você tiver que ir pessoalmente a esses lugares tudo estará correto e você não perderá viagem, principalmente se você não mora nos grandes centros urbanos e que demora horas para se deslocar até eles.

Portanto, se deseja viajar para fora se programe antes e tenha bastante paciência e Bon voyage!

Artigo Publicado na Revista Bragantina On Line: https://issuu.com/diegodetoledo/docs/revista_bragantina_-_julho_-_2016

domingo, 3 de julho de 2016

Por que você trabalha em sábados, domingos e feriados?

Acho um tanto quanto engraçado quando as pessoas me perguntam: Por que você trabalha em sábados, domingos e feriados?
Bom, existem explicações bem lógicas e outra nem tão lógicas. A primeira é pelo fato de que todos (penso eu) precisam de dinheiro, logo trabalhar em fins de semana, férias, feriados e etc é uma das oportunidades para obter o tão quisto “Money”, “dim dim”, “bufunfa” e o que quiserem chamar.
Mas, por que em sábados, domingos e feriados e não em dias da semana?
Então, eu trabalho com turismo, assim como seus setores, bem como hotelaria, restaurantes e eventos, assim, cabe a mim trabalhar enquanto você está de folga, curtindo uma praia, um jantar romântico em um restaurante, comemorando sua lua de mel, pedindo informações no centro de informações ao turista do seu destino e outras.
Mas, você se sente feliz trabalhando nas férias das pessoas?
Lógico, me sinto realizado. Fiz hospedagem e faço turismo para realizar sonhos e fazer com que cada sonho, sonhado há meses, anos e dias atrás sejam realizados da melhor forma naquele instante, pois se eu não souber realizar da melhor forma o tempo não voltará e eu não terei uma nova oportunidade.
No turismo é fato que trabalhamos nos momentos de lazer das outras pessoas e, os nossos momentos de lazer são em horários, meses e dias alternados aos fluxos turísticos (fato esse que nos permite viajar gastando menos nas baixas temporadas), mas foi isso que escolhemos.
Lembro-me de uma frase que minha professora sempre dizia sobre o turismo “ou ame-o ou deixe-o”, pois não tem meio termo, ou você gosta ou você desgosta.
Eu estudo turismo, mas quando to de férias sempre volto pra minha cidade natal e faço estágio ou uns bicos, então todo fim de semana seja durante o dia estou ocupado. Ai meus amigos vem me questionando que eu não saio com eles, que eu só trabalho em fins de semana ou que eu saio de férias e já vou trabalhar.
Sei que me privo de ir para as baladas, ir passear e dar uns roles, mas eu me encanto em ver os sorrisos dos clientes ao se apaixonar pelo atendimento, ao estar naquele momento comemorando, se divertindo... A diversão deles é a minha diversão, o sorriso deles é o meu sorriso e o meu atendimento é o que fará a diferença para aquela noite ser de sucesso ou não...
No final do dia, lá pras 2 da manhã eu sento com os barmans e com os garçons e digo – Serviço cumprido!
Apaixono-me em atender as pessoas, me apaixono em vê-las feliz e saber que eu fui parte disto...

Então meus amigos, amo vocês, mas além de precisar de dinheiro, amo fazer o momento de outras pessoas mais feliz!