quarta-feira, 16 de novembro de 2016

O turismo intolerante de Donald Trump!

Simpsons- Imagem Retirada da Internet
Nas últimas semanas vimos a maior potência do mundo eleger o seu novo presidente. Não é a primeira vez que abordo aqui temas como eleições e as suas influências no turismo, no entanto sempre abordei de uma forma mais nacional, mas agora o panorama é o internacional.
Após a eleição de Donald Trump como novo presidente dos Estados Unidos da América, o mundo se dividiu entre pessoas a favor e contra. No Brasil, o panorama internacional ganhou força e fluiu pelas redes sociais.
Durante a campanha, Trump fez uso de um discurso de ódio, seja contra imigrantes, mulheres, negros, comunidade LGBT e tantos outros povos vivem no mundo. Ao México disse que iria criar um muro para separar os países e quem pagaria seria o México, ao Brasil disse que somos porcos latinos.
Além desses discursos, a campanha se voltou para o nacionalismo dos EUA e a sua posição como raça desenvolvida frente às outras.
No entanto, posições contra e a favor dividiram opiniões também no Brasil e em quase todos os grupos de debates se ouvia a seguinte pergunta: “Você é brasileiro, no que isso o afeta?”.
Mas quem nunca sonhou em ir à Disneylândia ver o Mickey, passar o fim de ano em Nova Iorque, tirar uma foto na Estátua da Liberdade, fazer umas comprinhas em Miami, beber uma cervejinha no Texas ou simplesmente cruzar a ponte em San Francisco?
As ações relacionadas à entrada ou saídas de imigrantes, sejam eles turistas, visitantes, residentes e outros são tomados pelo governo, assim, se o governo acredita que determinado povo não deve vir ao seu país por inúmeros motivos, cabe a ele criar leis para que dificulte ou iniba a entrada desses povos.
Isso já ocorre com voos que vem do Oriente Médio para os Estados Unidos, pois esses voos possuem mais fiscalizações, diferentes dos demais. Ou seja, uma ação governamental faz com que a entrada se torne mais restritiva.
Assim, se o novo presidente acredita que somos “porcos latinos” por qual motivo o mesmo gostaria de ter “porcos” no seu quintal?
Medidas como essas são vistas também no Brasil, quando um município limita o número de visitantes em um atrativo ou cria regulamentações para entrada de ônibus. Ou seja, estas são decisões politicas, que envolvem os pensamentos advindos de seus comandantes (prefeitos, presidentes, ministros e etc.).
Um governo intolerante cria uma população intolerante, medidas intolerantes, leis intolerantes e assim um turismo intolerante. Um turismo intolerante que não tolera gays, lésbicas, negros, latinos, mulheres e tantos outros segmentos da sociedade.
Não estou aqui para gerar discussões do que será o governo de Trump, mas os EUA são grandes formadores de ideias e suas ideias são seguidas por milhares de pessoas e países, ou seja, o que se cria lá pode ou não ser adotado por outros países e essa adoção pode ser maligna para o futuro do mundo.
Olhar para a vertente do turismo para esses aspectos não é buscar esquecer os outros olhares, mas sim acrescentar um novo olhar, uma nova maneira de ver e entender o mundo. Pois na era atual, na era global, os países e as pessoas se conversam, tudo está conectado e tudo pode ser mudado de maneiras muito mais rápidas.

Este texto não buscou pontuar uma posição frente às eleições dos Estados Unidos, mas sim um único objetivo: plantar uma semente do turismo sustentável, o turismo de todos, seja para mim, para você, para idosos, crianças, adultos, jovens,

Artigo publicado na Revista Bragantina Online:

GONÇALVES, L.G.M. Será que queremos um turismo intolerante? Revista Eletrônica Bragantina On Line. Joanópolis, n.61, p. 16-17, nov. 2016.

