quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Turismo, muito além de uma atividade

Não sei por que, mas não é a primeira vez que falo neste assunto. Acho engraçado o jeito que as pessoas tratam o turismo, em especial o papel do turismólogo na sociedade.
De forma alguma escolhi o turismo, pois queria reconhecimento perante as outras carreiras. Mas, também não escolhi pensando que teria que ouvir tanta piada e tanta demonstração de não conhecimento desta profissão.
E quando falo desconhecimento, isso é realmente interessante. Pois sempre escuto que turismólogo não é profissão, que o turismo é a apenas uma atividade que congrega restaurantes, hotéis e atrativos... Isso, quando alguém sabe disto e que existe um turismólogo.
Enfim, não estou aqui para lhe contar o que faz um turismólogo, ate porque para essa questão já fiz ate vídeo. Eu penso que a desinformação não é o mal da sociedade, mas sim o sarcasmo, o egoísmo e o pensar que o que eu faço tem mais importância do que o que você faz.
Se você não sabe o que é o turismólogo ou o que ele faz, tudo bem, pertencemos a uma profissão consideravelmente nova no Brasil. Entretanto, tentar supor com uma pitada de sarcasmo não é o caminho.
Assim como as outras profissões temos nosso papel na sociedade, seja planejar, gerir ou executar as atividades turísticas, ou, além disso, aplicar, coletar e sistematizar pesquisas científicas nessa área.
O turismo brasileiro, em grande parte das cidades, se deu sem planejamento e sem pensar no futuro, somente se pensou na obtenção de lucro. O turismólogo nasce como um agente de fomento da atividade turística, mas não um desenvolvimento desordenado, predatório e explorador.
Mas gostaria de fazer duas perguntas, quantos profissionais que trabalham com turismo, que você conhece, são realmente formados na área?
E os formados, levantam a bandeira ou se entregam para a contradição?

Enquanto continuarmos de cabeça baixa e não mostrarmos o nosso potencial, o Dia do Bacharel em Turismo e Mundial do Turismo será apenas uma Data!

domingo, 25 de setembro de 2016

Viena de incontáveis canções

O que a Europa tem de tão especial que cativa pessoas e faz que elas sonhem em conhecer cada canto deste continente?
A resposta exta eu não tenho, mas posso dizer que esse continente é realmente incrível.
Ontem eu e mais alguns amigos estivemos em Viena, a capital da Áustria. Como estamos em Budapeste realizando estudos, pegamos um trem para ir à cidade.
De Budapeste a Viena é rápido, cerca de três horas de trem e o preço não é tão caro, dá para ir e voltar por menos de 30 euros.
Mas como tínhamos outros afazeres optamos por ir e voltar no mesmo dia, então acordamos a 5 da manha e as 6:40 pegamos o primeiro trem. Pouco antes das 10 da manhã já estávamos desembarcando em Viena.
A ida de trem foi uma atração à parte, seja pelas belas paisagens ou pelos lindos campos floridos que observamos. Mas a capital austríaca com certeza foi o que mais cativou nossos olhares.
A Viena de incontáveis canções de Mozart e tantos outros músicos que por lá passaram tem muito mais do que belas músicas, a cidade possui uma arquitetura muito bem cuidada, com prédios que preservam o passado e visam o futuro.
O centro da cidade é como voltar ao tempo, com passeios em carruagens os visitantes podem se sentir nos tempos medievais e admirar os belos monumentos e os incontáveis castelos e palácios espalhados pela cidade.
Fomos ao parque principal da cidade e tivemos a oportunidade de ver uma festa típica alemã e nos deixou ainda mais encantados por esta cidade.
Não posso dizer que a cidade é muito barata para se visitar, há preços de todos os gostos, suvenires de todos os tamanhos e gostos.
Pudemos ver muita coisa boa em Viena, mas sinto não poder contar a vocês os nomes dos lugares que visitamos, pois não só nem um pouco bom em alemão.... Mas deixo as fotos J
Visitamos igrejas, museus, castelos, operas, teatros e tudo mais que nossos olhos deslumbrados conseguiram captar.
Quanto ao povo de Viena, achei que é o povo mais caloroso da Europa. Pois prestigiamos doutores da Alegria, teatro e apresentações musicas na rua, free hugs, atendentes bem humorados e uma população alegre e sorridente.
Na volta pegamos um trem as 19h na estação e me senti no trem do Harry Potter, com suas cabines e corredores antigos.

