segunda-feira, 19 de junho de 2017

E se você pudesse voltar no tempo? A viagem da vida

E se você pudesse voltar no tempo? Sabe quando acontece alguma coisa por desleixo nosso e nós desejamos mais que tudo voltar no tempo, então, se você pudesse voltaria?
Quantas vezes escolhemos um destino que ao chegar lá não foi tudo aquilo, ou compramos um souvenir que no final achamos um preço mais barato, perdemos o nosso voo, gastamos dinheiro de mais por bobeira ou até mesmo esquecemos nossos pertences em algum lugar.
Todas essas situações nos batem aquele arrependimento, não é mesmo? Mas, vamos interpretar de outra forma.
imagem retirada da internet
Imagine que a vida seja uma grande viagem, você escolhe os destinos (caminhos) e, algumas vezes os destinos (caminhos) não são lá tão prazerosos e nos arrependemos disso... Seja por escolher uma carreira, seja por trilhar um sucesso profissional de maneiras não convencionais ou por se casar cedo de mais e etc.
Agora imagine que o souvenir caro seja uma pessoa que nos decepcionou. Muitas vezes supervalorizamos pessoas que não valem tudo o que dizem que valem e, que no final das contas, só os valorizamos por medo de andar e não achar nada mais em conta (outra pessoa).
O perder o voo, gastar dinheiro em bobeira é basicamente o que fazemos todos os dias, perdemos boas oportunidades, gastamos nosso tempo com coisas que não devíamos e no final esquecemos nossos pertences (sentimentos, pessoas, coisas, oportunidades e etc) em qualquer lugar.
Mas e ai? Se fosse possível voltaria no tempo?
Eu confesso que muitas vezes quis voltar, mas ai comecei usar a seguinte filosofia: “Nada é por acaso se você está aqui é porque existe uma razão”; Assim como as coisas que ocorrem contigo, elas tem um motivo. Seja para te ensinar, para te dar uma lição, te mostrar ser mais humano, menos distraído e/ou valorizar mais as pequenas coisas.
De fato, não podemos voltar no tempo, mas podemos aprender com as coisas que nos ocorre, não é sorte ou azar, é o fluxo da vida, você ganha coisas, você perde coisas. Mas no final, sabe o porquê é bom perder?

Para você apreciar ainda mais a sua vitória!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

7 Dicas para viajar sozinho

Viajar sozinho para alguns pode parecer ruim, para outros pode parecer fantástico e para muitos um tanto quanto solitário. Mas, no entanto, sempre tem a primeira vez para tudo! Assim, se você vai ser um viajante solitário, segue essas dicas:


1º Escolha Hospedagens Compartilhadas
Pessoas viajam sozinhas por vários motivos, mas se o seu é fazer amigos, aposte nessa opção. Pois tem muita gente (muita mesmo), que viaja sozinha e, está procurando por amigos. Além disso, nas hospedagens compartilhadas (hostels, Airbnb, couchsurfing) você pode conhecer novas culturas, línguas, países e muito mais.
Eu particularmente quando viajei sozinho sempre encontrei grupo de pessoas, ou viajantes solitários, os quais me relacionei e minha “viagem solitária” se tornou um intercambio de ideias.

2º Use e abuse das comunidades do Facebook
Eu gosto de viajar sozinho e falar com os locais, pessoas que vivem na cidade e, assim, aprender um pouco mais. Ai, sabe aquelas comunidades: “brasileiros em Londres”, “brasileiros em Dublin”, “Curitiba para viajantes” e etc? Então, antes da sua viagem peça para fazer parte, depois faça um post curto, dizendo que está indo para cidade e se alguém se habilita para mostrar a cidade.
Feito isso, só espere, sempre aparece uma boa alma que gosta de conversar e fazer amizades.

3º Use o “free walking tour”
Se acaso ninguém se oferecer para dar aquele “role” com você pela cidade, veja na internet se existe alguma companhia que oferece um tour gratuito (free walking tour). Na Europa quase todas as cidades turísticas possuem essa modalide e, participar é perfeito para conhecer amigos e não se sentir solitário.

4º Planeje tudo com antecedência e detalhes
Quando viajamos acompanhados geralmente não nos preocupados com roteiros,  lugares para visitar, coisas para ver e fazer e etc. Assim, sozinho você terá que se organizar para não perder aquele atrativo, aquele voo ou o caminho até o hostel.
Então deixe tudo anotado, rotas, preços, hospedagem, horários, o que visitar o que levar, o que comer e outras coisas, pois assim você terá uma viagem mais tranquila e, planejando com antecedência você não perde tempo durante sua viagem.