domingo, 13 de novembro de 2016

4 cidades húngaras para você se apaixonar

Muitas pessoas pensam que as verdades de verdade acontecem em cidades grandes ou muito conhecidas. Na Europa, por exemplo, Paris, Barcelona, Grécia, Viena, Veneza, Zurique e outras cidades são os sonhos de muitos, mas tem muita coisa melhor por aqui.
Neste post gostaria de apresentar a vocês quatro encantadores, pequenas e charmosas cidades húngaras: Visegrád, Szentendre, Vác e Esztergom.
Começo a dizendo que estou em Budapeste a capital da Hungria e o interessante é que essas cidades são muito baratas para você ir. Quando fui a Esztergom, fiz o seguinte roteiro:
- Sai de ônibus de Budapeste para Visegrád;
- Mais um ônibus de Visegrád para Esztergom;
- E por fim um ônibus de Esztergom para Budapeste.
Sabe quanto gastei de transporte? Por incrível que pareça menos de R$: 27,00 (isso mesmo, menos de vinte e sete reais, não euros, não dólar não forint, mas sim reais).
Visegrád
Começamos pelo roteiro, saímos não muito cedo, mais ou menos 10 da manha de um sábado. A cidade de Visegrád fica a mais ou menos 1 hora de Budapeste e durante o caminho você pode ver a paisagem mudando completamente.
Visegrád é uma pequena cidade que tem como seus principais atrativos castelos, feiras, parques e uma igreja e, claro, a arquitetura das casas. O atrativo principal é o Castelo de Verão do Rei Mathias, na realidade a cidade toda no passado foi parte do castelo.
Então você pode visitar as ruínas de algumas partes do castelo e subir até o alto da colina para ver o 3º maior castelo da cidade (realmente encantador). Além disso, a cidade tem feiras de produtos típicos húngaros, como doces, bebidas, comidas e alguns artefatos.
Uma coisa interessante é que a cidade é bem em conta, tomamos café por lá e almoçamos. Ah, uma dica, aproveite para experimentar o famoso Langos lá, pois foi o lugar mais barato que já vi.
Esztergom
De lá fomos para Esztergom, que não fica mais que 40 minutos de Visegrád. Esztergom fica na fronteira com a Eslováquia e tem como atrativo principal a Basílica de Szent Istvan (Santo Estevam).  Existe uma briga para saber se essa é a Basílica mais alta e maior da Hungria ou não.
A cidade é um encanto, desde a arquitetura das casas as lindas folhas de outono caídas pelo chão. Já a Basílica, por sua vez, é grandiosa, linda e repleta de turistas. O interessante é que na lojinha de souvenir da Basílica tem uma vendedora que fala português.
Pela Básilica estar localizada no alto, é possível ver um lindo panorama da cidade e da Eslováquia e também é possível atravessar a ponte principal e ir a Štúrovo, que na realidade fomos até lá para jantar.
Szentendre
Já as outras cidades húngaras, Vác e Szentendre, fui de trem e também paguei menos de RS: 16,00 reais para ir e vir em cada uma, saindo de Budapeste é claro.
Szentendre parece uma cidade medieval, pacata e maravilhosa. Tem ruas encantadoras, lojas tradicionais, restaurantes que parecem que pararam no tempo e um povo carinhoso e hospitaleiro. A atração principal é a Igreja do centro, mas na realidade a cidade toda é uma atração, pois a cada rua você algo novo que encanta seus olhos.
Lá em Szentendre também é tudo muito barato, souvenir, comida e etc. Visitamos um incrível labirinto, ou melhor, uma adega de vinhos subterrânea que valeu muito a pena (e não pagamos nada).
Vác
Já Vác (estou encantado até agora) a cidade é um charme, bem cuidada, linda, colorida, calma e aconchegante. A cidade é repleta de igrejas e construções antigas que criam uma atmosfera medieval e clássica. Além disso, a cidade tem um Arco do Triunfo e um centro que você perde horas admirando a arquitetura dos prédios.
A cidade também tem uma linda estação de trem e pelo que me contaram no Natal a cidade se transforma e fica ainda mais chamativa.

De certa forma, as cidades pequenas oferecem comodidade, preço baixo e um passeio muito tranquilo, pois por não serem destinos visados não há muitos turistas pelas ruas. Mas, sem sombra de dúvidas essas cidades são encantadoras e dignas de serem vistas novamente.
Esztergom

sábado, 5 de novembro de 2016

Sem dúvidas Bratislava é o seu Destino!

Acho que o terceiro país que conheci na Europa foi ainda mais inusitado. Já estava me acostumando com as informações em húngaro, a lógica de pensamento e tudo mais. Mas ai, fui viajar a Eslováquia, que tem por sinal, acento em consoantes e tudo mais que tem direito.
Fui, em especial na Bratislava, que é a capital da Eslováquia. Uma cidade de porte médio, diferente de Budapeste por ter indústrias ao fundo, mas encantadora como tantas outras cidades da Europa.
A cidade de clima medieval, com castelos, ruínas, estradas, lojas e muito mais coisas com arquitetura típica da época, estava ainda mais encantadora com a chegada do outono. No Brasil, particularmente, nunca via diferença entre outono e as outras estações, mas aqui, acredito que no outono viajar se torna mais especial.
Com atrativos bem interessantes, bem como o castelo principal, as estatuas no centro, os museus e especial culinária, a cidade atrai milhares de turistas.

Assim como, quando fui a Viena, utilizei o trem para ir a Bratislava. Gosto de usar trem na Europa, pois além de ser barato e rápido, é seguro e confortável. Claro que muitas vezes  os ônibus acabam por ter preços mais em conta.
A Bratislava não possui muitos atrativos, você não gasta mais de um dia para ver tudo. Eles utilizam o Euro como moeda local e se comparo o preço das coisas com Viena, a Bratislava possui um turismo um pouco mais barato e com experiências extremamente diferentes.
Muitos turistas fazem o seguinte percurso, vão a Viena/ Áustria, depois Bratislava/ Eslováquia e por fim Budapeste/ Hungria. Além de esses países estarem muito perto, é fácil e barato se deslocar entre três países, pois cada viagem leva menos de 3 horas.
Se for para Bratislava no outono, recomendo por na mala um guarda-chuva, porque no outono chove do nada e comprar esse item na hora do aperto pode sair caro. Uma blusa impermeável é uma boa ideia também.
Quando se desloca de um país para outro aqui, geralmente, muitas pessoas não possuem Internet Mobile no telefone celular, então, use e abuse dos mapas turísticos. O da Bratislava, por exemplo, dá a impressão que as coisas estão muito longe, mas na realidade não estão. Nem precisamos pegar um ônibus sequer...
Guarda-chuva na mala, mapa na mão, uns trocados de euros e um espirito aventureiro... Sem dúvidas Bratislava é o seu destino!


Deixe-se encantar com as folhas do outono!