A terra de Mozart, Gustav Klimt e muitos outros artistas e personagens pode nos encantar em cada olhar, som e sabor!


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Vamos falar de Turismo? Eleições

Na época das eleições muitos candidatos utilizam o turismo como objetos de sua campanha, seja discursando sobre o potencial turístico dos municípios ou o quanto o turismo poderá ser desenvolvido em seu mandato.
No entanto, passa mandato entra mandato, sempre ouvimos os mesmos discursos e ainda continuamos vendo que o turismo sempre é utilizado como discurso eleitoral, mas na pratica, pouca coisa acontece.
Acho mais engraçado é o modo como o qual os candidatos utilizam o turismo em seus discursos, frequentemente ouvimos:
- Vamos capacitar à oferta turística;
- Vamos trazer demanda para a nossa cidade;
- Vamos melhorar o lazer da comunidade autóctone;
- Vamos melhorar a infraestrutura de apoio ao turista...
Na realidade se os candidatos utilizassem alguma dessas frases acima, possivelmente, este texto teria outro intuito. Pois, são raros os candidatos que realmente sabem de turismo e sabem como falar de turismo.
Dias a trás lendo propostas de alguns candidatos eu li a seguinte frase “Explorar o turismo para gerar emprego...”. Bom ai eu pensei, primeiro que ninguém explora o turismo, mas sim a atividade turística explora a localidade, segundo que na academia achamos o termo explorar um tanto quanto pesado e terceiro é que a frase esta errada.
Eu colocaria fortalecer a atividade turística para gerar divisas. Pronto, não insinuei exploração e muito menos usei conceitos arcaicos. Exploração é um termo muito forte no Brasil, seja exploração de menores, exploração do trabalho e etc, penso que nunca vi o termo exploração ser empregado de forma benéfica.
Enfim, discursos a parte. Penso que por mais que os discursos tem que ser claros, para que uma grande massa entenda, eles não podem estar errados, pois se estiverem errados, mostra a clareza do desconhecimento da função da atividade turística na sociedade.
Eu enquanto formado em hotelaria e bacharelando em turismo, penso, que a minha função vai além de ser cidadão votante, mas sim, um cidadão do ramo turístico pensante. Pois bem, me digam ai, já viu um discurso ruim sobre o turismo?

E se viu algum bom, talvez esse seja um bom candidato!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A Montanha Russa chamada Intercambio!

Parlamento Húngaro
São tantas palavras em minha mente, tantas histórias, tantas frases, imagens de lugares, expressões e tudo mais que três semanas em um novo país poderiam fazer com uma pessoa.
Fico a pensar se posso absorver tudo que vejo, leio e escuto. Parece ser tanta coisa eu ao deitar minha cabeça no travesseiro á noite fico a pensar em tudo o que ocorreu durante o dia e, tenham certeza, não foi pouca coisa.
As pessoas visualizam minhas fotos no Facebook ou no Instagram, imaginando que está tudo lindo, maravilhoso e divertido. Claro que está, pois aqui tudo é lindo, tudo é maravilhoso e as pessoas são diferentes.
Mas até que ponto a diferença é boa? Até que ponto um novo país, uma nova vida deixa de ser novidade e começa a ser cotidiano?
Pense que muitas vezes nos deixamos de nos impressionar, deixamos de nos encantar pelas pequenas coisas que vemos ao nosso redor. Meu amigo me disse uma vez:
- Léo quando você for para fora do país você vai se tornar Patriota.
Pois é, acredito que ainda não me transformei em um perfeito patriota, mas em três semanas aqui já pude valorizar as pequenas coisas cotidianas que temos no Brasil e muitas vezes nem valorizamos.
Seja o nosso salgadinho frito de cada dia, o nosso pão francês, o nosso pingado, a festas depois do expediente, o bom dia do porteiro, o caos do metro, uma boa ação de alguém na rua, a conversa com um estranho...
Mas isso não significa que aqui não tenha essas características! Mas significa que aqui elas são diferentes. O inglês abre, mas também fecha portas ao mesmo tempo. Chegar para alguém que não fala inglês e você falar inglês, possivelmente seu tratamento será um tanto hostil.
Aquele Bom Dia que damos a todas as pessoas nas cidades pequenas perde o sentido fora do seu país. Pois, que língua eu devo usar? Espanhol? Português? Inglês? Húngaro? Grego? Me diz qual?
Hero's Square
 Problemas diários que poderíamos resolver com o famoso jeitinho brasileiro, ás vezes, se tornam em problemas futuros. Pois fora do Brasil o jeitinho não funciona. Você tem que seguir as regras, se quebrar, só porque não é de seu costume, ninguém se importa “nosso país, nossas regras”.
Pessoas viajam todos os dias, seja pequenas jornadas, da casa ao trabalho, medias jornadas, viagens em geral, grandes jornadas ou jornadas definitivas.
Eu estou em uma grande jornada, travo todos os dias lutas que não são as mesmas do Brasil. Mas isso me torna brasileiro, pois na realidade, o que nos torna brasileiros é sofrer um pouquinho a cada dia, mas andar com um sorriso no rosto!
Não estou dizendo que não estou gostando daqui, digo que em qualquer lugar do mundo existem lutas, conquistas e desconquistas. Falo para meus amigo que minha vida na Hungria é uma montanha russa, tem dias que quero pegar o próximo voo ao Brasil e no outro quero trazer minha família para morar aqui.
Não estou aqui para motivar ou desmotivar ninguém, eu estou aqui para contar a minha historia. Meu nome é Leonardo Giovane eu sou um brasileiro na Hungria e minha jornada é uma montanha russa! See you soon