5º Esteja aberto a alterações
Sei que disse na dica nº 4 para você se planejar, mas não faça planos tão imutáveis, os deixe mais flexíveis, pois se você conhecer alguém no caminho vocês poderão adicionar coisas e deixar coisas.

6º Não é feio pedir uma foto
Se você quiser uma foto sua naquele atrativo dos sonhos, mas não tem nenhum amigo para tirar, não se preocupe, sempre tem alguém, um turista ou um local, que pode gastar seus 5 segundos para te dar aquela “mãozinha”.
Mas e se a foto não sair boa? Peça novamente para outra pessoa, até que você consiga a foto desejada.
Além de conseguir sua foto, você vai estar conhecendo mais pessoas. Foi num desses “pedidos de foto” que conheci duas pessoas fantásticas em Estocolmo- Suécia, as duas meninas eram da Malásia e, nós, passados o dia todo juntos.

7º Deixe-se apaixonar
“Sit back, relax and enjoy your trip” (sente-se, relaxe e aproveite sua viagem) este deve ser o seu lema, pois deixar se apaixonar pelas pessoas que você encontrar, pelos destinos, pela culinária, pela língua ou pelas bizarrices vão fazer você ter a viagem mais inesquecível de todos os tempos, assim, não se feche para as pessoas e para os lugares.


sexta-feira, 9 de junho de 2017

Os 6 fatores básicos para ter uma boa experiência usando Airbnb

Num artigo anterior, discursei sobre as minhas experiências com Airbnb e os motivos iniciais da criação do Airbnb (que pode ser acessado aqui). Agora vou dar algumas dicas de como conseguir desconto, diminuir dor de cabeça e ter uma experiência legal nesse novo jeito de hospedar.
Primeira pergunta usar Airbnb, vale apena? Então, depende muito. Existem alguns fatores que devem ser elencados: Numero de Pessoas, Localização da Propriedade, Qualidade da Propriedade, Periodo de Compra, Cidade/Estado e País e tempo de estadia.
Falemos do Numero de Pessoas, as propriedades atribuem diferentes preços para o numero de pessoas, pois geralmente não se reserva uma cama, mais sim, um quarto ou o apartamento completo. Assim, se esta viajando sozinho, os preços no Airbnb podem estar mais salgados do que nos hostels, além disso, se você viaja com grupos grandes, de 6 ou mais pessoas, você poderá encontrar problemas em buscar propriedades que aceitem esse contingente em alguns destinos.
Já sobre a Localização, as propriedades no Aibnb, variam de preço conforme a sua localização, quanto mais próximas do centro turístico, mais caras e, quanto mais afastadas, mais em conta. Assim, veja se é mais viável procurar algo mais afastado e comprar o ticket de transporte publico (fiz isso em Paris e, foi super mais vantajoso).
A qualidade é algo essencial, quando viajamos queremos um banheiro que funcione, uma cama “dormivel”, um espaço sem ruídos, seguro e amigável. Mas nem todos anfitriões oferecem isso, então, antes de fechar qualquer negocio, leia os comentários dos hospedes anteriores e preste bem atenção na descrição da propriedade dada pelo anfitrião.
Sobre o periodo de compra, além dos preços das propriedades sofrerem alterações conforme as datas estão mais próximas, você enfrentará problemas para encontrar propriedades em um curto espaço de tempo. Assim, programe sua viagem com bastante tempo de antecedência para conseguir um bom lugar com um bom preço.
A Cidade/Estado/País é algo que conta muito na viabilidade de uma propriedade do Airbnb em comparação com os hotéis e hotel tradicionais. Por exemplo, em Paris, Veneza e Copenhague o Airbnb foi a saída mais barata para se hospedar nesses lugares caros.
E por fim, o tempo de estadia, algumas propriedades não aceitam menos de 2 dias e, existe uma “taxa de limpeza”, algumas vezes elas são somadas por dia de estadia e, em outros caso, se paga uma taxa fixa pelo tempo de hospedagem, assim, mais dias resultam em uma tarifa mais viável.
Sobre descontos, no Aibnb há uma opção de enviar um link para seus amigos que ainda não tenham uma conta, se ele faz o cadastro dele, usando o link enviado, faz uma reserva e efetua o check out, você pode ganhar de 10 a 28 euros, dependendo da reserva do seu amigo.
Fiz um tramite bem interessante quando viajei, pois além de você ganhar enviando o link, seu amigo também ganha alguns reais/euros/dólares de desconto. Assim, como viajei com 3 pessoas, e nenhuma delas tinham conta, enviei o link para minhas amigas e, fizemos todas as viagens uma em cada conta para ganhar aqueles “euros” de desconto.

Bom, essas foram algumas dicas. Prepare as suas malas, avalie o quão bom o Airbnb é em determinada região comparada às outras ofertas, não feche na primeira propriedade, fale com o anfitrião e só forneça seus dados quando sentir totalmente confiante!

Veja a Palestra no Sesc sobre o Airbnb: https://www.sescsp.org.br/turismo/6583_VIAJANTE+CONECTADO+AIRBNB

Paris, Barcelona, Frankfurt, Copenhague e Veneza: Os horrores e amores no Airbnb

Os modelos de hospedagem evoluíram muito nos últimos anos, mas em contrapartida, os serviços sofreram uma grande decadência.  Vivemos a ascensão dos hostels, que alteram os modos de se hospedar e se servir.
Depois tivemos o “boom” das hospedagens solidárias, como o couchsurfing, por exemplo.  E agora vivemos a era do Airbnb. Bom, deixem me contar minhas experiências: Eu usei o Airbnb em Paris, Barcelona, Frankfurt, Copenhague e Veneza, nesses 5 destinos tive experiências engrandecedoras e desanimadoras.
Primeiro, vou lhe explicar por qual motivo o Airbnb nasceu. A ideia surgiu em ofertar as famílias que possuíam um quartinho vazio a possibilidade de aluga-lo e fazer aquela graninha para ajudar nas contas do mês. Em outro ponto, está o viajante, que consegue baratear os custos de viagem.
Mas além desses dois princípios, existe a troca de experiências, base principal do couchsurfing. A troca de experiências permite que viajantes e locais troquem ideias, conselhos e experiências e criem um turismo mais humano e sustentável... Mas, não é isso que está ocorrendo.
Das 5 propriedades que visitei, somente duas (Frankfurt e Copenhague) segue os princípios iniciais dos Airbnb. As outras são casas transformadas em hotéis, quartos transformados em hotels e fachadas que escondem o verdadeiro intuito do turismo social, comunitário e sustentável.
Em Paris eu e umas amigas ficamos em uma propriedade um pouco mais afastado do centro. Mas no entanto, toda comunicação entre nós e o proprietário fora feito online, ele nos avisou onde deixaria as chaves, a normas da casa, check in e check out. Ficamos literalmente sozinhos na propriedade durante 3 noites e depois seguimos as instruções do proprietário para a saída.
Já em Barcelona a historia foi outra, o anfitrião detém uma flat no centro de Barcelona e aluga os 4 quartos para o Airbnb. De espaços pequenos, cozinha, banheiro e sala compartilhada, regras de convivência e endereço falso, o proprietário literalmente, criou um hostel que não paga impostos e engana viajantes pelo mundo afora.  Até porque em Barcelona a pratica do Airbnb tem serias restrições.
Em Frankfurt a experiência foi mais positiva, o Anfitrião mora no prédio, no entanto, ele hospeda os viajantes em outro andar. Então tivemos um contato real com o anfitrião e discutimos sobre nossa viagem.
Em Viena foi bem parecida com o de Barcelona, pois o anfitrião possui uma casa, na qual aluga os quartos, mas, no entanto essas informações estavam expostas no site do Airbnb e o anfitrião fez questão de estar lá quando eu cheguei.
Em Copenhague tivemos uma das melhores experiências de Airbnb, o Anfitrião realmente vive na casa e, ele hospeda os viajantes em seu “porão”, que na realidade é um espaço super arejado, iluminado e acessível. E além disso, o anfitrião se sentou com a gente, compartilhou suas historias e nos explicou como se virar em território dinamarquês.
O Airbnb sem sombra de dúvidas pode diminuir os custos de sua viagem, oferecer uma experiência incrível, mas em outro ponto, pode te trazer muita dor de cabeça e algumas noites sem dormir.
Por isso, pesquise bem antes de fechar com o anfitrião e, ai vai uma dica, leia os comentários de outros viajantes, pois eles são essenciais para evitar problemas.  E boa viagem!



segunda-feira, 1 de maio de 2017

Viajar cansa? Sim ou claro?