terça-feira, 13 de setembro de 2016

O Velho mundo se tornou o novo mundo

Ponte das Correntes
 Nunca sei se os autores de artigos devem contar o que eles passam, mas como sou um autor de turismo e hotelaria, penso que minhas experiências podem ser triviais para passar meu conhecimento e desmoralizar paradigmas.
Bom, como alguns sabem, estou vivendo um tempo aqui na Hungria, o país é lindo, tem culturas diferentes, pessoas diferentes e, sobretudo, hábitos completamente diferentes do que vivemos no Brasil.
Minha função aqui não é desmoralizar nossa nação, até porque temos muitas coisas boas e coisas a melhorar em nosso país. Mas vamos falar sobre a Hungria e sobre a minha viagem que garanto que vocês terão outra visão.
Rio Danubio
O Brasil é conhecido internacionalmente, agora pela Copa, pelas Olimpíadas e às vezes me falam do Samba e do Carnaval. Mas sim, nesses poucos dias que estou aqui, não teve uma pessoa que não me perguntou sobre estes dois eventos esportivos.
A língua oficial da Hungria é o húngaro, e como dizia Chico Buarque "a única língua do mundo que, segundo as más línguas, o diabo respeita", pois bem, a língua é muito difícil. Mas aí vem o questionamento, então vou falar o quê? O inglês, oras. Mas não sei falar muito bem o inglês, o que eu faço?
Aprendi uma coisa muito precisa nesses dias aqui, se você sabe o básico as pessoas te ajudam, claro que tem umas que não querem nem te ver pintado de verde amarelo, mas existem pessoas que tem paciência e procuram o máximo possível te entender.
Igreja de São Mathias
E quando falo pintado de verde e amarelo, digo pelo fato dos brasileiros serem bem vistos aqui, sim, nós somos. Quando falo a alguém que sou brasileiro vejo um sorriso diferenciado no rosto deles.
Tudo bem, já contei as maravilhas do novo mundo, mas o que o Brasil tem a oferecer de diferente?
Bom, parece clichê, mas nossa hospitalidade é irrefutável, nosso jeito de receber e hospedar, o modo como fazemos amigos. Não sou a pessoa que tem mais facilidade de fazer amigos no mundo, mais cheguei há cinco dias, e já fiz bons amigos, mas vejo pessoas de outras nacionalidades não tão entrosadas aqui.

Enfim, este texto foi para dizer a vocês que temos nossos altos e baixos, mas eles nos tornam brasileiros e dignos de carregar nossas bandeiras pelas ruas de Budapeste e do Mundo!





Ponte da Liberdade
Artigo Publicado na Revista Bragantina On Line: 
GONÇALVES, L.G.M. O velho mundo se tornou o novo mundo. Revista Eletrônica Bragantina On Line. Joanópolis, n.59, p. 7-8, set. 2016.