Pessoas sempre falam que viajar é excelente e que se tivessem oportunidade gostariam de passar a vida viajando... Mas, pera lá!
Como estou de intercambio na Europa, sempre que posso opto por fazer viagens mais longas, pois assim economizo em passagens aéreas, aproveito mais os destinos e assim fico mais tempo viajando.
Geralmente essas viagens passam de dez dias, a mais longa foi a minha de natal e ano novo 2016/2017. Fiquei uns 21 dias viajando, mas conheci Paris, Barcelona, Porto, Frankfurt, Berlim, Praga e Cracóvia.
E o que aprendi nessas viagens é que viajar Cansa! Sim, você leu correto, não reprima as pessoas que dizem:
- Estou cansado de tanto viajar!
Viajar cansa por diversos motivos, seja por você caminhar muitooo, não estou brincando, em media caminho 19 km por dia quando estou viajando, seja por dormir em camas de hostels, hotéis e Airbnb que não são lá aquelas coisas, seja por dormir no aeroporto (fiz isso em Bruxelas :) ), seja por gastar energia tentado entender um lugar que não é o seu de costume.
Quando viajamos gastamos muita energia e o pior, não recompomos, pois os voos são em horários impossíveis, como um voo, por exemplo, 6h da manha no qual você terá que acordar as 3h para conseguir chegar ao aeroporto.
Acumulando noites mal dormidas, horas de longas caminhadas, tempo de adaptação, peso da mochila na costa, estresse e principalmente uma péssima alimentação, a viagem tem sim, TUDO, para se tornar cansativa.
Mas e ai, o que fazer para melhorar? Os mochileiros têm varias técnicas para desestressar durantes longas viagens e curtir mais a vista. Eu particularmente, uso uma que me ajuda em três aspectos, intelectual e no que se diz a esforço físico e mental.
Eu sempre tento arranjar um local, uma pessoa que mora na cidade, para ser meu guia. Mas, why? Você andando com um local você não vai se perder, evitando assim mais esforço físico, você não vai ficar preocupado em qual a próxima atração e como chegar lá, evitando assim o esforço mental, e ainda por fim, você sai amando ainda mais o destino, por meio das historias faladas.
Então, quando alguém te falar que viajar não cansa, mostra esse textinho para ele (a) e diz:
-Tenho todo direito de estar cansado de viajar!

Viajar é excelente, conhecer pessoas, destinos, culturas, provar novas experiências e etc, mas nada será mais recompensador que uma noite bem dormida na sua cama (casa) depois de uma boa jornada!

terça-feira, 28 de março de 2017

O tão sonhado Intercambio!

Sejamos sinceros, nem sempre acreditar nos trará aquilo o que queremos, é necessário fazer! Mas mesmo quando fazemos, fazemos e fazemos mais um pouco, acreditamos que nossas vitorias ainda levaram certo tempo ou até talvez não sejam alcançadas.
Mas vamos direto ao assunto, o tão quisto intercambio. Para muitos é algo impensável, outros sonham com ele e já outros realizam todos os anos...
No entanto, vamos falar somente dos sonhadores... Assim como eu e possivelmente você!
Sempre sonhei em sair do meu país, no inicio não tinha um destino do coração, hoje tenho um, o qual ainda não consegui :( Lamentos a parte, não importava para onde, eu queria sair do Brasil, conhecer novas culturas, lugares, pessoas, cores, sabores, cheiros... Um novo mundo.
Quando estava na Universidade, fiz de tudo para alcançar esse meu objetivo. Aprimorei meu curriculum, bem como publicando artigos, participando de empresas juniores, grupos de pesquisa, fiz iniciação cientifica e projetos extraclasse, tudo isso para me tornar diferente dos demais. E é claro que minhas notas estavam nas alturas, pois queria esse intercambio.
Na Universidade que estudo, se você tem boas notas e um curriculum bacana você pode concorrer a bolsas de intercambio. Dito isso, vai meu primeiro recado... STOP! Isso mesmo “PARE” de dar tiros para todos os lados. Saiba quais são os caminhos para atingir os seus sonhos e concentre-se neles.
Sabendo disso, continuei minha vida pacata de estudos, trabalhos, artigos, estudos, trabalhos e mais artigos... E é claro que tentava os editais de intercambio.
Com mil e setecentos documentos para serem enviados por edital, tive certa preguiça de concorrer para muitos. Em fato concorri para dois. O primeiro foi para Santiago de Compostela na Espanha, o qual fracassei...
Fiquei triste uns dias, mas depois entendi que não era minha hora, uma pelo fato de que eu estava no 1º ano da Faculdade, segundo por eu ter 17 anos e terceiro pelo fato de que eu não era tão maduro quanto hoje.
Na segunda tentativa só mandei os documentos, pois era minha segunda e ultima chance. Quando se está no terceiro ano de um curso que vai somente até o quarto, as universidades estrangeiras te recusaram no seu ultimo ano.
Como ia dizendo eu mandei e continuei fazendo as minhas coisas. Até que quase 2 meses recebi um e-mail dizendo que eu tinha sido aprovado. Porém, eu havia colocado 3 universidades, duas na Espanha e só porque foi necessário a ultima opção na Hungria. Mas adivinha onde fui aprovado?
Sim, na Hungria, um país que eu pouco conhecia e de verdade, nem de sua localização eu tinha conhecimento. E o problema principal foi que eu não falava inglês.
Mas estava feito, me vi indo a embaixada húngara para dar entrada no visto, depois estava eu aos prantos no aeroporto de Guarulhos despedindo da minha família e quando acordei estava eu pisando em solo húngaro.
Cidadela- Budapeste/ Humgria
Historias a parte. Quero dizer que não desenhei isso para minha vida, quisera eu imaginar isso um dia. Mas aqui estou, há 7 meses, aprendi inglês, já conheço quase toda Europa, tenho vários amigos de diversos países, aprendi muito na Universidade daqui e em breve volto para o solo brasileiro.
Assim como ocorreu comigo, tente entender, seus planos podem mudar a sua vida pode lhe dar outros caminhos e o fato de os caminhos terem se alterado não significa que foi para pior...
Trabalhe duro para conquistar o que sonha, saiba seus caminhos, não se decepcione com os fracassos no meio do caminho, MAS, acima de tudo, esteja aberto a largar tudo e abraça o que a vida lhe oferece!

#EstejaAbertoAMudanças

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Porto: Uma simpatia em forma de cidade

Há cidades e HÁ cidades (já falei isso dezenas de vezes), mas isso é bem real, pois algumas cidades são tão encantadoras que você deseja voltar mais e mais vezes. Por exemplo, a cidade do Porto, em Portugal.
Tenho uma teoria, que a cada dia se confirma na Europa. Segundo minha teoria, as cidades mais divulgadas têm mais chances de nos decepcionarmos do que com cidades desconhecida. Direi-lhes o motivo, primeiro pelo fato de que quando se há muita divulgação criamos mais expectativas, que logo, dificilmente são atingidas.

Segundo, pois, cidades turísticas possuem muitos turistas, logo, você acaba tendo que desviar de tanta gente que não consegue tirar uma única foto.
Porto, por sua vez, é um Hub internacional, muitos voos fazem conexão por lá, mas mesmo assim, com uma considerável divulgação, a cidade te encanta em cada viela.
A cidade é grandinha, mas tem seu charme no centro histórico, como por exemplo, na Praça dos Aliados, o ponto de encontro principal. A arquitetura da cidade faz você navegar na historia de Portugal e inclusive do Brasil.
A culinária é muito parecida com a nossa, tem feijão, macarrão, ovo, carne, porco e outras coisas mais. E o melhor, pode usar seu português à vontade, eles nos entendem perfeitamente e diferente de muitos outros países da Europa, os portugueses são super simpáticos.
Aliás, tá ai, “simpatia”, uma coisa dificil de ver na Europa que os portugueses tiram de letra, claro que não é o nosso jeitinho brasileiro, mas tá quase lá.
Quase ia me esquecendo, em Porto, o pastel de Belém é chamado de Pastel de Natal, um pastel dos anjos me deliciei muito com eles, super recomendo.
Porto tem metro por todo lado, dá para ir para onde quiser, inclusive usa-se metro ate o aeroporto. A cidade não é tão cara, tem preço acessível. Outra coisa comprem lembrancinhas no Mercado do Bolhão, é mais barato do que na cidade.

Por fim, desfrute essa cidade, acredito que 2 dias são suficientes para ver tudo e desfrutar com muito amor! Hasta luego!

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Ser protagonista é realmente necessário?

De o seu melhor, seja melhor, se mostre, seja diferente, se destaque, me orgulhe, se orgulhe, orgulhe sua família, nos orgulhe, represente, vença, corra, lute e ganhe!
Pessoas amam dizer o que você deve, deveria e irá fazer, adoram palpitar sobre sua vida e quando isso se torna tão incessante você começa acreditar que você não está dando o melhor de si, que está falhando em certos aspectos que deveria deixar algumas coisas de lado e se dedicar mais em algumas outras coisas.
Certa vez, ouvi uma frase “no mundo atual, todos querem ser protagonistas”, mas já parou para pensar se todos tornassem protagonistas? Já imaginou uma novela sem figurantes? Sem coadjuvantes? Sem contrarregras? Sem antagonistas?
O problema principal não é todos serem protagonistas, mas sim, todos serem obrigados a se tornarem alguém. E nessa cobrança da sociedade por ser alguém, por se tornar em alguém, a cada dia pessoas esquecem de quem um dia elas foram.
Pois a nossa vida é como uma caixa, devemos deixa-la aberta para coisas novas entrar, mas devemos saber que uma hora não haverá espaço e coisas velhas terão que sair.
Nessa luta incansável em ser protagonistas tememos falhar, desonrar nossas famílias, apagar nossa historia ou simplesmente ser taxado como fracassado. Mas já dizia o sábio “fraco não é aquele que fracassou, mas sim aquele que nunca tentou”.
Mas nessas tentativas nos tornamos reféns de nossos pensamentos que insistem em rugir e dizer que não somos bons o suficiente, que não podemos chegar lá e que talvez nunca pudéssemos chegar lá.
Mas afinal o que é chegar lá? Qual o problema de não ser ninguém? Qual o problema de ser coadjuvante?
O problema que a sociedade não aceita, seus amigos não aceitam, seus pais não aceitarão e por tudo o que dizem você não aceitará. Pois afinal, você precisa ter um bom emprego, uma boa família, um bom carro, uma casa legal, ser provido no trabalho, ajudar os pobres, ser consciente, ter uma religião, ter um time de futebol, ter filhos, não ser gay, não ser lésbica, não ter filhos gays, ser de preferência branco de olhos claros de sobrenome forte, morando em Orlando ou Londres... What? Por que mesmo temos que seguir os padrões sociais?
Mas acho engraçado que pessoas cobram que você seja o protagonista, mas esquecem que a todo minuto precisamos de coadjuvantes, afinal, se todos forem arquitetos quem vai fazer o concreto? Se todos forem atores quem vai montar o cenário?  E por ai vai.
Assim como dizia Brecht em sua obra “perguntas de um operário letrado”, mas afinal “O jovem Alexandre conquistou as Índias, Sozinho?”.
Nascer, crescer e morrer, nesse ciclo de vida pare de se preocupar em triunfar e pense em apenas ser feliz por si próprio. Sonhos são relativos, imensuráveis e irreais, viva os teus e não permita que ninguém acrescente ou decrescente aquilo que você sonhou!

Who are you? 
                                            Only you need to be yourself 

domingo, 29 de janeiro de 2017

Cidades europeias: Dois lados da Moeda

A propaganda sempre foi e sempre será a alma do negócio. E quando falamos de turismo, estamos trabalhando com um grande negócio que movimenta milhões de dólares, euros, reais e qualquer outra moeda dia após dia.
Em relação aos destinos turísticos, observamos massiva divulgação em diversos lugares, sejam nas novelas, rádios, banners, comerciais, vídeos e por aí vai. E claro, com o apogeu da internet, a divulgação ganhou novas proporções.
Destinos se tornam marcas e são geridos como empresas, que oscilam em picos e em depressões. Destinos se fixam nas mentes dos consumidores, tais como Paris - a Cidade Luz, México - a terra da Tequila, Brotas - a terra da aventura, Joanópolis - a terra do Lobisomem, Espanha - pelas touradas - e muitos outros termos associativos.
Porém, quando trabalhamos com o contexto local do panorama brasileiro, sabemos que muito que se vende é na realidade falsa propaganda, e como bons brasileiros sempre almejamos as belíssimas cidades europeias, sejam elas Paris, Barcelona, Berlim, Praga, Lisboa ou qualquer outra.
Em uma grande viagem pela Europa, conheci algumas das cidades clichês e não tão clichês, fui a Paris, Barcelona, Porto, Frankfurt, Berlim, Cracóvia e Praga, e antes dessa viagem já tinha ido a duas outras capitais europeias, bem como Viena e Bratislava.
Aprendi muita coisa com essas cidades, mas o que gostaria de passar é a diferença entre o que é vendido e o que é consumido. Começando pela cidade Luz, a tão encantada capital da França, a graciosa Paris, ou não tão graciosa assim.
Paris sem sombra de dúvidas tem seus charmes, encantos e glamour, mas isso se você restringir seu olhar somente às zonas turísticas, ou basicamente aos atrativos. Pois a cidade é um misto de glamour, sujeira, pobreza, longas filas e desigualdades sociais, realidade esta também vivenciada em Berlim.
Basicamente as cidades mais visadas, mais faladas e mais almejadas são as que mais possuem dois lados da moeda, e viajar para as cidades “estrelas” não significa que será a melhor experiência de sua vida do que viajar para uma cidade menos conhecida.
Por exemplo, estive em Cracóvia e em Bratislava, ambas possuem sua divulgação, mas não se compara ao poder midiático de Paris e Berlim. Mas essas duas pequenas cidades são encantadoras, cheias de surpresas e pessoas mais hospitaleiras.
Claro que todas as cidades do mundo têm desigualdades sociais, em pequeno, médio ou em grande nível, mas tudo depende de que forma essas desigualdades são geridas. Nunca fui a uma cidade europeia que não há gente pedindo esmolas nas ruas.
Porém, quando falamos de divulgação de destinos, temos que desvelar paradigmas e parar de menosprezar nossa nação e acreditar que todos os destinos não são perfeitos, assim como nosso lar, mas sim se orgulhar do que temos ao nosso redor.

Na Europa, América, África, Oceania, Antártica, Ásia ou qualquer outro lugar do mundo não se limite aos lugares turísticos, expanda seu olhar e olhe ao redor! Há muito mais do que a Torre Eiffel, a Igreja da Sagrada Família, o Coliseu e o Cristo Redentor. See around!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Barcelona: andando com locais (Parte 1)

Parque Guell
  Sem sombras de dúvidas, é fácil dizer que há cidades e cidades na Europa; e Barcelona é A cidade!
A belíssima capital da Catalunha, Barcelona, que é também terra de Gaudí, Miró, Botero e tantos outros famosos nomes que viveram e passaram por lá é, por supuesto, uma das melhores cidades que conheci na Europa!
Saímos de Paris com destino a Barcelona no dia 22 de dezembro, nosso objetivo foi passar o Natal por lá.
Em um voo bem apertadinho, da Ryanair, diga-se de passagem, muito barato, desembarcamos em El Prat Aeropuerto. Como tínhamos uma amiga lá, a tão amorosa Bia, ficamos mais tranquilos quanto a roteiro e coisas para se ver.
Torres de Cristina 
Ao chegar nossa anfitriã nos esperava no desembarque e já começava a nos contar tudo que faríamos e para onde iríamos. Para sair do Aeroporto com o destino a cidade de Barcelona, tem vários caminhos, más o mais barato é pegar um Trem, o conhecido R2N (Norte), quem com um passe de metro você desembarca na cidade.
Super recomento comprar o cartão T10 em Barcelona, pois você tem direito a 10 viagens e pode usar com seus amigos!
Chegamos ao centro e fomos direto ao nosso Airbnb, super bem localizado na Plaza España, que é um super point da cidade.  Já sobre o Airbnb tenho muito que falar (há muito mesmo), mas isso é assunto para outro post.
Chegamos ao Airbnb, deixamos nossas coisas e fomos ao mercado. Logo depois começamos a “turistar”. Mas nada muito longe, pelas redondezas mesmo.
Fomos a Praça Espanha, vimos as Torres de Cristina, o Museu Nacional, O Parque Olímpico, O Museu do Povo Espanhol e mais outros atrativos que estavam no caminho.
Começamos a amar o local desde o primeiro momento, desde que desembarcamos no aeroporto, basicamente por três motivos. O primeiro o clima é mais quente (mesmo no inverno), segundo os atrativos são belíssimos e terceiro, mas não menos importantes, as pessoas são cordeais e mais calorosas.
Já nos outros dias fomos aos outros atrativos importantes da cidade, bem como as Ramblas, Plaza Catalunja, a catedral de Barcelona, ao Porto, a praia da Barceloneta e em outros atrativos.
Eu e a querida Bia! 
Tudo muito lindo, muito belo, bem como as obras arquitetônicas de Gaudí, a cidade viva, a facilidade de locomoção, enfim, tudo perfeito.
Penso que Barcelona foi uma das cidades que mais desfrutamos, uma pelo fato da nossa Anfitriã, ser afiadíssima nas historias da Capital da Catalunha e outro pelo fato da cidade ter muito a nos falar.
Por isso, super recomendo, Andem com os Locais! Vocês vão amar suas historias e viajar ainda mais em cada singelo atrativo turístico, e o melhor, até aquilo que não é atrativo se transforma em atrativo pelo simples olhar e explicação de um local.
Bia transformou essa viagem a Barcelona ainda mais inesquecível por conta de seus apontamentos. E foram 4 dias muito bem aproveitados, mesmo Bia nos deixando na véspera de Natal, foi possível aprender muito com ela, por isso nosso singelo: Obrigado! Grácias! Thank you!
Andar com locais é entender como a cidade funciona, quais são seus pontos negativos e positivos, é obter um novo olhar, criar senso crítico, viajar nas historias, conhecer pessoas e fazer o verdadeiro turismo do conhecimento (sustentável e multicultural).
Parque Guell
O que mais sobre Barcelona? Bom, foram tantas experiências que um post não é suficiente para demonstrar o quão significativa essa cidade foi.
Assim, essa será a Parte 1, de Barcelona, esperem que vêm mais por ai, não contem da missa a metade :) See you soon 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Paris: muito além da Cidade Luz

Ah a cidade luz! A Paris da Torre Eiffel, do Arco do Triunfo, do Museu do Louvre, da Champs Elysee e de outros cartões postais. Também é uma cidade de contrastes!
Chegamos a Paris, eu e mais duas amigas brasileiras, lá pelo dia 19 de dezembro de 2016. A cidade estava bem fria, afinal era inverno na Europa!
Como pegamos Ryanair descemos em um Aeroporto um pouco afastado do centro, o famoso Aéroport de Beauvais, que fica há aproximadamente 1h e 15min do Port Maillot. Então chegamos ao aeroporto e pegamos o primeiro ônibus que saia (site do ônibus aqui). Mas detalhe, comprem antes, pois na hora é mais caro!
Moulin Rouge
Ai chegamos ao Port Maillot e fomos direto ao metro. Engraçado que quando você chega, não se sabe ao certo qual caminho a seguir, na duvida, segue a multidão!
No metro compramos o T10, que são 10 tickets de viagem, que podem ser usados para ônibus, trem, metro e tram dentro de algumas zonas de Paris, que no caso contemplava a nossa.
Mas não estávamos tão perto assim do centro de Paris, basicamente levávamos quase 1h para chegar ao centro (podemos dizer que somos peritos em transporte em paris hahaha).
O metro de Paris é bizarro, eles fazem uma marquinha roxa no seu bilhete usado que quase você não percebe, então, cuidado para não misturar com os não usados e outra coisa, mantenha em sua mão até o final da viagem! (pois fiscais brotam do ar condicionado)
Pegamos um Airbnb que foi super maneiro (a primeira experiência com o site, estávamos com um medo haha). A casa que pegamos estava vazia, então fizemos a festa :) (não literalmente). Mas infelizmente a casa não tinha WiFi, então roubávamos internet do Mc Donald’s  da esquina (viramos fregueses s/ pagar).
Museu do Louvre
Sobre os atrativos de Paris, há vários museus em todo lugar e coisas para se ver. O Louvre, por exemplo, é gratuito para estudantes (mas leve um documento de estudo em inglês, levei em húngaro e me dei mal :´( )
Outra coisa, não comprem chaveiros nas lojinhas espalhadas por toda a Paris, pois os “camelos” vendem muito mais barato e eles estão por toda parte (6 chaveiros por 1 euro). Mas tome cuidado, eles fazem de tudo para ganhar dinheiro, tudo mesmo, pedem para você assinar coisas, ajudar em outras, então se negue ao máximo!
Arco do Triunfo
Basicamente há um triangulo entre a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo e o Museu do Louvre, “but”, mas, você vai levar um tempo para percorrer tudo a pé, ai sugiro pegar um metro, que vai ser mais rápido e você vai salvar muito mais tempo (até pq Paris venta muito, e andar no frio não é tão legal assim)
Todos os atrativos são sensacionais, mas na real, duvido você tirar uma foto sem ninguém atrás (principalmente asiáticos #portodolugar), Alias, se conseguir, manda a foto ai para gente!
Os três mosqueteiros 
Mas diferente do que todos pensam, a Cidade Luz, também é a cidade dos contrastes, não é tudo tão belo, tão limpo e tão amigável como aparece na TV. A cidade passa um ar de insegurança, de pobreza, vandalismo e a existência de um grande abismo que divide diferentes classes sociais.
Digo isso, pois não fiquei somente nos centros turísticos, mas fui para as partes mais afastadas, e Paris nada mais é que uma grande metrópole, com desigualdades sociais, pichações, diferentes pessoas e outras coisas com as quais convivemos diariamente no Brasil.
A única diferença é que ela tem ruas famosas, museus lindíssimos, séculos de historia e atrativos reconhecidos mundialmente.
Mas mesmo com estes paradigmas sociais a Cidade Luz, ainda é digna de ser conhecida e desfrutada. Afinal, você precisa tirar suas próprias conclusões. So Let’s go to travel :)